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Cativar o interesse dos jovens para as Festas da Senhora das Dores é para Luciano Lagoa, pároco de S. Martinho de Bougado, um desafio “crucial de vencer”. Em entrevista ao NT, o pároco defende a aposta na juventude na formação da Comissão de Festas, o que este ano é bem visível, mas “sem descurar aqueles que têm um “saber de experiência feito”.

“Houve algumas dificuldades para se constituir a Comissão, mas conseguido isso o grupo meteu mãos à obra e agora as coisas estão à vista”, considerou, acrescentando que “o tempo era escasso, mas a Comissão soube trabalhar bem e organizar as coisas com responsabilidade e ao mesmo tempo com dinamismo”. “Quanto a mim, um dos segredos foi exactamente a união que se criou entre gente jovem e dinâmica e pessoas com grande experiência nestas andanças”, ressalvou.

Para o pároco Luciano Lagoa, a Procissão em honra de Nossa Senhora das Dores continua a ser “o centro das festas, pela majestade dos andores, pelo número de figurantes, pela quantidade de pessoas que assistem e por toda a envolvência que consegue desenvolver nas populações das terras vizinhas”.

São cerca de 300 os figurantes que integram a Procissão, sendo a maioria oriunda da catequese. “Mas há também outros que se associam vindos de outros sectores e, além destes, há uma grande quantidade de homens e mulheres que participam na Procissão nos diversos sectores: organização da procissão, escuteiros, bandas, andores, grupos e movimentos da Igreja, etc”, adiantou.

Mesmo não seguindo uma vida religiosa activa, muitos são aqueles que no momento das Festas da Senhora das Dores, e em particular na Procissão, colaboram e participam com entusiasmo nas festas litúrgicas”. Estas estão a ser preparadas, segundo Luciano Lagoa, com “bastante interesse”. “No próximo sábado, dia 8, iniciaremos a semana forte das celebrações com a eucaristia às 21 horas na Igreja Matriz, seguida de procissão de velas em honra de Nossa Senhora que sairá da Igreja até chegar à Capela de Nossa Senhora das Dores. Durante os outros dias decorre o septenário de oração em honra de Nossa Senhora das Dores, que constitui uma espécie de reflexão a propósito de cada uma das dores de Nossa Senhora ao longo da sua vida tradicionalmente evocadas pela tradição católica com o número de 7”, adiantou o pároco.

Para Luciano Lagoa, é uma evidência a devoção da população de S.Martinho a Nossa Senhora das Dores. “Para comprovar isso, se preciso fosse, basta lembrar a centralidade que ocupa a Capela dentro da vida social dos trofenses, todos os dias muitas pessoas procuram a Capela para uns momentos de intimidade com Maria, e o modo fervoroso como se celebra o septenário e também as proporções que as festas adquiriram são também sinais eloquentes”, sublinhou.