As festas em honra de Nossa Senhora das Dores são uma marca do ADN da cultura trofense e parte da sua identidade cultural. É por isso importante perceber a evolução e o impacto destas festividades ao longo dos tempos e obviamente reforçar que a sua importância se perde na fita do tempo e das memórias.

Recuando no tempo, até 1920, concretamente a 21, 22 e 23 de agosto de 1920, anunciou a imprensa local que esta festividade não tinha apenas eco nas redondezas, mas também em toda a região Norte. O jornalista do Jornal de Santo Thyrso irá ser mais expansivo relativamente aos impactos da festa na região, referindo que a Romaria da Senhora das Dores era das mais importantes do país, permitindo assim um impacto mais global e que certamente despertaria curiosidades na sociedade que iria dizer presente.

No dia 21, o programa das festas teria início com uma descarga de foguetes, com a atuação de duas bandas de música, sendo uma Bombeiros Voluntários de Famalicão e por último da Infantaria 18, unidade militar instalada na cidade do Porto. As duas bandas iriam animar o arraial noturno e a sua atuação ira ser acompanhada do lançamento de foguetes.

No dia seguinte, o programa era bastante parecido ao do dia anterior, havendo apenas alguns atos religiosos, um tipo de eventos que não acontecia no dia anterior, mantendo-se a atuação das bandas de música para concretizar o plano profano. No último dia destas festividades, iria decorrer uma atuação da Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Famalicão que atuou igualmente em dias anteriores do programa como também a realização da feira de sementes que iria permitir momentos de convívio e até mesmo de namoricos, terminando a festa com uma nova descarga de morteiros.

Atendendo a ter-se passado 100 anos da edição festa que surge relatada no presente texto, um importante momento para relembrar ou até mesmo escrever uma página de história local e compreender a evolução das festividades.