queima-judas-vigorosa

Cumpriu-se mais uma Queima do Judas na Trofa. A Associação Cultural e Recreativa de Vigorosa deu voz à tradição e condenou o traidor à forca e à fogueira, no passado sábado, véspera de Páscoa, à semelhança do que faz todos os anos.

 Este ano, no auto de culpa Judas foi acusado de vários delitos como o da autoria do “panfleto anónimo que circula na Trofa” ou do atraso do PDM para o concelho. Ainda “dentro de portas”, foi acusado “do estado dos caminhos e ruas” e “da plataforma logística não atar nem desatar”.

Também no desporto o traidor “pôs a mão” e marcou “penaltys inexistentes a favor do Benfica”, mas foi na economia e na situação actual dos portugueses que Judas mais actuou, como “aumentar o desemprego e as dificuldades para pagar a casa”, distribuir mal a riqueza, ser “o que recebeu ‘luvas’ do caso Freeport”, ter “enriquecido os gestores do BPN” ou ter contas “nos offshores”. Até do encerramento da Qimonda este traidor foi acusado, numa iniciativa que ainda contou com a leitura do testamento do condenado.

No documento, Judas deixa algumas das suas pertenças a pessoas como o presidente da Câmara, presidente da Junta, primeiro ministro e o ministro do Trabalho. Aos juízes Judas deixou “tostões para que não libertem os ladrões” e ao Trofense o seu coração “para que assegure a manutenção”.

Judas “deixou este mundo com um grande estrondo”, já que a ACR Vigorosa providenciou uma sessão de fogo de jardim que encerrou a iniciativa.