Abertura à sociedade civil e às forças vivas do concelho, numa conduta transparente e agregadora, foi a ideia deixada por Amadeu Dias, no arranque oficial da corrida à Câmara Municipal da Trofa. Renegociar o preço da água, baixar o IMI e aumentar o pacote financeiro para as juntas de freguesia são algumas das propostas do candidato do Partido Socialista.

Uma candidatura a prometer mais à Trofa, num projeto político que conta, novamente, com Amadeu Dias a encabeçar a lista à Câmara Municipal. O Partido Socialista apresentou, oficialmente, o candidato que vai correr às eleições autárquicas deste ano, numa sessão pública ao ar livre, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, na noite de sábado, dia 26 de junho.
Com João Torres e Luísa Salgueiro presentes a colocar o candidato como um dos “melhores quadros” do Partido Socialista, Amadeu Dias surgiu confiante de que é capaz de fazer mais e melhor pelo concelho, abrindo portas a um projeto político que convoca todos os que quiserem contribuir para a mudança.
Para “acordar a Trofa” que diz “adormecida”, o candidato justificou a convocatória de independentes às listas autárquicas como condição necessária para a criação de um projeto capaz de “idealizar” um concelho “de futuro” e de inverter o “clima bafiento que se vive, atualmente, e que faz perder a esperança”. “Estou aqui a dar a cara contra a tirania que se instalou na Trofa, contra o medo e o silêncio, contra o desespero que afeta tantos trofenses”, atirou.
E depois das habituais apresentações, o anúncio dos compromissos. E Amadeu Dias começou logo por aqueles que terão reflexos nos orçamentos das famílias, nomeadamente o preço da água, que, segundo o candidato, pode baixar se houver uma “renegociação inteligente” com a Indaqua. Quanto ao IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis -, o socialista comprometeu-se a descer a taxa para 0,4 por cento, referindo que a atual governação autárquica não a reduziu mais “por opção política”.

A criação de uma rede municipal de transportes, que “ligue todas as freguesias à sede do concelho” é outra das prioridades de Amadeu Dias, que reiterou ainda a ambição de requalificar, na totalidade, o estradão militar que liga Santiago de Bougado a S. Romão do Coronado. É uma “acha” na fogueira da proclamada coesão municipal, que ganhará ainda mais força com “o aumento do pacote financeiro” a atribuir às juntas de freguesia.
Outro contributo para potenciar a zona sul do concelho é, segundo Amadeu Dias, conseguir, junto da Brisa e Infraestruturas de Portugal, a construção de um nó da A3 no Coronado.
Do ponto de vista ambiental, o candidato traça para o “fim da década” o objetivo de “atingir a neutralidade carbónica” do concelho e, na educação, um dos compromissos passa por agilizar, junto das instituições de Ensino Superior, a criação de um “polo universitário”, capaz de criar valor nos jovens e qualificar a população ativa do concelho.
Manifestando “vergonha” pela falta de uma infraestrutura que seja espaço para o desenvolvimento de uma agenda cultural de qualidade, Amadeu Dias anunciou ainda que um dos compromissos da candidatura do PS é a “construção de um auditório municipal”.

PROPOSTAS APRESENTADAS

– Renegociação com a Indaqua para reduzir preço do abastecimento da água
– Redução da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis para 0,4%
– Criar uma rede municipal de transportes públicos
– Requalificação total do estradão militar que liga Santiago de Bougado a S. Romão do Coronado
– Pressionar a Brisa e Infraestruturas de Portugal para a construção de um nó da A3 no Coronado
– Atingir a neutralidade carbónica até 2030
– Construção de um auditório municipal
– Agilizar a criação de um polo universitário
– Sensibilizar o Governo para a criação de mais creches no concelho
– Aumento do pacote financeiro às juntas de freguesia
– Abrir a Câmara Municipal à sociedade civil com o “Presidente por um dia”

Quanto ao combate político, Amadeu Dias teve em Manuel Pizarro o melhor aliado. O presidente da Federação Distrital do PS do Porto teve como alvo preferido o presidente da autarquia, Sérgio Humberto, a quem acusou de ser “mal educado e um grosseirão”. “O que nós temos que fazer é, em sentido estrito e lato, uma operação de higiene para devolver à Trofa a liberdade e a democracia, que está amordaçada por um presidente de Câmara que não tem respeito por ele, pela Trofa nem pelos valores do 25 de Abril”, sublinhando, sem deixar de lembrar o caso em que Sérgio Humberto, na rede social Facebook, colocou um “gosto” na publicação de um funcionário da Câmara, que sugeria instalar uma câmara de gás na Assembleia da República.
Outro assunto que Pizarro fez questão de reavivar foi a intenção da Câmara Municipal de autorizar a instalação de um aterro sanitário em Covelas. “Eu recomendo aos trofenses que tenham medo, porque se este, que está agora na Câmara, se apanha lá outra vez, no último mandato e sem precisar de votos a seguir, não sei se levam só com um aterro em Covelas ou se levam com um em Covelas e outro na Abelheira”.
Amadeu Dias também não se coibiu de responder às “alfinetadas” políticas dos concorrentes. Quanto às críticas pela juventude, o candidato sublinhou que a idade não pode ser fator de exclusão na Trofa, argumentando que “os jovens têm igual ou mais responsabilidade pelo futuro desta terra, por tudo o que receberam pelos que os antecederam e pelo que devem ser capazes de deixar para os que os seguem”. “Tenho muito orgulho de fazer parte da geração mais qualificada que Portugal viu nascer”, acrescentou o socialista, que anunciou que a equipa que o acompanhará na lista à Câmara Municipal “é feita de jovens, de idade e de espírito”, com “energia e força da competência”.