De 19 a 22 de maio, a escola CIOR promoveu mais uma Feira Medieval, em Famalicão. Cerca de 700 pessoas estiveram envolvidas na preparação da iniciativa.

Espadas verdadeiras, mecanismos de tortura, animais raros… nada foi deixado ao acaso na Feira Medieval, que transformou a Praça D. Maria II, em Famalicão, num cenário da Idade Média.

O evento surgiu no âmbito da Prova de Aptidão Profissional do curso de animação Sociocultural da escola profissional CIOR, mas foi de tal envergadura que obrigou à participação de todos os alunos, professores e funcionários do estabelecimento. E nem o diretor cruzou os braços na hora de trabalhar. Amadeu Dinis estava satisfeito pelo envolvimento dos alunos em torno desta iniciativa: “Este é um projeto muito grande para o tipo de pessoas que o organizam, que são jovens dos 15 aos 18 anos. É um evento feito por amadores, mas que acaba por ser profissionalizado”.

Envolvidas no evento estiveram cerca de 700 pessoas, entre docentes, alunos, familiares e voluntários, que “durante um largo período de tempo passaram pela escola quer para participar na preparação do evento como para estarem a tempo inteiro na Feira”.

Amadeu Dinis não tem dúvidas que os alunos saem mais formados depois desta experiência: “A dinamização de uma atividade desta envergadura obriga à aplicação de todas as disciplinas do curso. Este projeto abre-lhes outros horizontes, porque têm que ultrapassar dificuldades, o cansaço e o desânimo, quando as coisas não correm como planeado e eles têm que encontrar alternativas. Isso dá-lhes uma bagagem cultural enorme na preparação dos eventos e abre-lhes portas na vida”.

E nem os pais se alhearam à organização desta iniciativa. Enquanto as mães costuravam e preparavam o guarda-roupa, os pais aplicavam conhecimentos de carpintaria para levantar cenários como o castelo, um dos principais locais da Feira Medieval.

O diretor da escola também não esquece o apoio do principal parceiro, a Câmara Municipal de Famalicão, que “atribuiu um subsídio à escola e apoiou na logística”. A autarquia colaborou ainda na montagem da parte elétrica, da água e saneamento, e na legalização de animais exóticos (entre eles mais de 40 aves de rapina e dromedários) que estiveram em exposição na Feira. 

Ângela Monteiro é aluna do 12º ano da CIOR e foi uma das responsáveis pelo planeamento da iniciativa. Confessa que preparar um evento como este “é muito cansativo, mas ao mesmo tempo gratificante”. E com as horas de trabalho em conjunto há laços que se fortalecem: “Há muita afinidade entre todos, mesmo com professores, é uma altura em que nos aliamos ao mesmo fim”.

Já José Leite não é aluno nem sequer está ligado à escola, mas não deixou de dar o seu contributo voluntário na Feira, para que esta “seja uma festa grande e que as pessoas gostem de visitar”.

Para além dos espetáculos, a Feira Medieval contou ainda com várias tendas onde havia peças artesanais ou gastronomia.

A iniciativa contou com um orçamento de 80 mil euros e animou a praça famalicense durante quatro dias.



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