O “Agente Móvel”, um furgão dotado de equipamento informático e Banda Larga, vai levar a Internet a todas as zonas do Vale do Ave, onde é difícil o acesso. Este é um projecto inserido no programa “Ave Digital” e foi apresentado esta terça-feira pela AMAVE

 

Democratizar o acesso à Internet, permitir o acesso à banda larga e dar apoio à utilização por parte das populações com de o intuito de promover a sociedade de informação são os objectivos do segundo sub-projecto integrado no programa Vale do Ave Digital.

Sobre este projecto, apresentado esta terça-feira, Castrvale-do-ave-digital.jpgo Fernandes, presidente da Associação de Municípios do Vale do Ave (AMAVE) afirmou que lhe lembra os “tempos de infância e juventude. Quando era jovem, não tínhamos livros nas aldeias e muita da literatura que li foi graças à Gulbenkian, com a sua biblioteca móvel. Agora, acontece o mesmo com as novas tecnologias. As carrinhas estão equipadas com computador e levam a Internet às zonas onde há maiores dificuldades no acesso. Vai permitir um avanço grande no acesso à sociedade de informação”.

O mecanismo do projecto passa pela disponibilização de uma carrinha tipo furgão, outras viaturas e uma roulotte, capaz de acolher cinco pessoas para trabalhar nos computadores e montar uma esplanada tecnológica, para seis computadores.

Esta iniciativa vem colmatar algumas dificuldades das populações, assim como em tempos a biblioteca itinerante da Fundação Callouste Gulbenkian o fez, combatendo a infoexlusão, democratizar o acesso à Internet e Banda Larga.

Homebanking, solicitação de declarações electrónicas, formação, diploma de competências básicas e ligação aos municípios são outros serviços que os responsáveis pela AMAVE pretendem disponibilizar com o “Agente Móvel”.

Para garantir o sucesso deste projecto, estão a ser negociados protocolos de cooperação com várias entidades, tendo como ponto crucial, o apoio das autarquias e ainda em regulamento a aprovar está utilização da carrinha através de pré-marcação.

O administrador-delegado, Manuel Ferreira, referiu que o desejo é que este projecto “seja uma espécie de loja do cidadão itinerante, além do acesso à Internet”.

Para além do “Agente Móvel” está em fase de conclusão (deverá estar concluído no fim de Setembro) o primeiro sub-projecto do Ave Digital, que segundo o presidente da AMAVE, prevê a instalação de ecrãs públicos nos locais de atendimento das autarquias, com notícias de carácter nacional, regional e local.

Os responsável pela AMAVE esperam também poder avançar com a apresentação dos “museus virtuais”, em Outubro, cumprindo assim o objectivo de concluir todos os projectos do Ave Digital até final do ano, como garantiu Manuel Ferreira.

Já o gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento (POSC) foi alvo de críticas por parte de Castro Fernandes, que o acusou de ter “prejudicado injustificadamente a região”, fruto dos cortes de financiamento que sofreu o projecto “Vale do Ave Região Digital”. O autarca espera, em contrapartida, que a AMAVE veja contemplado o projecto que visa a criação de uma rede de fibra óptica que sirva a região.

O programa Ave Digital foi avaliado em 2,5 milhões de euros e até ao fim do ano prevê-se a construção de todos os projectos a ele inerentes, nomeadamente a constituição de um governo electrónico.