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Edição 414

Ajuda Solidária – Paulo Alves pretende sensibilizar para a consignação do IRS

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Paulo Alves, natural de Guimarães e residente em Braga, iniciou na manhã de segunda-feira, dia 11 de março, uma caminhada de Braga até Lisboa, com o intuito de sensibilizar as pessoas para a consignação do IRS. O fim da etapa do primeiro dia foi na Trofa.

 O relógio marcava cerca das 10.30 horas de segunda-feira, quando Paulo Alves, de 41 anos, deu início à sua caminhada de Braga até Lisboa, num total de cerca de 300 quilómetros.

Durante 16 dias, Paulo Alves tem estipulado fazer “29 etapas”, percorrendo cidades como Vila Nova de Famalicão, Trofa, Porto, Ovar, Aveiro, Cantanhede, Figueira da Foz, Pombal, Leiria, Nazaré, Torres Vedras, Mafra e Lisboa, “sem dinheiro”, contando com a “solidariedade das pessoas em termos de alojamento e alimentação”.

O objetivo desta caminhada, à qual Paulo Alves, residente em Braga, apelidou de “Ajuda Solidária”, é “apelar à solidariedade das pessoas” e “sensibilizá-las” para a possibilidade da consignação do IRS”, aumentando assim o número de cidadãos que façam este gesto. “Não custa nada, não sai do bolso. É o Estado que tem que pegar naquela parte e entregar às instituições de solidariedade social (IPSS). Só depende mesmo da vontade da pessoa e do gesto de colocar a cruzinha e os nove números do contribuinte da instituição (no anexo H do IRS)”, explicou.

O projeto surgiu de “um desabafo” de um diretor de uma instituição, que “partilhou” com Paulo Alves “as dificuldades” com que a instituição vivia, nomeadamente em “equilibrar o orçamento”. “Passado um tempo” lembrou-se da possibilidade da “consignação do IRS” como forma de financiamento para as IPSS e decidiu “criar um projeto que fosse a voz de todas as instituições”. “Acredito que esta possibilidade pode ser uma fonte de rendimento das instituições e estou a dinamizar isto para elas se tornem viáveis”, denotou.

Na busca de “soluções” para que o projeto “criasse algum impacto”, o bracarense decidiu seguir o exemplo do casal Rafael Polónia e Tanya Ruivo, que viajou de Ovar até Macau de bicicleta, em 2011 e 2012. Em conversa com Rafael Polónia, este sugeriu que Paulo Alves fizesse “uma caminhada sem dinheiro”. E porquê com o bolsos vazios? “Já que iria apelar à solidariedade das pessoas, esta seria mais uma razão, pedindo apoio em termos de alojamento e alimentação”.

Foi então que Paulo Alves decidiu fazer uma caminhada de Braga a Lisboa, devido à “distância”, aproveitando para visitar as cidades “mais da costa”, que têm “mais pessoas”. Apesar de não se ter preparado fisicamente, o bracarense preparou-se mentalmente e tem “fé” que vai conseguir cumprir as 29 etapas. Nesta caminhada, Paulo Alves faz-se acompanhar de uma mochila que leva “o essencial”: “Um saco de cama, outras sapatilhas para versar estas, uma toalha daquelas superabsorventes, meias para poder mudar de forma regular, calças de fato treino, uma camisola e produtos de higiene”.

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O dia é dividido em duas etapas. Durante a manhã, o caminheiro “visita uma instituição”, à tarde e ao final do dia aproveita para fazer “sessões de sensibilização com as pessoas”. “O dia a dia vai ser assim, fazer caminhada, visitar instituições, sensibilizar as pessoas e tentar arranjar alojamento e alimentação”, afirmou.

Paulo Alves “não acredita” que tenha dificuldades em conseguir alojamento ou alimentação, acreditando na “solidariedade das pessoas”, pois, segundo o próprio, caso leve um não é “uma questão de bater a outra porta” até encontrar uma que esteja “disponível” para ajudá-lo. “Não estou a fazer nada de mal, estou a tentar ajudar e a melhorar o mundo das IPSS em Portugal. Acho que as pessoas vão estar comigo e não contra mim”, acrescentou.

 

Etapa teve paragem na Trofa

A primeira etapa teve início em Braga, terminando em Vila Nova de Famalicão e a segunda foi do concelho famalicense até à Trofa. Como ninguém se ofereceu para dar guarida ao bracarense, este dirigiu-se ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Trofa (BVT), que acederam em recebê-lo nessa noite. Aproveitando “a ocasião”, Paulo Alves falou com os elementos dos BVT sobre “a possibilidade de fazer a consignação do IRS”.

Esta primeira etapa foi “cansativa”, pois teve que “recuperar algum tempo”, uma vez que saiu “tarde de Braga” e os “períodos de chuva lhe dificultaram um bocado em avançar no terreno”. Contudo chegou por volta das 19.30 horas ao concelho da Trofa, quando tinha “previsto chegar às 20 horas”. “O corpo neste momento está um bocado dorido, mas acho que com a noite vai passar e amanhã estarei pronto para caminhar mais uns quilómetros. Já pensamos em fazer etapas pequenas para não cansar e poder levar isto até ao fim”, salientou.

Quanto à alimentação, a primeira porta em que bateu foi-lhe recusado “prontamente”, mas, quando bateu na segunda, encontrou um “senhor muito bondoso”, que lhe deu “um prato de sopa, uma refeição do dia e uma garrafa de água”. Em Vila Nova de Famalicão, foi “surpreendido” pelos responsáveis de “uma padaria/pastelaria”. “Quando entrei disse logo que não tinha dinheiro, que estava a fazer uma caminhada até Lisboa e pedi só para me sentar e descansar um bocado e ligar-me à internet para saber o que se estava a passar. Eles vieram ter comigo e ofereceram-me o lanche”.

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Paulo Alves tem tido um feedback positivo por parte das pessoas, que têm “apitado e dado acenos de motivação”, demonstrando “sensibilizadas” para a possibilidade de fazer consignação do IRS.

Na terça-feira, o bracarense saiu em direção à Maia, passando pelo Porto, tendo ido pernoitar em Vila Nova de Gaia. Para o 3º dia, a “população de Ovar já se organizou e ofereceu alojamento e alimentação”.

Caso queira acompanhar “o que está a acontecer”, pode acompanhar através da página do facebook (www.facebook.com/ajudasolidaria.org), do Twitter () e do blogue (http://blog.ajudasolidaria.org/), que vai sendo atualizado sempre que o Paulo tenha internet. Além disso, existe ainda o site (ajudasolidária.org), onde as pessoas se podem registar e “doar um euro à instituição que escolherem”. “Nós temos uma meta que é dez.dez.dez, ou seja, dez empresas, dez mil subscrições, dez milhões de euros consignados de IRS este ano”, concluiu.

Foi ainda criado um “email específico” (ajudaopaulo@ajudadolidaria.org), para onde as pessoas devem dirigir às suas ofertas em termos de alojamento e alimentação.

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Reabilitação Urbana – Uma Urgência Municipal.

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Gualter-Costa

Na antecâmara da campanha eleitoral para as eleições autárquicas que se avizinham é tempo dos Trofenses, ainda descontaminados das obras de última hora, dos slogans e outdoors da campanha eleitoral, serenamente refletirem sobre o estado da arte do nosso município, catorze anos volvidos após a sua desejada criação. Este é o momento de confrontarmos as espectativas, os sonhos e os anseios que há catorze anos atrás nos mobilizaram para a criação do nosso concelho da Trofa, com a realidade atual.

É chegado o tempo do balanço. É chegado o tempo da reflexão sobre o que correu bem e menos bem durante a infância do nosso concelho. Uma reflexão séria e sensata que não deve pois incidir somente sobre os últimos quatro anos, mas sim sobre todos os catorze anos da nossa existência enquanto concelho.

Como Trofenses, nesta reflexão encontraremos certamente muitos momentos e obras de orgulho mútuo, mas também muitos momentos e vazios de desilusão.

Uma das áreas em que o sentimento de desilusão dos Trofenses é consensual e unânime é quanto à despromoção, desertificação e degradação do centro da nossa cidade, de forma ininterrupta ao longo dos últimos catorze anos, sem que os sucessivos executivos municipais mostrassem o mínimo de vontade, empenho e determinação em contrariar. Problema este recentemente exponenciado pela saída da via férrea do centro da nossa cidade e com ela de muitas centenas de pessoas que diariamente humanizavam o centro da Trofa.

A consequência do total abandono do centro da nossa cidade ao longo de mais de uma década está hoje à vista de todos. Comércio local residual e a sufocar lentamente. Restauração extinta. Serviços públicos espacialmente mal distribuídos e por vezes enterrados em caves. Espaços culturais e públicos para convívio e socialização totalmente inexistentes. Ruas desertas e sós. Passeios pavimentados a erva. Sentimento de insegurança e desilusão crescente. O centro da nossa cidade que deveria ser o cartão de visita do concelho da Trofa para o Mundo, está presentemente reduzido a uma rua cada vez mais desumanizada, a um parque devoluto e triste, a edifícios históricos vandalizados, a vários quarteirões de edifícios em situação de ruína eminente e a uma imensa área de “terra de ninguém” totalmente desaproveitada.

Ao longo dos últimos anos, o centro da nossa cidade tem sido continuamente preterido por uma estação moderna e bonita mas sem envolvente comercial e económica e por um mercado sem acessibilidades, deserto e desprovido de quase tudo. É doloroso constatar-se que o centro da nossa cidade é presentemente a área mais abandonada e degradada em toda a vasta área do nosso concelho (e confesso, conheço bem todos os recantos deste concelho).

A fatura deste abandono reflete-se diariamente no nosso comércio local, na qualidade de vida na nossa cidade, na falta de uma envolvente que promova e convide a iniciativas empreendedoras, e acima de tudo na crescente taxa desemprego do nosso concelho que excede já os 21% (bastante acima dos concelhos limítrofes). A degradação urbanística juntamente com o péssimo estado das nossas acessibilidades, transmitem para o exterior uma imagem errónea e redutora do concelho da Trofa, das suas gentes e das suas empresas.

Para o BLOCO DE ESQUERDA TROFA este é o tempo de equacionar-se novas políticas municipais que promovam e incentivem a REABILITAÇÃO URBANA do centro da cidade. É urgente apostar num conjunto de intervenções, de novas políticas de habitação, novas estratégias de promoção concelhia, novos protocolos para expansão do espaço público, que permitam requalificar, dignificar, dinamizar, repovoar e reumanizar todo o centro da nossa cidade, devolvendo-lhe vida, incentivando o comércio local, criando emprego e proporcionando habitação de qualidade a custos controlados. Para o BLOCO DE ESQUERDA TROFA apostar na reabilitação urbana é uma prioridade. Baixar os braços, argumentar desculpas ou ignorar o problema não são soluções válidas.

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Assim, o BLOCO DE ESQUERDA TROFA apresentará ao longo dos próximos meses um conjunto de propostas inovadoras, facilmente exequíveis, com vista a uma melhoria significativa da qualidade de vida e da atividade económica no centro da nossa cidade.

 

Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

 

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Incontinência Urinária: supere o tabu e trate-se

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Em 1979, a Sociedade Internacional de Continência definiu a incontinência urinária como perda involuntária de urina, que constitui um problema social ou higiénico. Catorze de março é o Dia da Incontinência Urinária, pelo que é importante sensibilizar o público para esta patologia, aconselhando procedimentos e ações de prevenção.

Nas mulheres, a incontinência surge, principalmente, a partir dos 30 anos, enquanto nos homens o problema tende a aparecer mais tarde, devido ao aumento do tamanho da próstata, que pressiona a bexiga, provocando a perda de urina ou aumentando a necessidade de urinar com maior frequência.

Em Portugal, cerca de meio milhão de pessoas sofrem de incontinência, com maior incidência para as mulheres com mais de 50 anos. A taxa de cura é de cerca de 90 por cento.

A incapacidade de reter a urina afeta uma em cada dez pessoas idosas, já que os músculos da bexiga tornam-se mais flácidos, provocando a libertação involuntária da urina ao mais pequeno impulso. As mulheres que tiveram muitos filhos também podem ter este problema que não é uma doença, mas pode ser diagnosticado e tratado.

O riso, um espirro ou outro esforço corporal são fatores da incontinência, mas também pode acontecer a pessoa não conseguir reter a urina por incapacidade de contração da bexiga.

Este problema tem solução e passa, inicialmente, por quebrar o tabu e superar a vergonha, encarando o problema. O tratamento deve ser feito através de medicamentos aconselhados pelo médico, que avaliará os sintomas de cada pessoa.

Também existem exercícios simples capazes de fortalecer os músculos da bexiga, para evitar a perda de urina e outros métodos, como sondas, sacos coletores, pensos ou fraldas.

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Não tenha vergonha de procurar ajuda, aconselhe-se junto da sua farmácia, pois lá saberão orientá-lo na consulta com o seu médico de família rumo a uma melhor qualidade de vida.

Para minorar o problema, deixamos-lhe alguns conselhos:

– Nunca deixe encher muito a bexiga e, quando for à casa de banho, certifique-se de que a esvaziou completamente.

– Faça uma boa higiene. A limpeza deve ser sempre feita de frente para trás e não ao contrário, para evitar infeções urinárias, que contribuem para agravar as perdas de urina.

Se tiver dúvidas, por falta de informação, não hesite em contactar um farmacêutico ou médico.

 
Fatores de incontinência

Esforço: Tosse, riso, espirro, exercício físico

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Urgência: Incapacidade de reter urina por incapacidade de contração da bexiga

Excesso: Bexiga demasiado cheia

Funcional: Atraso na chegada à casa de banho, devido a problemas de motilidade

  

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Gostava de ser esclarecido sobre problemas de saúde? Faça você mesmo as questões, que a Farmácia Moreira Padrão aconselha-o. Envie as suas dúvidas para o email jornal@onoticiasdatrofa.pt.

 

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