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Edição 671

A Máquina de Propaganda – Parte XIX Estabelecendo um paralelismo

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Ao longo das oito crónicas já aqui publicadas, passei em revista a origem político-partidária do Correio da Trofa (CT), o seu total alinhamento com a estratégia da coligação PSD/CDS-PP e a utilização de manobras não-oficiais, com vista a promover um clima de confusão e suspeita, como foi o caso da personagem ficcional “Toninho”. Revisitei temas antigos, temas que, para meu espanto, eram ainda desconhecidas por muitos dos trofenses que me abordaram a propósito deste conjunto de textos, como as dezenas de milhares de euros em ajustes directos que fluíram dos cofres trofenses para pessoas que trabalharam para a coligação e no jornal, o facto de a redacção do CT ter ocupado a antiga sede de campanha da coligação ou a situação irregular do antigo director do jornal, bem como do próprio jornal que, note-se, continua sem dar sinais de vida.
Feito o ponto de situação, importa deixar bem claro, caros leitores, que esta procissão nem ao adro chegou. Este tema, com ou sem Correio da Trofa nas bancas, ainda fará correr muita tinta. Muito mais do que aquela que hoje corre. Até lá, e porque a paciência é uma virtude, um intervalo no relato para dedicar algumas linhas a estabelecer um paralelismo. Um paralelismo que importa estabelecer, porque está em tudo relacionado com a existência do Correio da Trofa.
Desafio-vos, caros leitores, a gastarem algum do vosso tempo com o seguinte exercício. Escolham um exemplar do Correio da Trofa, é indiferente qual, e de seguida repitam o processo com este jornal. Escolhidos e lidos os exemplares, comparem os seus conteúdos. O Correio da Trofa tem, habitualmente, o seguinte formato: uma entrevista, na esmagadora maioria das vezes a um político eleito do PSD ou CDS, um dirigente de um dos partidos ou a um empresário militante ou simpatizante dos partidos no poder, algumas crónicas, todas elas escritas por pessoas ligadas, directa ou indirectamente, ao PSD ou ao CDS, duas ou três notícias muito curtas, sobre eventos locais onde pessoas-chave do partido estiveram presentes (excepto quando se tratam de grandes eventos como a FAT ou o BeLive), desporto e publicidade.
Agora reparem neste jornal. Há entrevistas para todos os gostos. Durante a campanha para autárquicas, apesar do boicote activo promovido pela coligação à Trofa TV e ao O Notícias da Trofa, todos os candidatos do PSD e do CDS-PP à liderança das juntas e da Assembleia Municipal responderam às perguntas deste jornal. Só mesmo o presidente em funções declinou o convite para enfrentar Fernando Sá e Amadeu Dias em debate. Já o CT limitou-se a fazer a cobertura da campanha da coligação. Os cronistas deste jornal, ao invés de serem todos do mesmo partido (perdão, coligação), como acontece com o CT, agregam pensamentos tão distintos e ideologicamente opostos como os de Atanagildo Lobo ou Moreira da Silva. Há notícias sobre desporto, eventos, associativismo, política, obras públicas ou acção social.
Porém, acima de tudo, existem aqui pessoas reais. Sabemos quem são, sabemos os seus nomes e já os vimos por aí, de câmara, máquina fotográfica e microfone na mão. São a Patrícia, o Hermano, a Cátia ou a Liliana. Têm uma redacção junto ao estádio do Bougadense. Já o Correio da Trofa publicava notícias que ninguém assinava e crónicas assinadas por autores-fantasma e testas-de-ferro a soldo de escumalha partidária. Teve morada na antiga sede da coligação, na mesma rua onde fica a sede do PSD, e desde então nunca mais se soube bem se existia fisicamente ou apenas nos computadores da meia-dúzia de políticos que o desenharam e fizeram nascer. Mais neblina só mesmo em alguns contratos públicos à moda deste executivo.
Não obstante, o executivo Sérgio Humberto tudo tem feito para boicotar o trabalho deste jornal, não hesitando em violar a lei para levar a cabo a sua perseguição. E, paralelamente, colaborou, enquanto pôde, com o jornal que ajudou a fabricar. Um jornal desonesto, opaco e manchado por várias irregularidades. E isto diz-nos muito sobre Sérgio Humberto, um dos pais desta fraude.

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Guidões em festa a 23 e 24 de junho

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Já começou a contagem decrescente para as festas de S. João de Guidões. O programa festivo já circula pela freguesia e a comissão de festas está num reboliço para que nada falhe no fim de semana de 23 e 24 de junho. Cristina Santos aceitou liderar a comissão na sequência de um desafio lançado por “outra festeira”. “Começamos os preparativos em outubro, com os peditórios porta a porta e angariação de patrocinadores. O tempo é que não nos ajudou na organização de eventos durante o ano para angariação de fundos”, afirmou ao NT Cristina Santos.
As condições meteorológicas influenciaram a preparação de uma festa que a festeira esperava “maior”, no entanto a “grande generosidade” da população garantiu um programa festivo que orgulha a comissão. Segundo Cristina Santos, o orçamento da festa “ronda os 20 mil euros”.
O ponto alto do programa é a noite de sábado, 23 de junho, com a atuação da marcha do lugar de Vilar, a partir das 21.30 horas. Inicialmente, estava prevista a presença de outra marcha que, entretanto, não se conseguiu organizar atempadamente para se apresentar ao público.
Após a marcha, entra em palco o cabeça de cartaz, Jorge Loureiro, que promete animar o público com as suas músicas minhotas.
Mas a festa começa bem cedo, com o levantamento dos mastros pelos mordomos, numa tradição antiga que se cumpre às 8 horas de sábado. Segue-se a entrada dos bombos para anunciar as festas à freguesia.
Às 17 horas, outra tradição se respeita, com a entrada dos cestos. Três horas depois, é aberta a cascata de S. João.
À noite, após a música, o céu ilumina-se com o fogo de artifício, previsto para a meia-noite.
No dia seguinte, cumpre-se a missa em honra de S. João, às 8 horas, e a missa solene às 11 horas. A tarde será animada pelo Rancho Folclórico do Divino Espírito Santo, de S. Mamede do Coronado, que atuará até cerca das 17 horas, momento previsto para o início da procissão. Depois, entra em palco o Rancho de S. Pedro de Avioso que exaltará os usos e costumes de outrora até ao encerramento da festa, pelas 20 horas.

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No Pó dos Arquivos: São Rosas de Santa Maria, meu Senhor!

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O título desta minha colaboração mensal sugere o Auto das Rosas de Santa Maria, de Cândido Guerreiro (1871-1953). Algarvio, advogado de formação, foi poeta e dramaturgo por vocação. Elegeu para tema desta obra, publicada em 1940, a proeza de Gil Eanes – também ele algarvio – que, às ordens do Infante, ousou desafiar o Mar Tenebroso, para passar o Cabo Bojador. Que desespero, o da mãe! Que loucura, a do Infante! Que ignorância, a do cosmógrafo! Maior só o júbilo de Gil Eanes: “dobrei o cabo Bojador! Para memória deste dia/Trago-vos estas ervas tão viçosas/Como se eu acabasse de colhê-las/Que lindo nome têm! Santa Maria/Dignai-vos, meu Senhor, de recebê-las.”
A colaboração que hoje apresento, afinal, nada tem a ver com o Auto das Rosas de Santa Maria; apenas usurpei o título! Foi um logro e dele me penitencio.
A atribuição dos nomes, antes da vigência do registo civil:
Nos assentos paroquiais de baptismos, o pároco apenas “dava o nome” próprio, “nome de baptismo” à criança que lhe fora apresentada no prazo estabelecido nas Constituições diocesanas, normalmente nos primeiros oito dias de vida. Ultrapassado este prazo, a administração do baptismo carecia de licença expressa, requerida ao Bispo da diocese. Apenas na idade adulta – geralmente no registo paroquial do casamento – se acrescentava ao nome do baptismo o nome da família: aos filhos o apelido do pai e às filhas o apelido da mãe.
Dos livros paroquiais de Santa Maria de Alvarelhos:
Joaquim Moreira Marques (bisneto de Gualter Marques, de São Pedro Fins), natural de Alvarelhos, casou, em 1890, com Joaquina Rosa de Oliveira, sua conterrânea. Deste casamento nasceram:
Em 1891, Maria, que veio a casar, sob o nome de Maria Rosa Moreira, com Bernardo de Sousa Pereira; em 1892, Francisco, que veio a casar, sob o nome de Francisco Moreira Marques, com Aurora da Silva Moreira; em 1893, Palmira, que veio a casar, sob o nome de Palmira Rosa Moreira, com Albino José de Moura; em 1904, Conceição, que veio a casar, sob o nome de Conceição Rosa Moreira, com Joaquim Azevedo Torres (Fonteboa); em 1906, Américo, que veio a casar, sob o nome de Américo Moreira Marques, com Sofia de Campos Maia; em 1909, Olindina, que veio a casar, sob o nome de Olindina Rosa Moreira, com Edmundo Dias da Silva. Rosas de Santa Maria de Alvarelhos! E das quatro Rosas nascidas em Santa Maria de Alvarelhos, três foram plantadas em São Cristóvão do Muro!
Dos livros paroquiais de Santiago de Bougado:
Ermelinda, filha natural de Ana Joaquina da Silva, solteira, do lugar da Lagoa, foi perfilhada pelo Padre Manuel da Fonseca Cruz, por escritura pública de 4 de Novembro de 1859 e obteve, por Mercê Régia, a Carta de Legitimação assinada pelo Rei D. Pedro, a 20 de Outubro de 1860.
Aos dezasseis anos, Ermelinda da Fonseca casou com João da Costa Ferreira. Este casamento foi dissolvido por óbito do marido, passado um mês. Ermelinda, com dezassete anos e já viúva, casou, em segundas núpcias, com Semião José Pereira dos Santos, solteiro, de trinta e seis anos, natural de Mosteirô. Deste casamento nasceram:
Em 1865, Maria, que casou com o nome de Maria Ermelinda Pereira Serra, com Cândido Dias Moreira Padrão; em 1868, Matilde, que casou com o nome de Matilde Ermelinda Pereira Serra, com José Antero Dias da Costa Campos; em 1873, Leopoldina, que casou com o nome de Leopoldina Ermelinda Pereira Serra, com Manuel Dias da Costa; em 1882, Júlia, que casou com o nome de Júlia Ermelinda Pereira Serra, com Joaquim de Sousa Reis.
Dos livros paroquiais de São Cristóvão do Muro:
Manuel António Duarte, natural de Santa Maria de Avioso, casou, em 1867, com Maria Joaquina Ramos, natural de Fajozes. Deste casamento nasceram: Joaquim António Duarte, José António Duarte, Domingos Ramos Duarte, Francisco António Duarte; Maria Joaquina Ramos, Ana Joaquina Ramos e Joaquina Maria Ramos.

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