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A Casa da Cultura da Trofa recebe, a 4 de Fevereiro, uma exposição de desenho e escultura de Alberto Carneiro.

 

 Este escultor e professor universitário trofense já consagrado a nível nacional e internacional expõe assim, pela primeira vez na Trofa, revelando os seus desenhos numa exposição que promete uma viagem “ao ser mais profundo do autor” que através desses trabalhos “procura o (re)conhecimento de si mesmo e da sua obra”. Sobre esta exposição escreve o artista: “Sempre desenhei para me (re)conhecer e deixar fluir as energias do meu ser mais profundo. Só agora o sei, após ter desenhado o meu dentro e tê-lo projectado no fora dos tempos vivenciados como desenho. Os meus desenhos correspondem-se no reconhecimento do meu ser neles biografado. Os tempos destes desenhos são íntimos e por tê-lo intuído e agora sabê-lo, nunca me predispus a mostrá-los, a não ser quando, indispensavelmente, poderiam corresponder-se com as minhas outras obras, as que fui mostrando ao longo destas quatro décadas. Todos eles são trabalho sobre ideias, sobre a procura de alguma coisa que busco em mim e para a minha obra. São, de facto, a procura do (re)conhecimento de mim mesmo e da minha obra como projecção de imagens reflectidas no papel sobre o meu ser. Por isso, estes desenhos são espelhos através dos quais me vejo no outro lado de mim. São o espírito e o cosmos do que procuro na minha obra.” A mostra abre ao público na Casa da Cultura da Trofa, no próximo dia 4 de Fevereiro com a presença do escultor.

Alberto Carneiro nasceu em S. Romão do Coronado, Trofa a 20 de Setembro de 1937. Entre os dez e os vinte e um anos de idade, aprendeu o ofício de santeiro nas oficinas de arte sacra da sua terra natal.

Diplomado pela Escola de Belas Artes do Porto (1961-1967) e Pós-Graduado pela Saint Martin`s School of Art de Londres (1968-1970).

Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (Porto 1962-1967 e Londres 1968-1970).

Professor Associado, Agregado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.

Leccionou no Curso de Escultura da Escola de Belas Artes do Porto (1971-1976), no Curso de Arquitectura da Universidade do Porto (1970-1999) e foi responsável pela orientação pedagógica e artística do Circulo de Artes Plásticas, Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra (1972-1985).

Dedicou-se ao estudo do Zen, do Tao, do Tantra e da Psicologia Profunda.

Viajou pelo Oriente e pelo Ocidente para viver e interiorizar outras culturas.

Expõe desde 1963.

Realizou 73 exposições individuais e participou em cerca de cem exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro.

Teve exposições retrospectivas ou antológicas no CAC do Museu Soares dos Reis, Porto (1976), na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1991), na Fundação de Serralves , Porto (1991), no Museu Machado de Castro e Galeria do Pátio da Inquisição, Coimbra (2000), no Centro Galego de Arte Contemporânea, Santiago de Compostela (2001), no Museu de Arte Contemporânea, Funchal (2003) e no Centro Cultural de Cascais (2005).

Representou Portugal nas Bienais de Paris (1969), de Veneza (1976) e de São Paulo (1977).

Está representado em Museus e Colecções, em Portugal e no Estrangeiro.

Realizou esculturas públicas em Portugal, Eslovénia , Inglaterra, Irlanda, Coreia do Sul, Equador, Ilha Formosa, Andorra e foi convidado a conceber uma obra para o Projecto Arte y Naturaleza de Huesca, Espanha.

Criou o Museu Internacional de Escultura Contemporânea nos espaços públicos da Cidade de Santo Tirso com a realização dos Simpósios Internacionais de Escultura (1991-2010) e iniciou a instalação do Parque Internacional de Escultura Contemporânea na Vila de Carrazeda de Ansiães, convidando um escultor de renome internacional em cada ano de 2002 a 2012.

Publicou textos e dois livros, um em co-autoria, sobre Arte e Pedagogia.

É Prémios: Rocha Cabral da Academia Nacional de Belas Artes (1963), Meireles Júnior, ESBAP, (1962 e 1963), Teixeira Lopes, ESBAP (1965), Nacional de Escultura (1968), Da Crítica-Soquil (1971), Nacional de Artes Plásticas – AICA/MC (1986), Antena 1 (1987/88) e Tabaqueira de Arte Pública (2004).

Recebeu as Comendas de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1994) e de Mérito Cultural de Primeira Classe do Equador (1998) e a Medalha de Ouro do Concelho de Santo Tirso (1993).