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O pároco de S. Martinho de Bougado afirmou, em entrevista ao NT e à TrofaTv, que a majestosa procissão em honra de Nossa Senhora das Dores vai passar pela capela.

A poucos dias de um dos momentos mais marcantes do concelho da Trofa, Luciano Lagoa ultima os preparativos para as celebrações religiosas da festa em honra de Nossa Senhora das Dores. Juntamente com a comissão fabriqueira e comissão de festas, o pároco de S. Martinho de Bougado tem trabalhado “bastante” para que tudo decorra “dentro da normalidade”. Mesmo com “circunstâncias exteriores” diferentes do habitual e motivadas pelas obras de r requalificação dos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro.

A empreitada obrigou a organização das festas a “fazer alguns ajustes”, mas para muita gente o que importa saber é se a procissão passará, como é tradição, pela capela. Luciano Lagoa afirmou, em entrevista ao NT, que “segundo os últimos indicadores e con versas com a Câmara Municipal, a procissão vai à capela de Nossa Senhora das Dores”. “Acho que podemos tranquilizar as pessoas”, afiançou, sem deixar de lamentar os sucessivos atrasos para a conclusão da obra. O andamento da empreitada fez mesmo o pároco equacionar que a majestosa procissão, com os celebrizados andores, não passasse pela capela.

“Os prazos que me davam pareciam muito ilusórios. Falou-se em dezembro do ano passado, depois falou-se em maio, agora fala-se em não sei quando. Compreendo as dificuldades quer da Câmara, quer dos empreiteiros, não tenho razões para duvidar da boa-fé deles, mas o que é certo é que as obras se eternizam. É muito mau para a paróquia, para a comunidade e para as pessoas que se questionam. Espero que tenham um fim o mais rápido possível”, sublinhou.

O itinerário das procissões, de velas (dia 9) e com os andores (dia 17), será diferente do habitual, à partida justificado pelo desaparecimento da avenida em frente à rotunda do Catulo. Segundo Luciano Lagoa, a procissão de velas “sairá da Igreja Matriz em direção à Rua Conde S. Bento” e daí tomará “a Estrada Nacional 104” em direção a Santo Tirso. Chegada à zona da antiga ponte sobre o caminho de ferro, a procissão vira à direita, entrando no parque e terminando na capela. No dia 17, a procissão dos andores tem o mesmo percurso, mas dá a volta à capela e regressa ao ponto de partida através da alameda do Parque Dr. Lima Carneiro, voltando à EN 104, entrando na rua Conde S. Bento, em direção à Igreja Matriz.

O septenário, por se realizar ao longo de uma semana, não será feito na Capela Nossa Senhora das Sores, mas sim na Igreja Nova.

Com a conclusão da obra, destacou ainda Luciano Lagoa, as condições para a realização das celebrações religiosas “estão asseguradas”. A procissão poderá ter um itinerário diferente do deste ano, no sentido de dar “a maior dignidade possível” ao acontecimento.
O pároco entende o descontentamento de trofenses pelo facto de as atividades relacionadas com as festas terem sido transferidas para perto da Igreja Nova, onde também está o bar da comissão de festas. No entanto, sublinhou que “a Nossa Senhora continua a ser a mesma e a merecer uma grande e forte atração dos trofenses, que se reveem nela como ajuda e intercessora”. “Mesmo que as circunstâncias não sejam as ideais, faço um apelo a todas as pessoas para que participem nas festas”, pediu.

Sobre a obra que dará uma nova imagem aos parques da cidade, Luciano Lagoa acredita que estes “ficarão melhor do que o que estavam” e desafia a autarquia a “cuidá-los” para que não aconteça como “antigamente, em que estavam ao abandono e as pessoas tinham medo de passear neles”.

A empreitada possibilitará também que o bar da comissão fabriqueira seja potenciado, assim como as atividades religiosas. “Não podemos retirar o lado espiritual àquele espaço, porque a capela é um espaço de oração, pode ser local de convívio, mas não podemos deixar de dar a esse local o carácter sagrado que ele tem e que é de referência para os trofenses”, concluiu.