As campanhas eleitorais, servem para que os cidadãos sejam informados e possam também participar na vida pública do país, ou da região onde vivem. O exercício do direito de voto não é obrigatório, mas constitui um dever cívico.

A pouco mais de quatro meses das eleições autárquicas, a Trofa já conhece os candidatos à Câmara Municipal. São candidatos que representam os seus partidos e fazem parte das estruturas concelhias partidárias.

A novidade está arredada desta pré-campanha, pois os candidatos representam o sistema partidário, que está instalado na Trofa, há já alguns anos.

O partido do poder, o Partido Social-Democrata (PPD/PSD) apresenta o seu candidato natural, o actual Presidente da Câmara, Bernardino Vasconcelos. Não é nenhuma novidade; a sua candidatura é de continuidade. Apresenta-se pela terceira vez consecutiva, mais os anos da Comissão Instaladora. Vai continuar a prometer o que prometeu nas anteriores eleições, ou seja: saneamento básico e água ao domicílio em toda a Trofa; Plano Director Municipal (PDM); variantes viárias e ferroviárias; etc., etc. Precisamente, o mesmo que prometeu na primeira vez, já lá vão quase dez anos e nas eleições seguintes!

O maior partido da oposição, o Partido Socialista (PS), apresenta de novo Joana Lima. Nas anteriores eleições autárquicas esteve por um fio a sua vitória. Desta vez apresenta-se com uma «energia» para colocar os trofenses em primeiro lugar e os Paços do Concelho no terreno. Promete também, caso vença, que o PDM será uma realidade, assim como o abaixamento das taxas autárquicas!

Os Democratas-Cristãos (CDS/PP), apresentam-se ao eleitorado com o seu candidato natural, Paulo Serra. Não se pode comprometer muito, mas fará sempre uma campanha cheia de promessas, de concretização de grandes obras de betão, com o intuito de cativar o eleitorado para vir a ser eleito. É uma candidatura em que as expectativas são elevadas!

A coligação comunista (CDU), apresenta ao eleitorado, a sua militante romanense, Conceição Silva. Embora vindo do interior do partido e das suas estruturas, é a única candidatura que originou alguma surpresa. A candidata, assume-se como «capaz de servir os interesses das populações e dos que realmente precisam». Aqui, nas suas intenções, é que não se pautou pela novidade. Era assim anteriormente, e assim continua!

São as quatro candidaturas possíveis à Câmara Municipal da Trofa. Espera-se que os partidos concorrentes façam uma campanha eleitoral, com pouco ruído mas esclarecedora dos seus propósitos. Que pratiquem a cidadania e a civilidade. Que cumpram as exigências da democracia e não despejem para cima dos eleitores catadupas de promessas ocas. Que não pratiquem a demagogia mais vil e a luta pelo poder mais desbragada.

Anseia-se que a campanha eleitoral autárquica na Trofa, seja uma campanha impregnada de seriedade, contenção e responsabilidade! Que esteja arredado da campanha eleitoral o insulto e a agressão verbal.

Deseja-se ardentemente, que todos os candidatos à Câmara Municipal da Trofa, façam uma campanha com dignidade e com maior ou menor imaginação, consigam transmitir as suas mensagens que se espera, sejam esclarecedoras nos projectos, nas ideias e nas opções.

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt