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Afinal, Quim Berto não fica no Trofense

Afinal, Quim Berto não fica no Trofense

Ainda no dia 1 de junho, em entrevista à TrofaTv, o presidente do Clube Desportivo Trofense, Franco Couto, referia estar a trabalhar com Quim Berto na nova temporada, mas nos últimos dias o cenário alterou-se e, este sábado, o dirigente afirmou que o treinador, afinal, não fica.
Em entrevista ao jornal Record, Franco Couto afirmou que as negociações “descambaram”. “Tive de lhe dizer que ainda não estamos na 2ª Liga e que ele não pode pedir tanto… Queria 60 mil euros para ele, 45 mil para o adjunto, um prémio de 25 mil euros pela subida, 500 euros sempre que andasse nos três primeiros lugares e um seguro especial. O clube ainda não tem condições para isso tudo. Foi mau o que nos aconteceu”, referiu.
Contactado, Quim Berto nega que tenha proposto os valores referidos pelo presidente. “O meu contrato tinha valores justos para a realidade do clube e estou disponível para mostrar os documentos que estão em posse do clube e em minha posse onde demonstra que o valor a ser auferido é nem um terço do referido nos órgãos de comunicação social. Foi para mim muito triste saber por mensagem que estava dispensado de treinar o Clube Desportivo Trofense, após seis semanas em que rejeitei projectos porque a minha convicção e ambição era ajudar o trofense a chegar aos campeonatos profissionais”, asseverou o técnico.
Quim Berto referiu ainda que, “ao longo destas últimas semanas”, foi “sentindo dificuldade na construção da equipa porque a maioria do que solicitava era muitas vezes negado sem justificação”, mas continuou a “acreditar que com bom senso e a vontade de ajudar o Trofense resolveria qualquer problema que pudesse existir”.
O técnico relatou ainda que, já depois da assembleia-geral em que Franco Couto foi eleito presidente do Clube, dirigiu-se ao clube “vários dias” para “trabalhar na programação da nova época” e foi “informado de determinadas situações que não era capaz de concordar porque a responsabilidade técnica é minha e da minha equipe técnica”. “Queria defender sempre os interesses do clube e não podia pactuar com interesses terceiros de desmoronar o bom trabalho realizado pelos meus jogadores nos últimos meses”, sublinhou.
Sublinhando que “nunca” tinha passado por “nada igual” como profissional de futebol, Quim Berto não deixou de deixar umas palavras pelo que conseguiu no Trofense: “Ao longo destes meses foi com enorme orgulho que representei um clube com história e que tem uma massa associativa única”.

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