O jovem que na passada terça-feira terá abusado de uma professora, residente em Santiago de Bougado foi posto em liberdade, apesar de terem sido recolhidos "fortes indícios" da autoria do crime.

 Local onde terá ocorrido a tentativa de violação Depois de ter sido detido no dia seguinte, terça-feira, após ter violado uma professora de 57 anos, em Santiago de Bougado, o jovem de 19 anos foi libertado, depois de ter assumido a autoria do crime à Polícia Judiciária do Porto.

O violador, residente na freguesia do Muro, esteve todo o dia de terça-feira detido, mas nem sequer foi ouvido pelo juiz do Tribunal de Santo Tirso, que mandou libertar o arguido alegando "prisão ilegal", segundo informação avançada pelo Correio da manha. De acordo com aquele jornal, o magistrado, que já tinha criado alguma polémica por libertar o jovem "China" com um vasto currículo criminal, voltou a gerar controvérsia na Comarca de Santo Tirso, por instaurar um processo-crime aos inspectores da PJ. Isto, porque, alegadamente, não colocaram ao jovem a possibilidade de se entregar voluntariamente às autoridades, o que implica que a PJ não tenha sustentado devidamente o perigo de fuga, obrigatório para determinar a prisão.

A 15 de Setembro do ano passado as regras de interrogatório alteraram-se, pelo que a PJ tem, agora, de demonstrar a existência de perigo de fuga para que o indivíduo seja detido para apresentação a juízo. A detenção do violador foi efectuada pela PJ fora do flagrante delito, mas o Ministério Público (MP) ratificou a detenção, deliberando para que fosse ouvido em interrogatório pelo juiz.

Recusando ouvi-lo, Gil Loureiro criou mal estar na PJ do Porto e no MP ao libertá-lo. Mesmo assim, o suspeito vai ser notificado para ser ouvido em juízo nos próximos dias.

Recorde-se que a violação ocorreu na passada segunda-feira, cerca das 20 horas, quando a professora, saída de uma reunião da escola, se deslocava a pé para casa, quando foi agarrada por trás pelo agressor e empurrada para um terreno anexo a uma casa na rua Cónego de Araújo, em Santiago de Bougado, a poucos metros do prédio onde vive. Durante o ataque, o proprietário do terreno regressou a casa, assustando o agressor, que fugiu, deixando para trás uma mochila a tiracolo, que continha alguns documentos.

Pelo facto da prova ser abundante a PJ deteve o indivíduo no dia seguinte, fundamentando também que este se tentou furtar à acção da justiça, pois deslocou-se ao posto da GNR da Trofa, na terça-feira, para apresentar queixa pelo furta da mochila. Segundo fonte policial o indivíduo terá alegado que tinha sido alvo de um roubo por esticão, no dia anterior, por volta das 19 horas, ou seja, uma hora antes do ataque. A versão não colheu muita credibilidade, ainda mais pelo facto de ter afirmado que o autor do roubo era parecido com ele.

Pouco depois, o jovem foi levado pela PJ e durante o interrogatório acabou por confessar a autoria do crime.