O recente anúncio do lançamento do concurso para a primeira fase das obras da Variante da Trofa, da Linha do Minho, o tal trajecto alternativo de que falávamos em 1999, não podia deixar de me causar uma enorme satisfação.

Depois de todos os estudos feitos, que levaram muitos anos, foi decisiva a decisão sobre o traçado Porto-Vigo.

Teve mérito o actual governo porque, depois de ponderados todos os factores importantes para esta obra, decidiu-se pela sua execução colocando um ponto final numa polémica que durou tempo a mais.

É possível que haja muitos méritos e deméritos de muitas pessoas e, até, muitas Afonso Paixãoincongruências que ocorreram ao longo dos últimos anos num assunto que foi dos mais politizados na Trofa, até pela importância e dimensão da obra.

Quem é que não teve incoerências neste processo? Quem é que, em certos momentos não raciocinou mais com as emoções do que com a razão?

A verdade é que esses tempos estão prestes a pertencer ao passado e temos agora preocupações com o futuro e, muito principalmente, com a qualidade da obra que vai ser executada.

Trata-se duma obra estruturante que irá revolucionar o centro da cidade, alargando-o e proporcionando-nos a oportunidade de ter acesso a mais, melhores e mais rápidos transportes para os principais destinos procurados pelos trofenses.

Vai permitir que desapareçam as actuais barreiras do centro da cidade e poderemos ganhar uma nova avenida central aproveitando o espaço libertado quando forem retirados os actuais carris.

Colocando-se as infra-estruturas necessárias, nascerá num curto espaço de tempo, um avenida de largura razoável e que fará uma ligação rápida da Coroa, Real e Carqueijoso até Covelas. Pelo outro lado, aproveitando-se o espaço que ficará livre, teremos uma avenida de ligação ao Alto da Sapateira.

Poderão ser novas alternativas ao trânsito interno e que permitirão que não tenhamos que passar sempre ao Catulo de cada vez que precisamos de nos deslocar a qualquer ponto da Trofa.

Obviamente que será necessário tempo e dinheiro para isso, mas valerá a pena para que se estruture uma cidade com objectivos de desenvolvimento futuro.

E haverá outra dificuldade a vencer: é que a Refer, proprietária desses terrenos pretenderá, naturalmente a valorizá-los e tem legitimidade para tal.

Não haverá dificuldades intransponíveis. Serão necessárias longas e difíceis negociações, mas nada que surpreeenda, uma vez que temos a noção de que nalguns casos serão terrenos valiosos, noutros, são terrenos de valor mais baixo e, até, há situações em que é possível conjugar ambas as situações, ou seja; é possível compatibilizar a capacidade construtiva dos terrenos com a necessidade de ampliarmos e melhorarmos a rede viária interna da cidade.

De momento, a preocupação é que obtenhamos uma boa obra e fazermos votos para que a segunda fase se siga rapidamente para termos acesso a transportes mais frequentes que nos liguem aos destinos mais procurados pelos trofenses.

E vem a propósito recordar o Metro do Porto. É importante que avance até à nova estação para proporcionar a todos os munícipes um maior conforto para entrar ou sair da cidade, para todo o concelho ou para fora do concelho.

Afonso Paixão