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Edição 707

A Mulher do século XXI

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Um dos temas mais recorrentes, neste início do século XXI, a par da ecologia, é o da igualdade entre homens e mulheres.

No entanto, quando falamos do papel da mulher na sociedade, não podemos esquecer que estamos a falar de ideias que estão arreigadas no nosso entendimento coletivo e que são muito difíceis de derrubar.

Passar de uma sociedade estruturada de forma a que sejam os homens a ocupar os papéis determinantes e decisores, para uma sociedade onde homem e mulher desempenhem um papel colaborativo e competitivo, não é tarefa para uma geração, nem para duas. É , e será, um processo longo e conturbado, pois não podemos esquecer que as mudanças de mentalidades são aquelas que se operam, em cada um de nós, de uma forma mais lenta. Aquilo que nós somos é o resultado da educação que o Estado nos transmite, via escola, e da educação que a nossa família nos transmite, em casa. E não nos podemos esquecer que os valores essenciais que a mãe (sobretudo) nos transmitiu foram aqueles que a mãe dela, por sua vez, lhe transmitiu a ela. Embora os filhos não assimilem, nem se identifiquem com todos os valores que os pais lhes transmitem, uma boa parte desses ensinamentos ficam registados e, mais tarde, quando a vida estabiliza e passaram as turbulências da adolescência, começam a reproduzi-los, numa cadeia geracional que facilita a permanência de comportamentos.

Mas, apesar de todas estas dificuldades, o caminho da mulher face à dignificação do seu papel e à valorização das suas múltiplas competências, não vai parar mais e adivinham-se saltos gigantescos no sentido da caminhada para a igualdade entre os sexos.

A polémica medida de se criarem quotas para a participação cívica da mulher em partidos, organizações, empresas… não acolheu da minha parte grande simpatia pois percebi, pela análise e conhecimento de casos concretos, que esse pode ser um caminho para levar mulheres totalmente impreparadas e até incompetentes a ocuparem cargos de grande responsabilidade e prestígio. No entanto, percebo que a porta também se pode abrir para mulheres devidamente habilitadas e preparadas para o exercício dos mais variados cargos e, atualmente, já consigo entender a necessidade dessa polémica medida, embora reconheça que, só a sua simples existência, mostra o quanto as mulheres têm de caminhar para a tão desejada e plena igualdade.

Encontramo-nos num período de transição onde ainda coexistem dois mundos: o mundo construído por e para o homem e o mundo que está a descobrir a mulher nas suas múltiplas competências e capacidades. E é nesta dicotomia, onde as bases e princípios em que se estruturou todo o nosso pensamento e crenças se está a desmoronar, que hoje assistimos aos dramas familiares e sociais que acontecem todos os dias e que a comunicação social tão amplamente divulga.

A violência contra a mulher e as desigualdades de oportunidades que ainda persistem, não são mais do que os últimos resquícios do homem a querer fazer valer o seu ascendente social, exercido durante milhares e milhares de anos e que, nestes tempos, está sendo ameaçado.

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O caminho que ainda falta percorrer está nas mãos das futuras gerações que já nasceram com a mudança.

É nelas que eu , que nós, depositamos toda a esperança.

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Carnaval no Coronado a 25 de fevereiro

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O desfile de Carnaval do Coronado já tem data marcada. A 25 de fevereiro, às 14 horas, o corso parte do Largo da Igreja de S. Mamede em direção ao Largo da Igreja de S. Romão.

Neste desfile participam, além dos foliões, as crianças que frequentam as escolas da freguesia do Coronado, apoiadas pelas respetivas associações de pais.

No final, realizam-se os leilões das comissões de festas de S. Bartolomeu e do Divino Espírito Santo.

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Edição 707

Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade

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Tenho 14 anos e ando no 9.º ano de escolaridade. Frequento a escola de S. Romão do Coronado. Tenho uma vida normal como todos os adolescentes. Escola, família, amigos e hobbies. Gosto de ficar em casa ver uma série ou jogar. Muitas vezes, ouço a minha mãe falar que, na geração dela, as brincadeiras eram na rua, os amigos eram os vizinhos, não existiam redes sociais, nem telemóvel. Como é possível?

Por vezes, questiono-me se a minha geração é que está errada ou seria a dos meus pais…

Sinto que também o universo digital é o aspecto mais característico da minha geração. Eu, apesar de não ser dependente do telemóvel, pergunto-me como foi possível os meus pais terem o seu 1.º telemóvel quando começaram a trabalhar. Eu tive o meu no 5.º ano.

Sinto que somos muito mais independentes com toda esta realidade. Quero ter acesso a informação, vou à internet… quero vender alguma coisa vou à internet… A minha mãe refere que comprou o 1.º gravador quando trabalhou em tempo de férias. Eu, com esta idade, tenho uma playstation.

Apesar de estar a viver numa geração em que sinto que tenho tudo mais facilitado, tenho as minhas preocupações de adolescente. As minhas aspirações escolares e até profissionais. Verifico que existe mais competitividade entre os alunos e acredito que esta competição vai ser cada vez maior, devido ao avanço das tecnologias.

Um aspecto que me preocupa são as mudanças climáticas. Daqui algum tempo como estará o nosso planeta? O aquecimento global e a crise climática de causas humanas preocupam-me. Devemos assumir todos este problema e tomarmos medidas de prevenção e mudarmos alguns comportamentos para estabelecermos uma nova relação com o meio ambiente. Se não mudarmos, acredito que o nosso futuro não vai ser muito agradável.

Julgo que não é necessário fazer muito esforço. Economizar a água, reciclar lixo, separar papel, plástico, do vidro , e do metal… As nossas florestas estão cada vez mais devastadas pela ganância do homem, a biodiversidade está a desaparecer. O primeiro passo para a mudança seria investir mais nos jovens, porque somos o futuro de todos os países do mundo. Deviam dar-nos novas oportunidades, uma boa formação específica, abrir horizontes. Participarmos em workshops e manifestações, fazerem grupos com os jovens no sentido de expressarmos os nossos pontos de vista e preocupações. Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade.

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Achei interessante alguns trechos de uma carta que foi escrita em 1855, pelo cacique Seattle, da tribo Suquamish, do estado de Washington, quando o então presidente Francis Pierce, dos Estados Unidos, deu a entender que pretendia comprar o território ocupado pelos índios: “Para [o homem branco], um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga; depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar.

Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. Sequestra os filhos da terra e não se importa. […] Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos […] O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio”.

Sei que tenho que terminar o 9.ºano e que a partir daí vai ser a “doer” . Sinto um “friozinho na barriga” quando penso neste futuro desconhecido. Contudo, sei que vai ser a partir daí que me vou preparar, tanto ao nível académico, como psicologicamente para o meu futuro profissional.

Em relação ao futuro profissional, tenho que trabalhar naquilo que gosto, mas também tenho ambição de ganhar dinheiro.

Sinto que esta fase também é a preocupação dos meus amigos da escola. A entrada para o ensino médio cria-nos insegurança e preocupação, não só pelas escolhas que iremos fazer, mas também pelos novos amigos e nova escola com que nos vamos deparar.

Mas com todas estas adversidades, tudo vai correr bem, porque como se costuma dizer “os jovens de hoje são os adultos de amanhã”.

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