quant
Fique ligado
tiago-vasconcelos tiago-vasconcelos

Ano 2011

A Trofa deve mais, a obra é de menos e os trofenses pagam mais

Publicado

em

Na campanha eleitoral, havia vários cartazes a afirmar que a dívida da câmara ascendia a 36 milhões de euros. Após a tomada de posse do actual executivo camarário iam saindo notícias a conta-gotas, ora a Câmara devia 36M€, ora devia 60M€ de euros, ora 63 milhões. No final, chegaram ao número “mágico” de 66 milhões de euros.

Obviamente que a Câmara não devia aquele valor.

A Câmara devia um determinado valor que somado às responsabilidades assumidas para obras futuras, e depois de terminadas, poderia ascender àquele valor. Ou seja, a dívida realmente existente somada ao valor das obras contratadas e em curso como, por exemplo, a requalificação das escolas, o valor das candidaturas ao QREN – A regeneração dos parques, o Parque das Azenhas, o Área de Localização Empresarial da Trofa – e, ainda, ao valor dos subsídios às diversas organizações associações como, por exemplo, o futebol popular, etc., etc. totalizavam 66M€.

Resumindo, tudo serviu para aumentar o suposto valor da dívida. Tudo que mexia era dívida.

Por estes dias, foi publicada a notícia em diversos meios de comunicação social de que a Trofa é um dos municípios que mais deve. Não tardou muito, a Presidente de Câmara veio culpar o anterior executivo do PSD, emitindo um comunicado onde afirmava que a dívida de 68 Milhões de Euros não era da sua responsabilidade.

A novidade não foi culpar o anterior executivo. A novidade foi de admitir que a Câmara deve 68 MILHÕES DE EUROS.

A novidade foi que a Câmara deve mais dois Milhões de euros de há dois anos para cá!

Será que alguém me pode explicar?

Publicidade

Então a Câmara deve mais 2.000.000,00 de euros?

Como pode?

A requalificação das escolas anda a passo de caracol, os subsídios às colectividades do nosso concelho diminuíram, chegando ao ridículo de suspender o futebol popular por falta de pagamento do seguro; Os seniores têm de pagar uma parte dos seus passeios; O Parque empresarial não arranca; Passados dois anos, ainda não abriu concurso para a requalificação do Parque da Nossa Senhora das Dores; Os transportes das crianças pioraram; Os livros não chegaram a todos os alunos, etc., etc.

Alguém consegue perceber?!

Supostamente, a falta de obra aliada à diminuição de custos que a Câmara apregoa como, por exemplo, a diminuição de custos com o pessoal em cerca de 7%, deveria provocar uma diminuição da dívida. Isso não acontece. Porquê?

Mas, o grave é que há mais.

Ao admitir que a dívida ascende a 68 Milhões de euros, a Câmara esqueceu-se de acrescentar outras responsabilidades que entretanto vai ter assumir como a possível não comparticipação do Metro do Porto na obra de requalificação do Parque Nossa Senhora das Dores.

Publicidade

Lembram-se de ouvir que o Metro não vinha até à Trofa e em troca a Câmara iria receber o apoio de 5 Milhões de Euros para a requalificação do Parque Nossa Senhora das Dores? Pois bem, acham que a Câmara vai receber esse dinheiro? Será que a Câmara, fruto da demora da decisão em avançar com a obra, vai perder mais 5.000.000,00 de euros??!

Serão 68M€ ou 73.000.000,00 de euros? É mais?

Já agora, e volto a perguntar, quando a Presidente inaugurar as obras englobadas na dívida que anunciou em 2009 vai informar que as mesmas são da autoria do anterior executivo?

Afinal, quando é que a Presidente vai fazer obra da sua autoria? No final do mandato?

Será que o executivo não está a por em risco a sobrevivência da Trofa como Concelho?

 

Tiago Vasconcelos

Publicidade

{fcomment}

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

Publicado

em

Por

A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

Publicidade

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

{fcomment}

(mais…)

Continuar a ler...

Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

Publicado

em

Por

O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

{fcomment}

Publicidade
Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);