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AEBA comemorou 18 anos com mensagens para o Governo

AEBA comemorou 18 anos com mensagens para o Governo

Na Gala comemorativa do 18.º aniversário da AEBA, que encheu a Quinta da Azenha, em Guidões, o presidente da associação, José Manuel Fernandes traçou os desafios com que as organizações se deparam atualmente e nos quais a AEBA tem dedicado atenção especial, mas também mandou mensagens a Lisboa, sustentando-se no estatuto de representante de empresas de cinco concelhos da Região, dois deles no top de exportadores do país, que convivem com o problema das acessibilidades. Apesar de haver sinais de resolução, com a obra na Estrada Nacional 14, com as ligações da Maia e de Famalicão em andamento, José Manuel Fernandes considera que é necessário continuar a fazer pressão junto do Governo. “Isto está insuportável e não faz sentido prolongar-se por muito mais tempo. O Governo tem que fazer um esforço para encontrar uma boa gestão de recursos públicos, sabendo que o que vai aplicar aqui é rentável. Esta Região vai aumentar o seu índice de produtividade. Basta ver as estradas cheias às horas de maior aumento de tráfego, por relação à entrada e saída das áreas de trabalho, com os veículos só com uma pessoa. Num país moderno, isto deve de ser analisado e convertido”, assinalou.

Sobre o argumento recente de que o executivo nacional espera pela luz verde do estudo de impacto ambiental por parte da Agência Portuguesa do Ambiente para avançar com a obra na Trofa, o presidente da AEBA mostrou-se preocupado pelo facto de que “já do tempo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, se verifica que os políticos e os governos têm arranjado sempre mecanismos para dizer que estão dependentes de alguém”.

E até o ex-ministro das Finanças, que referiu não “conhecer” os “problemas específicos desta Região”, admitiu a premência de uma boa rede de transportes. Teixeira dos Santos foi o convidado especial da Gala e ao NT e TrofaTv declarou que “qualquer tecido económico precisa de ter boas vias de comunicação”. “Esta é uma região com uma forte componente de pequenas e médias empresas muito voltadas para os mercados externos. Compreendo as inquietações que aqui existem para melhorar as acessibilidades e para que a economia desta Região possa interagir de uma forma mais eficaz”, argumentou.
Outro dos cavalos de batalha de José Manuel Fernandes é o Metro, projeto que considera “fundamental para o futuro”. Na questão do projeto da Trofa, que persiste esquecido na gaveta governamental, o presidente da AEBA não abdica do passado para declarar que este constitui “um exemplo da má gestão pública”, referindo-se à construção da linha da Póvoa de Varzim. “A verba que estava destinada para a Trofa foi desviado para fazer uma via dupla sem necessidade e dotar os apeadeiros com construções esbeltas e bons materiais. São maus princípios da gestão pública, em que não há altruísmo. Houve incapacidade de defender os interesses da nossa Região. É de inteira justiça popular dizer isto”, postulou.
José Manuel Fernandes não só defende que o projeto tem que se concretizar na Trofa, como deve estender-se até Famalicão, para corresponder ao tráfego de pessoas que “trabalham num e noutro concelho”.
Na Gala que serviu também para homenagear os sócios com 10 e 15 anos de ligação à AEBA e as empresas com estatuto de PME Excelência, Teixeira dos Santos veio transmitir aos empresários uma mensagem de “desafio” e “confiança”. “O país precisa de crescer numa base de forte competitividade e isso requer um grande esforço por parte das empresas e dos trabalhadores, que tem a ver com qualificações, organização e gestão e com a necessidade que temos de ser inovadores e de tirar partido das oportunidades que as novas tecnologias nos trazem”, começou por dizer o antigo governante, atualmente CEO do Banco Bic. A confiança para avançar perante “novos desafios” foi relevada por Teixeira dos Santos através da memória das empresas que frutificaram em tempos de crise, virando-se para o mercado externo.

Os “antídotos” da AEBA
para valorizar as organizações
Na missão de ajudar as empresas a competir e a proteger os seus ativos, a AEBA está a preparar alguns seminários, um deles direcionado especialmente para “o comércio local”, que versa sobre “as plataformas digitais”, ferramenta para captar o interesse da população “que se desloca para os grandes centros (comerciais)”. “(Há que) dar a possibilidade ao cliente de, em sua casa, receber a informação de que, por exemplo, na Rua Conde S. Bento, há determinado produto com um preço competitivo ou com carácter inovador, tornando-o apelativo para que a pessoa se dirija à loja para fazer a compra”, explicou José Manuel Fernandes.
Os outros seminários dão atenção especial à “segurança dos sistemas informáticos”, para combater invasão de hackers e o roubo de propriedade intelectual. “Nos últimos anos, as empresas em Portugal têm levado para os mercados externos produtos diferenciadores e nos outros países, mesmo os mais industrializados, há quem desenvolva estratégias para captar informação acerca desse conhecimento. São ativos que estão a ser roubados e as empresas têm que se acautelar e ter os seus quadros que se movimentam nos mercados internacionais preparados para isso”, salientou José Manuel Fernandes.
No trabalho de criar “antídotos” que contribuam para a valorização das organizações, a AEBA tem identificada a lacuna existente nos recursos humanos e até sugere uma solução para a falta de mão de obra que é hoje uma realidade nas empresas, que passa pelo governo “estar atento ao acolhimento de emigrantes” e com eles desenvolver um projeto de inserção profissional, em conluio com “o Instituto de Emprego e Formação Profissional”, para orientar os recursos às áreas com “maior desequilíbrio”.

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