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As presidenciais e a criação do concelho.

Assinalamos este dias o sétimo aniversário da criação do concelho da Trofa. Na mesma altura os candidatos presidenciais desenvolvem a pré campanha e com ela a estratégia política que nuns casos tenta fazer esquecer o passado e noutros casos procura trazer para a discussão temas importantes do futuro do país.

O título deste texto pode provocar alguma estranheza nos leitores. Afinal, o quê que as presidenciais têm a ver com a criação do concelho? Pois… então aqui vai…

Cavaco Silva foi Primeiro Ministro do país durante 10 anos, oito dos quais teve uma maioria absoluta de deputados do seu partido na Assembleia da República e nunca permitiu que fosse aprovada a criação do concelho da Trofa. Teve ainda o número dois do seu governo, o então ministro Fernando Nogueira, a dizer alto e bom som, que a Trofa nunca seria concelho!

Mas, o candidato Cavaco Silva até sabia que a Trofa existia e até se lembrou de nós quando resolveu enviar uma carga policial para a população trofense quando reclamava justiça desportiva em relação a uma situação que envolvia o Clube Desportivo Trofense.

Outro candidato, Mário Soares, também foi Primeiro Ministro e também não permitiu que durante o seu mandato estas oito freguesias fossem elevadas à condição de concelho. Pela idade avançada já não estava na Assembleia da República em 1998 quando foi votado o concelho, no entanto o seu “amigo” Manuel Alegre foi claro na posição contrária à criação do concelho. Motivos? Não conheço, se tiver coragem de passar pela Trofa pode ser que nos possa explicar porquê.

O candidato do BE em 1998 ainda andaria pelos radicais do PSR e sobre a Trofa, a criação do concelho ou as principais carências não se conhece nenhuma posição…

Quanto a Jerónimo de Sousa era, na altura da discussão das petições apresentadas pelos trofenses, membro da Comissão Política do PCP e nessa qualidade co-responsável pela decisão de apoiar a criação do concelho. Aliás, foi o Grupo Parlamentar do PCP o primeiro a formalizar junto da comissão promotora do concelho a sua posição favorável.

 

Podem dizer, com verdade, que a eleição do Presidente da República pouco terá a ver com o que se passou na Assembleia da República em 19 de Novembro de 1998, mas este exercício de memória poderá levar-nos a reavivar outras malfeitorias feitas por alguns protagonistas desta campanha.

Ou não acham que é importante saber que foi Cavaco Silva o responsável pelo aumento da idade da reforma das mulheres, pela lei dos despedimentos e pela tentativa de limitar o direito à greve?

A cantiguinha do “salvador das contas públicas” e do “homem das finanças para endireitar o país” já nós conhecemos em Portugal e sabemos muito bem qual foi o resultado para o país. Conhecer a História e ter memória também é fundamental nestas eleições.

Para que males maiores não nos aconteçam… Cavaco nunca mais!

 

Jaime Toga

 

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