A professora Lia transformou-se na cantora Noa, mas não esqueceu o passado de trabalho na APPACDM da Trofa. Onze anos depois de se despedir da instituição para abraçar uma carreira na música, a artista regressou à Trofa para um concerto intimista onde reviu amigos, na noite de 16 de fevereiro, no auditório do Fórum Trofa XXI.

O espetáculo contou com a participação especial dos utentes da APPACDM, a maior parte antigos alunos de Noa. “Foi muito bom voltar a ver estes meninos, senti que voltei a casa”, confessou ao NT a artista, que não escondeu a emoção de também rever antigos colegas de trabalho da instituição.

O concerto estava inserido na Tour Cicatriz, através da qual Noa quis associar uma ação social, dando-lhe cariz inclusivo com a participação dos utentes da APPACDM. “Decidi incluir a diferença na minha tour, como forma de fazer o retorno à sociedade. Estes meninos têm talento e uma grande paixão pela música e pelo palco. Eu só lhes abri a porta”, contou Noa, que numa das músicas mais conhecidas da carreira “7 da Manhã”, viu os utentes da APPACDM apresentarem uma coreografia.

António Leitão, presidente da instituição, deixou o agradecimento à cantora pela homenagem feita aos jovens. “Qualquer pessoa que chegue à APPACDM fica com os meninos no coração. Desta forma, eles dedicaram-lhe o amor que ela sempre dedicou quando esteve connosco”, referiu o responsável, que lamentou a pouca afluência ao espetáculo.

Amante de fado, música brasileira e jazz clássico, e influenciada por vários espectros musicais e temporais, Noa apresenta-se em palco para dar a conhecer o segundo álbum da carreira, “Cicatriz”.