Impulsionar e facilitar a ativação de processos de inovação que contribuam para o reforço da competitividade das empresas da região. Este é o objetivo do projeto INO.BA – Inovação e Intraempreendedorismo no Baixo Ave, que está a ser implementado pela Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA).

Para apresentar este projeto, a AEBA realizou uma sessão de informação e discussão, a 8 de fevereiro, onde foram discutidos desafios e oportunidades para as empresas do Baixo Ave, no que respeita à inovação e ao intraempreendedorismo. Com o INO.BA, José Manuel Fernandes, presidente da AEBA, quer “incomodar o interior das empresas, de maneira a que elas se sintam alavancadas e despertadas para os desafios da inovação e da mudança”.
José Manuel Fernandes afirmou que este projeto, que está integrado nos programas SIAC (Sistema Integrado de Análise de Competências), tem como objetivo “alavancar as empresas em áreas do conhecimento e, sobretudo, na da inovação”, que “é determinante para a competitividade das empresas”, para “alavancar as exportações”, que é “um vetor muito forte”, e “dar sustentabilidade ao tecido produtivo”. “A AEBA chama a si essa responsabilidade, ao assumir este projeto, na base deste programa, e que, estamos certos, de que é um tributo para que as empresas possam ter visão estratégica e, por sua vez, terem objetivo de serem mais competitivas”, completou.
O projeto é constituído por “ações de demonstração junto das empresas”, envolvendo “cerca de 120” num “debate de conhecimento no seio da empresa de casos práticos e de ações de mobilização para a mudança”. O INO.BA, apresentado pelos consultores António Luís Ferreira e Paulo Alves, será “dinamizado dentro das empresas pelos seus trabalhadores, visando gerar novos processos, áreas de negócio e explorar novos mercados, num contexto corporativo, aumentar a satisfação e motivação dos colaboradores, bem como a retenção de talento”. Além disso, pretende-se “aumentar a produtividade, através da exploração inovadora de recursos subutilizados e da eliminação de atividades ‘non-core’”.
José Manuel Fernandes tem a expectativa de que “haja uma consciência clara de mudança nas empresas e de mudanças estratégicas corretas, em que a cultura da inovação seja integrada, para que as empresas possam preparar-se e defender-se melhor no contexto da concorrência e nos mercados, sobretudo, internacionais”. “Ao fazerem essas mudanças, as empresas injetam novos valores e criam mais emprego, que, por sua vez, criam desafios mais ousados e visão estratégica nova”, denotou.