Especialistas europeus, entre eles alguns portugueses, discutiram hoje, em Santo Tirso, questões ligadas às qualificações e ao sistema europeu de créditos para a educação e formação profissional agrícola.

 

O debate decorreu durante mais uma reunião da Europea International, organização que agrupa as associações nacionais do ensino agrícola secundário. 
Portugal fez-se representar pela Associação Portuguesa da Escolas Profissionais Agrícolas (APEPA), que congrega 20 estabelecimentos, com um total de cerca de 2.600 alunos.santotirso.jpg
Segundo disse à Lusa o presidente da APEPA, Luís Barradas, "o que está em causa é dar mais transparência às qualificações no espaço europeu, para facilitar uma melhor compreensão do que cada país faz".

O problema é que, segundo Luís Barradas, as qualificações oferecidas por cada país-membro da União Europeia (EU) não são comparadas, daí resultando "problemas graves".

Este responsável admite, no entanto, que, "mais dia, menos dia", as autoridades europeias obriguem a uma convergência curricular.

O encontro de Santo Tirso, que teve lugar na escola agrícola local e reuniu cerca de 70 especialistas, está associado à presidência portuguesa da EU.

Segue-se ao que decorreu quinta-feira na Escola Profissional de Fermil em Celorico de Basto e antecede o de sábado na Escola do Rodo, na Régua, que acolhe nova reunião da Europea International.

Em Portugal existem 14 escolas públicas e seis privadas. Formam técnicos intermédios com habilitação equivalente ao 12º ano de escolaridade em áreas que vão da agricultura às agro-indústrias, passando pela floresta e mais recentemente pela formação ligada às actividades do mundo rural.

 

Lusa