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Maria Justa Maia e José Silva são duas das caras dos utentes que frequentam diariamente o Centro Social de S. Romão do Coronado com todos os colaboradores da ASCOR – Associação de Solidariedade Social do Coronado. No passado sábado estiveram também presentes na Festa do Idoso e Festa de Natal comemoradas por esta associação.

“A Ascor iniciou o seu trabalho neste Centro em Maio, estamos aqui há sete meses e é o primeiro Natal e Fim de Ano que vamos viver nesta realidade e decidimos conciliar a Festa do Idoso com a Festa do Natal. É um incentivo aos voluntários, a um leque alargado de colaboradores”, adiantou Guilherme Ramos, presidente da associação.

Nesta festa “mais de 150 pessoas” animaram o espaço que tem apenas quatro meses e que viu realizar-se a primeira festa com todos os seus utentes.

“Penso que é um dia diferente e não tenho dúvidas de que há idosos que se não houvesse esta iniciativa continuariam dentro de casa à espera que passasse mais um dia”, acrescentou o responsável.

Maria Justa Maia já conta 80 anos e há sete que faz parte deste projecto e todos os dias se distrai na ASCOR. “Como eu estou sozinha, estou desanimada em casa, por isso venho para aqui, distraio-me e converso”, confessou.

José Silva, de 71 anos já viajou muito, mas foi na ASCOR que encontrou o seu porto seguro. “Gosto de estar cá pelo convívio. Jogamos dominó, conversamos e passamos o tempo”, garantiu.

Para além de uma celebração, durante a tarde houve ainda uma festa animada por um grupo do Centro Paroquial Padre Ramos de Lavra, Matosinhos, e um lanche para terminar.

“O tempo ainda não permite ter grupos de animação”, afirma Guilherme Ramos, que garante que apenas sete meses não chegam para criar um espectáculo, mas garante: “Estamos a dar os primeiros passos”.

Na ASCOR estão a tempo inteiro 10 utentes e apenas sete frequentam o espaço durante a tarde. Mas o número pouco significativo de utentes tem uma explicação: “Os valores praticados devem-se ao facto de ainda não haver protocolo estabelecido com a Segurança Social, por isso não são aquilo que gostaríamos que fossem, mas estamos no bom caminho e estou convencido que daqui por uns meses o Centro caminhará para a sua lotação e é isso que se pretende”.

Guilherme Ramos quer “ver a obra crescer” e é por isso que toda a equipa tem trabalhado. “A ASCOR tem sete anos de existência, conseguiu fazer esta obra que já é invejada por muita gente. Não queremos parar por aqui, queremos que ela cresça rapidamente, para além disso há quatro anos que está ligada à AMI para o apoio com géneros alimentares a cerca de 70 famílias carenciadas de S. Romão do Coronado”, recordou.