Exposição “Mulheres de Camilo” foi inaugurada no sábado, 5 de Março, e estará patente, na Casa da Cultura da Trofa até 26 de Março.

 

“Mulheres ainda que sejam primas, são, e hão-de ser, cada vez mais, a máxima formosura deste planeta”. É com este excerto do livro “Duas horas de leitura” de Camilo Castelo Branco, que a Casa da Cultura da Trofa dá início à exposição “Mulheres de Camilo”.

São nove as mulheres que de alguma forma participaram da vida do escritor Camilo Castelo Branco. Joaquina Pereira de França, Patrícia Emília de Barros, Fanny Owen ou Ana Plácido, a mulher que mais tempo privou com o romancista e aquela que reuniu o que todas as outras foram para ele, são alguns dos nomes que constam desta exposição.

“A primeira mulher da vida de Camilo Castelo Branco é a mãe”, contou José Manuel Oliveira, responsável pela Casa de Camilo, de Vila Nova de Famalicão. A mãe “morreu quando o escritor tinha dois anos” e as diferentes relações que tem com as mulheres “compensam”, de certa forma, “o carinho maternal que nunca teve”.

“É uma exposição importante, não só por esta proximidade que temos com o concelho de Vila Nova de Famalicão, mas também porque esta é uma zona onde Camilo Castelo Branco viveu e quando lemos um romance reconhecemos praticamente todos os sítios descritos”, afirmou Assis Serra Neves, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Trofa, apelando à “visita de todos os trofenses”.

A exposição que “demorou cinco meses” a fazer a compilação de todos os textos é composta por 14 quadros com textos e fotografias que retratam a passagem de todas estas mulheres pela vida do escritor. Estas memórias foram pela primeira vez divulgadas na Casa de Camilo em 1995 e já percorreram 32 cidades do país.