Susana Joana é artesã e quer dar a conhecer os seus trabalhos no concelho. A artista esteve na ExpoTrofa a expor alguns objetos e apresentou a “mulher do Norte”.

Trabalhos em decoupage, decorados com desenhos azuis e cor-de-rosa a distinguir o público-alvo, jarras transformadas em “bonecas” para decorar uma casa, imagens de budas prateados ou dourados. Estes foram alguns dos materiais que a artesã Susana Joana expôs na ExpoTrofa para dar a conhecer o trabalho que desenvolve nas artes decorativas.

Mas o que saltava à vista no stand da artista trofense era uma imagem imponente da “mulher do Norte”, uma figura esculpida em cerâmica, com cerca de 1,3 metros. Composta por vários elementos que caraterizam o Norte do País, nas mãos, a mulher traz um lenço dos namorados e nas orelhas uns grandes brincos, que combinam com o farto colar, que exibe ao pescoço. No traje, traz uma mistura do de Viana do Castelo com o do Douro, completado pelo lenço a proteger a cabeça. O objeto, que foi concebido através da mistura de vários materiais (cerâmica, pintura, tecido), foi apresentado, pela primeira vez, no certame.

Um dia antes da inauguração ainda não estava concluído, mas a vontade de mostrar que continua “a lutar” para se afirmar fez com que Susana Joana vencesse a prova de fogo e o desafio a que se propôs. “Foi a minha aposta, para mostrar o meu valor, o meu trabalho e incentivar os outros a seguir o mesmo exemplo. Alguns até duvidam que tenha sido eu a fazê-la, mas é verdade. Precisamente pelos momentos difíceis que estamos a viver quis ter a coragem e a ousadia de apresentar o trabalho com esta graciosidade e dimensão”, afirmou.

A paixão pelas artes decorativas surgiu “em pequenina” e desde então os trabalhos têmse multiplicado. “Quando era pequena, olhava para uma pedra e punha-me logo a imaginar o que ia fazer com ela. Gosto muito de fazer trabalhos reciclados, através daquilo que as pessoas pensam que já não presta”, explicou.

Durante os oito anos que trabalhou na autarquia, na área do artesanato, evoluiu e ensinou outras pessoas através de vários ateliês. Trabalha com vários materiais, porque gosta de os “misturar” e estar sempre “a inovar”.

Os projetos para o futuro são “muitos” e o mais ambicioso está para breve: abrir um espaço na Trofa, onde poderá “ensinar, disponibilizar ateliês e workshops, com preços que se possam adequar às dificuldades das pessoas”. “Há quem esteja em casa, desempregado e sem objetivo de vida e muitas vezes pensa em coisas erradas, como o fim da vida. Mas isso não é solução. Temos que continuar a lutar, não podemos desanimar.  Quero ajudar com a minha sabedoria, para que as pessoas possam aprender coisas novas, sentir-se úteis e que lhes dê vontade de seguir em frente”, atestou.

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