O executivo da Câmara Municipal reuniu em S. Mamede do Coronado. Autarcas contactaram com presidente da Junta e associações e estabeleceram como prioridade a requalificação da Estrada Nacional 318-1. Foram aprovadas as taxas a aplicar para inscrição nas colónias balneares.

S. Mamede do Coronado foi a freguesia escolhida para acolher a segunda reunião de câmara descentralizada, na sexta-feira (3 de junho).

Os autarcas, que no dia anterior visitaram a freguesia mamedense, colocaram no topo das prioridades a requalificação da Estrada Nacional (EN) 318-1 (Rua Vale do Coronado), que liga S. Mamede a S. Romão. Esta é, na ótica de Joana Lima, a “obra mais pertinente e importante para S. Mamede do Coronado”. “Atendendo à situação financeira que se vive no concelho da Trofa, vamos fazer um esforço enorme para podermos levar a cabo esta empreitada, que é muito necessária para esta população, que está no canto do concelho mas com toda a dignidade, empenhamento e contribuição para o desenvolvimento da Trofa”, afiançou.

José Ferreira, presidente da Junta de S. Mamede do Coronado, confirmou a premência da requalificação desta via: “Ela está muito degradada e em péssimo estado e para quem tem que utilizar diariamente é um caos. É um desespero ver os paralelos soltos e a rua desnivelada”.

O “constrangimento do trânsito pesado” foi outro dos problemas apontados por José Ferreira e que, “em princípio, terá uma resolução muito breve”.

No contacto que teve com o executivo e coletividades da freguesia mamedense, Joana Lima ouviu outras “preocupações pontuais”, que “estão a ser avaliadas”. “A situação do concelho é preocupante e não podemos dar tudo, mas não viramos as costas às associações e vamos ajudá-las a desenvolver o seu plano de atividades para que a Trofa seja mais conhecida e desenvolvida no exterior”, referiu.

Os problemas e as prioridades dos mamedenses foram também elencados pelo vereador Jaime Moreira, do PSD, que alertou para “a formação de bairros sociais na vila do Coronado, especialmente em S. Romão”. A “falta de segurança” também foi um assunto abordado pelo vereador, ao qual a presidente da Câmara assegurou que o executivo vai “chamar a atenção das autoridades” para aumentar a vigilância.

Câmara aprova Colónias Balneares para idosos

Nesta reunião de Câmara foram aprovados os valores para a participação dos seniores nas Colónias Balneares, que se repetem este ano com moldes similares aos da edição anterior. Mantém-se os quatro escalões do ano passado, com a diferença que os abrangidos pelo primeiro (com menores rendimentos) terão que desembolsar 2,5 euros. Joana Lima explicou que este valor é para “vincular as pessoas às colónias”, já que o ano passado “muitas pessoas inscreveram-se e depois não apareceram. Se as pessoas tivessem desistido da inscrição podia “ter-se poupado o aluguer de um autocarro”.

Apesar de defenderem que as colónias deveriam ser gratuitas, os vereadores do PSD votaram favoravelmente a aplicação do tarifário. “Se deliberamos atribuir 200 mil euros ao Trofense e 25 mil ao Bougadense, se há assessorias e consultorias que não fazem falta à Câmara e se há empresas municipais que deveriam ser fechadas, vão cobrar aos idosos, que vivem com parcas reformas e rendimentos, valores que vão fazer falta no final do mês”, afirmou Jaime Moreira.

Joana Lima contrapôs, assegurando que “existe um décimo das assessorias que existiam” e prontificou-se a provar com dados concretos. A autarca foi mais longe e assegurou que “só em horas extraordinárias são mais de 300 por cento de redução” relativamente ao  que se pagava durante a governação do anterior executivo.

A presidente da Câmara apresentou ainda os números de 2010, que comprovam que “o escalão máximo, de 25 euros, foi o que teve mais pessoas inscritas (193) e o contrário se passa com o mais baixo (61)”.

As pessoas abrangidas pelo escalão B têm que pagar 7,5 euros, enquanto o escalão C terá um custo de 15 euros.

A colónias balneares para os seniores têm inscrições abertas até 24 de junho nas Juntas de Freguesia e na Divisão de Ação Social da Câmara Municipal, a funcionar na Rua Conde S. Bento, Centro Comercial da Vinha r/c – loja 52. Para participar devem ter 60 anos completos até ao final de 2011.

Este ano, esta iniciativa vai decorrer no mês de julho e, como nas edições anteriores, os participantes serão divididos pelas duas quinzenas, assim a primeira quinzena decorrerá de 4 a 15 de julho e a segunda será de 18 a 29 de julho.

A praia que os seniores trofenses frequentarão será a do Leixão, na Póvoa de Varzim, e o transporte, o seguro, as barracas e as várias atividades desportivas ficarão a cargo da autarquia. No ato da inscrição, os participantes devem efetuar o pagamento e será apresentado o respetivo recibo de pagamento, garantindo desta forma a responsabilização do idoso pela sua participação.

Para além das idas à praia, a autarquia está a “preparar atividades desportivas, como passeios à beira mar, ginástica de manutenção e muitas surpresas desportivas para todos os participantes”.

Câmara aprova limites internos das freguesias

A Junta de Freguesia de Alvarelhos foi a única que não participou no processo de delimitação administrativa dos limites internos das freguesias do concelho da Trofa. Os limites concertados foram aprovados, por unanimidade, na reunião de Câmara, faltando agora obterem aprovação da Assembleia Municipal.

Neste procedimento foram estabelecidos os limites de S. Martinho de Bougado com Santiago de Bougado e com Covelas, de Covelas com Santiago e com S. Mamede do Coronado, de Santiago com Guidões, com Muro e com S. Mamede, do Muro com S. Mamede e de S. Mamede com S. Romão do Coronado. A pedido de Fernando Moreira, presidente da Junta de Covelas, os limites da freguesia com S. Romão foram executados pelo Instituto Geográfico Português.

O protocolo a estabelecer entre a autarquia e a Federação de Andebol de Portugal e a minuta do contrato para a realização da empreitada de remodelação e ampliação da Escola EB1 e Jardim de Infância de Querelêdo, em Covelas, foram outros dos pontos aprovados, por unanimidade.

Recorde-se que, devido à falência do empreiteiro, as obras da escola de Querelêdo estiveram paradas. Este contrato constitui o desbloqueamento do processo e a prossecução da obra, avaliada em cerca de 555 mil euros.

{fcomment}