A APPACDM da Trofa deu um novo sentido ao slogan "Todos diferentes, Todos iguais". Numa semana dedicada ao dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que teve inicio a 3 de Dezembro, a associação estendeu as actividades e juntou as "diferenças" do concelho.

  Para comemorar o Dia Internacional da pessoa com deficiência, a APPACDM da Trofa, organizou três dias dedicados à aceitação da pessoa com deficiência.

Esta iniciativa teve inicio no dia 3 de Dezembro e reuniu os autarcas do concelho, os alunos do Colégio Nossa Senhora das Dores, da Escola Secundária da Trofa, da Escola EB 2,3 Professor Napoleão Sousa Marques, os Idosos do Centro Paroquial da Trofa e os alunos da APPACDM, todos juntos num "Encontro entre Diferenças".

No dia 5 de Dezembro, decorreu uma tarde dedicada ao desporto com um torneio de futsal entre os alunos da APPACDM e do Colégio Nossa Senhora das Dores, um torneio de dominó e o início das actividades de Boccia, um jogo onde se direcciona uma bola através de uma calha, criado para as pessoas com paralisia cerebral, mas que pode ser jogado por todos.

No dia 7 de Dezembro a tarde será ainda dedicada à interacção social e recreativa, com a actuação de um Grupo de cavaquinhos, de um Grupo de teatro da CIOR e do Grupo Folclórico da APPACDM da Trofa.

Em entrevista ao NT, Maria da Conceição Leitão, uma das responsáveis por esta associação fez questão de frisar o carinho e afectividade destas crianças e adultos, que considerados "diferentes", podem fazer toda a diferença na sociedade actual, "basta ser-lhes dada uma oportunidade", afirmou.

"Estes dias servem para nos fazer reflectir, para olharmos à nossa volta e para vermos o que poderemos fazer, pois com o nosso contributo as coisas podem melhorar. É muito fácil dizer que a pessoa incapacitada tem direitos, gasta-se muita tinta a dizer que a pessoa deficiente tem muitos direitos, mas quando chega a altura destes serem aplicados, é muito complicado e o direito deixa de ser direito", afirmou a responsável.

Contudo a presença da APPACDM no concelho da Trofa tem alterado algumas mentalidades "não todas, mas algumas", no sentido de lutar pelo lugar que estas pessoas merecem na sociedade, "e muitos já os vêem com um olhar diferente, não com o olhar de coitadinhos, mas com o olhar de pessoas que merecem ter o seu lugar na sociedade", referiu. Como por exemplo as empresas onde "muitos jovens estão a trabalhar e com bastante sucesso", asseverou.

Num dia dedicado às pessoas com deficiência, o essencial será pensar que estas "diferenças" não constituem um estorvo para a sociedade, mas sim uma mais valia, "porque quando acreditamos que eles são capazes, eles são capazes mesmo e dão-nos lições de vida extraordinárias", concluiu.