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Ano 2008

Área ardida está a diminuir

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Em Portugal já arderam cerca de cinco mil hectares de floresta desde o início do ano. Apesar dos "bons resultados", Ascenso Simões, secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Pescas, destaca que ainda há "muito por fazer".

area-ardida.jpg"Mesmo que tenhamos bons resultados não nos satisfazemos, porque há ainda muito por fazer", adiantou Ascenso Simões, relativamente ao número de hectares de área de floresta ardida, que em Portugal têm vindo a diminuir.

Passado um mês e meio do início da época de verão e com as condições meteorológicas a ajudar, apenas cinco mil hectares arderam este ano, cerca de 16 por cento da área total ardida no ano de 2007, que corresponde a cerca de 31 mil de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na Trofa, e ainda de acordo com os dados do INE, os números relativos a 2007 são menos alarmantes. Ao longo do ano arderam 27 hectares, nove dos quais em povoamentos florestais. Já no ano anterior, em 2006, a superfície total ardida foi de 150 hectares.

Segundo a Agência Lusa, Ascenso Simões afirmou ainda que o Algarve terá em funcionamento uma Direcção Regional da Floresta, "assim que seja publicada a lei".

O anúncio já tinha sido feito no Algarve, em Março, pelo ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Jaime Silva, que na altura afirmou que o modelo seguiria o das direcções regionais de Agricultura.

Esta reorganização trará uma maior autonomia à Direcção de Serviços da Floresta do Algarve que deixará de depender de Évora, como acontecia até agora, passando a haver cinco direcções de serviços no país.

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Ascenso Simões apresentou os números na "Tree Parade", uma exposição que é composta por 145 "árvores" decoradas por alunos de escolas de todo o país e que estará patente em Faro até ao final de Agosto, no Jardim Manuel Bívar, Vila Adentro e Jardim da Alameda, havendo também algumas dispersas na zona do Mercado Municipal e Teatro das Figuras.

A iniciativa é da Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) e da Direcção-Geral dos Recursos Florestais.

Zonas de Intervenção Florestal criadas em menos tempo

O governo está a preparar uma nova legislação que deverá diminuir o tempo de criação, de dois anos para sete meses, das Zonas de Intervenção Florestal (ZIF).

Segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, o processo de criação das ZIF é "muito burocrático". Ascenso Simões anunciou ainda que serão criadas duas novas ZIF no Algarve, em Tavira e São Brás de Alportel, o que significa mais 4.400 hectares de área nacional intervencionada naquelas zonas.

Segundo o secretário de Estado existem cerca de 124 mil hectares de área intervencionada. Contudo o objectivo é atingir, até ao fim do ano, 200 mil hectares.

"As ZIF são o bom caminho, mas reconhecemos-lhes algumas dificuldades", disse Ascenso Simões, acrescentando que o Governo quer que o processo fique "mais leve" e que a constituição de uma ZIF seja feita em apenas sete meses.

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As ZIF são áreas territoriais contínuas e delimitadas, constituídas maioritariamente por espaços florestais, submetidas a um plano de gestão florestal e a um plano de defesa da floresta contra incêndios.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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