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Edição 733

Alunos doam alimentos

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Decorreu, no passado mês de dezembro, uma atividade conjunta entre as associações de pais da Escola Secundária da Trofa e da EB 2/3 Prof. Napoleão Sousa Marques, intitulada “Natal Solidário”.

Esta ação envolveu os alunos de ambas as escolas, com o objetivo de criar hábitos solidários para com os mais necessitados, através da angariação de alimentos para serem entregues aos Vicentinos das de S. Martinho e Santiago de Bougado.

Os estudantes participaram com a entrega de cerca de 300 quilos de alimentos.

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Edição 733

O poder de um elogio

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O despertar é ordinário. Acordo sempre na mesma cama, acompanhado pela mesma mulher e com o mesmo gato, deitado aos meus pés…que são sempre os mesmos. O esquerdo, nunca deixou de chutar torto, e o direito, nunca se deixou confundir com o esquerdo. O toque do despertador também é o mesmo, como o ódio que sinto ao desligá-lo. Arrasto-me sempre da mesma forma para a casa de banho e desejo ver-me belo, quando me vejo sempre igual, de olhos inchados, sobrancelhas e cabelo despenteados, mas nesta manhã, fiz algo diferente…liguei à minha mãe:

– Mamã, quem é o mais bonito?
-És tu e o teu irmão, filhinho! Sois os mais bonitos do mundo…
Estando razoavelmente satisfeito com a resposta, apesar de estar à espera que a minha mãe dissesse que, EU, é que sou o mais belo do planeta, em contraste com o que eu via no espelho, ela prossegue:
– …tal como para a mãe mocho os seus filhos mochinhos são os mais belos entre a passarada!

Desliguei o telemóvel, sem saber se me despedi, e a motivação que precisava para sair de casa com algum brilho, fui buscar ao baú das memórias, quando em 1984, duas irmãs gémeas, caixas de óculos, me disseram, “Tu até és girinho, pena seres gordo!”. Visto a minha roupa de domingo, apesar de ser sábado, e saí.

Depois de atravessar a estrada entre a “Pantir” e a rulote de farturas, enquanto inspiro um pouco de óleo frito, vindo da estrada, ouço:

– CALHEIROS, ÉS LINDO!

Repentinamente, olho para trás, e a carrinha de onde vinha o elogio distanciava-se sem eu ver a autora de tamanha clarividência.

Compro uma fartura, para repor os índices glicémicos, depois de tamanho “chapadão” de realidade, e sigo caminho.

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Ao longo do passeio empinava o nariz e sentia-me apreciado (sem reparar se o era)…mas durante todo o percurso pensava quem seria a autora do elogio. De imediato, aquela voz rouca e aveludada, transportou-me para as “Divas italianas”, Claudia Cardinale, Gina Lollobrigida ou Sophia Loren, mas de repente fez-se luz, estas não podiam ser, já morreram ou são velhotas. Com a mesma certeza de que o Sporting vai ser campeão este ano, concluí, em frente ao “Talho da Linha”, que era a Monica Belluci. Tolo, desato numa correria desenfreada, intervalada com dois pulos laterais a cada sete metros de corrida, e entro na pastelaria “Lírio Amarelo”, onde tomo café em posição de pé-coxinho e achava que quem olhava para mim era indigno de me apreciar, apenas as grandes belezas comparáveis a Divas.

Ainda sob o efeito do elogio da Mónica (Belluci), retomo o caminho para casa a simular o galope dos cavalos, atravesso o parque “Senhora da Dores”, a passo de marcha, e atravesso a passadeira em saltos de Canguru.

(Esta excentricidade, provocou um choque entre dois carros)

Ao passar em frente a uma barbearia, que antecede a entrada de minha casa, ouço lá de dentro a mesma voz que ouvi ao início do passeio:

-Como é Calheiros! Tudo bem?

Lá de dentro, em vez de sair a minha querida Mónica (Belluci), sai o meu querido amigo Miguel Paredes.

– És tu! – exclamo, desapontado.

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– Claro que sou eu. Querias que fosse quem? Uma boazona?
(Claro que sim, pensei eu)

Desanimado, entro em casa, onde me esperava a mesma mulher e o mesmo gato, que têm o mesmo amor por mim…algum!

P.S. – Quando me deitei, lembrei-me que em 1984, duas irmãs gémeas, caixas de óculos, me disseram, “Tu até és girinho, pena seres gordo!”.

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Edição 733

“Ideias não faltam, desde que haja condições de segurança para executar o plano de atividades”

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O Clube Slotcar da Trofa tem nova direção. André Coroa “passou” a “pasta” a Tiago Azevedo, já muito ligado à coletividade e aos órgãos sociais. Em entrevista ao NT, o novo dirigente, eleito no final de outubro, revelou que “chegou a altura” de retribuir o que o Clube lhe deu, anunciando a abertura, para breve, da nova sede, e os projetos que estão a ser “cozinhados” e que serão apresentados, quando a situação epidemiológica do País permitir.

O Notícias da Trofa (NT): Houve uma renovação da direção. Por que decidiu avançar para a liderança da associação?
Tiago Azevedo (TA):
Liderar uma equipa que conduza o destino do Clube Slotcar da Trofa, durante os próximos três anos, foi uma consequência da minha participação em anteriores direções. Trata-se de um clube que sempre teve um espírito jovem e irreverente e que, desde a sua fundação em 2004, integra o Instituto Português do Desporto e Juventude, o que por si só torna aliciante o desafio. Já é um clube com história e uma mais-valia para os trofenses.
Fui convidado, em 2011, para integrar uma direção, então liderada pelo João Pedro Costa, e depois, mais tarde, acompanhei o André Coroa. Em conjunto, concretizamos inúmeros projetos com uma incrível corrente de associativismo e entreajuda, com participação efetiva nas dinâmicas de equipa e onde todos se sentiam incluídos, o que é muito difícil encontrar no panorama do atual associativismo. Por isso, a minha decisão é uma mera consequência do que fui vivendo durante a última década, dos amigos e do que me identifico.
Recebi muito do Cube Slotcar pelo que chegou agora a minha altura de assumir o trabalho de liderança, numa altura em que a minha vida profissional e familiar, assim o permitem.

NT: Que ações/iniciativas desenvolveu a associação nos últimos tempos? 
TA:
O trabalho dos últimos tempos ficou e está à vista de todos e é recordado pela comunidade, desde a Caminhada Solidária em prol da Liga Portuguesa Contra o Cancro, a modalidade de bilhar, os videojogos, o futebol sénior e de formação, o cicloturismo, passando ainda por atividades como o raid fotográfico, os concertos musicais, os ciclos de conferências, o teatro com a peça “Aladino”, entre outras. E claro, o projeto dos projetos, o livro da nossa mascote, o Trofi, que chegou a cada uma das crianças das escolas do concelho da Trofa, com três mil livros distribuídos. Foram tantas as atividades e interações que, certamente, me escapa algumas, mas o importante é que tudo o que foi feito, foi com imensa paixão.
 
NT: Que projetos tem para o mandato que assumiu?  
TA:
Sonhos temos muitos e vontade de os concretizar também. Já lançamos mão à obra na execução do 3.º volume de um novo livro do Trofi, agora com a sua amiga no enredo, a Bianca, que permite compilar um bocadinho da essência do Clube, dos seus princípios, valores e ideias e que, esperamos, possam continuar a contagiar a comunidade. A pandemia, certamente, irá passar, e este período de maior recatamento que ela está a provocar dará lugar a uma nova explosão de atividades das quais temos muitas saudades. As atividades de videojogos, a modalidade que me aproximou do clube, terá um destaque muito especial nas preferências, mas uma nova incursão pela modalidade de slotcar, que esteve na génese da fundação, volta a ser uma possibilidade. O cicloturismo também voltará às estradas, assim que se possa rolar com normalidade, e o raid fotográfico, que até esteve programado para o S. Gonçalo de Covelas, também ficou em ideia, agora para 2022. Ideias não faltam, é preciso é que haja condições de segurança para executar o plano de atividades, que vai sendo ajustado com a prudência que o momento aconselha.

NT: O facto de a associação ter ficado sem espaço físico influenciou de que maneira a sua atividade? Está previsto voltar a ter uma nova sede? 
TA:
Claro que sim, também não podemos contornar esse assunto. De facto, quando estávamos a explorar o bar do Aquaplace tínhamos um espaço, onde fizemos avultados investimentos, com recursos próprios, que ascenderam a 50 mil euros, e demos prova da capacidade para o dinamizar, dando vida a um espaço que estava morto. Por motivos aos quais somos alheios, foi-nos retirado o espaço e, ironicamente, deixado o espaço novamente ao abandono. Agora nem bar o Aquaplace tem, pelo que, sinceramente, não consigo entender este conceito de interesse público. É um assunto, no entanto, que está entregue à justiça, que conheço bem, e que inclusive permanece em segredo de justiça, pelo que não me devo alongar nesta temática.
O importante é ressalvar as coisas positivas que nos acontecem e, espero, no próximo mês, podermos apresentar um novo ponto de encontro, com a coletividade a inaugurar a sua quarta sede, o que, em 17 anos de vida, é uma demonstração de resiliência e persistência, que nos permitirá encarar o pós-pandemia com um olhar alegre para o futuro e que possibilitará muitos momentos de convívio e confraternização, como já habituamos as pessoas. Ser um clube das pessoas é e será sempre o nosso grande objetivo.

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