Andores estão prontos para a procissão. Estruturas com cerca de 13 metros de altura atraem milhares de pessoas à cidade.

João Silva ainda se lembra do tempo em que havia homens que sobrassem para carregar os andores da procissão de Nossa Senhora das Dores. “Os homens que pegavam no andor da Senhora das Dores eram quase todos militares, porque prometiam que se fossem e viessem a salvo do Ultramar, pegavam no andor. Até havia ‘zangas’, porque era mais a oferta que a procura”, frisou.

Mas, mudam-se os tempos e as vontades também se modificam. “Agora, os 16 homens que são precisos para carregar o andor são pagos”, conta, no alto dos seus 36 anos de experiência na preparação dos andores que dão muito que falar pelo País. Apesar de não serem únicos em Portugal, os andores da procissão da Senhora das Dores, na Trofa, atraem milhares de forasteiros, todos os anos, pela quantidade. 

Dez estruturas representam as aldeias da freguesia de S. Martinho de Bougado e levam consigo um santo a quem a população reza para que tudo corra bem. João Silva, juntamente com o irmão e o filho, desdobram-se em esforços para preparar o andor, sem esquecer a atividade profissional na Agência Funerária Trofense. Para “não sobrecarregar” as pessoas, João Silva decidiu começar a trabalhar mais cedo uma semana e a estratégia “deu resultado”.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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