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Edição 405

A fava do “entroikado”

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Tem sido habitual nos últimos anos, a escolha entre os cibernautas da palavra que melhor representa o ano. Na lista elaborada pelos linguistas do departamento de dicionários da Porto moreira-da-silvaEditora foi escolhida a palavra “entroikado”, que ficou à frente dos vocábulos “desemprego” e “solidariedade”. A palavra “entroikado” sucede a “austeridade” e significa: “obrigado a viver sob as condições impostas pela troika; que está numa situação difícil; tramado; lixado”.

Em comunicado, a editora com base nestes resultados afirma: “poder-se-á dizer que ‘entroikado’ traduzirá o sentimento geral que se vive no país: os portugueses sentir-se-ão ‘entroikados’, dadas as condições de austeridade impostas pela troika“. Foi a crise socioeconómica que Portugal atravessa e o seu impacto na vida dos portugueses que conduziram ao registo deste neologismo (palavra nova) no Dicionário da Língua Portuguesaonline da Porto Editora.
Na mensagem de Natal, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que são grandes os desafios e tarefas de 2013, mas que está cumprida a maior parte do programa da troika. «Sabemos que ainda não pusemos esta grave crise para trás das costas, mas também sabemos que já começámos a lançar as bases de um futuro próspero. Ainda não podemos declarar vitória sobre a crise, mas estamos hoje muito mais perto de o conseguir», afirmou Pedro Passos Coelho, na referida mensagem de Natal aos portugueses. Para o chefe do Governo, a isto, os portugueses devem responder com «as certezas» que partilham enquanto povo: «A certeza de que vamos ultrapassar as atuais dificuldades, a certeza de que Portugal é capaz de reformar o Estado e as suas instituições, a certeza de que queremos uma sociedade mais justa do que foi até hoje, a certeza de que a nossa economia será competitiva no mundo globalizado, a certeza de que os dias mais prósperos e mais felizes do nosso país estão à nossa frente». Neste contexto, apelou ainda aos portugueses que acreditem em si próprios: «É encontrarmos a clarividência, a força e a tenacidade para ultrapassarmos este momento. É renunciarmos de uma vez por todas ao pessimismo.»

Na mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, admitiu que a economia portuguesa está numa espiral recessiva, mas Cavaco Silva também mostrou esperança que 2013 pode ser o ano do regresso ao crescimento. “O ano 2013 vai ser um ano difícil”, mas “pode ser também um ano em que se comece a alterar a tendência negativa que se verifica na produção nacional e no emprego, um ano em que o clima de confiança melhore e o investimento das empresas comece a crescer”, salientou o Presidente da República na referida mensagem de Ano Novo. Para ser alcançado este objetivo, Cavaco Silva deseja que “com sentido patriótico, e a pensar acima de tudo nos portugueses, o Governo, as forças políticas e os parceiros sociais trabalhem ativamente para que, já em 2013, se inicie um ciclo de crescimento da economia”. “Se todos fizerem bem o que lhes compete, é possível que o crescimento seja uma realidade no ano que agora começa”, concluiu o Presidente da República.

Muitos são os que pressagiam que este ano vai pesar muito no bolso dos portugueses e por isso mesmo, o ideal seria passar rapidamente do ano 2012 para o ano 2014, para se sentir levemente as medidas de austeridade, mas também para se ir esbatendo a força do “entroikado” e se sentir com maior ligeireza o annus horribilis, que já entrou.

Poder-se-á dizer que a palavra “entroikado” foi a fava que saiu no bolo-rei dos portugueses. Espera-se, e deseja-se, que no próximo ano saia no bolo-rei dos portugueses não a fava mas o brinde, ou seja: que a palavra escolhida pelos portugueses seja “destroikado”, para bem de todos nós. Mesmo assim, perante a atual conjuntura, atrevo-me a desejar, a todos os portugueses, um Fabuloso Ano de 2013. Façamos por isso.

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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Miguel Cardoso adjunto de Domingos Paciência no “Depor”

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O trofense Miguel Cardoso acompanha Domingos Paciência na “aventura” por terras espanholas.

 O desafio não é grande apenas para Domingos Paciência. Ao lado do técnico, no banco do Deportivo da Corunha, de Espanha, está o seu “braço direito” Miguel Cardoso, que o acompanha desde os tempos em que treinou a Académica de Coimbra.

Natural da Trofa, Miguel Cardoso tem feito parte dos projetos de Domingos Paciência e no “Depor” não foi exceção.

Em declarações ao NT, o técnico-adjunto da formação espanhola – cujo vínculo contratual é até ao final da época – afirmou que o convite do presidente Augusto César Lendoiro foi encarado “com grande satisfação” e “vem ao encontro” do trabalho de preparação que a equipa técnica liderada por Domingos Paciência tinha feito “para competências que entendemos serem importantes para poder ter sucesso no futebol europeu”. “Após o período que tivemos no Sporting foi para nós relativamente claro que um clube no estrangeiro seria o destino mais provável para podermos dar continuidade à nossa carreira. O Deportivo é um grande clube em Espanha e ainda há poucos anos disputou uma meia-final da Champions League com o FC Porto”.

O objetivo da equipa de Domingos Paciência é “melhorar a situação classificativa da equipa e garantir a permanência na 1ª Liga espanhola”. “É um grande desafio mas a motivação é de igual dimensão”, asseverou.

Para Miguel Cardoso “treinar em Espanha” é “mais uma etapa” que percorre no sentido de chegar ao objetivo de qualquer equipa técnica: “Ganhar títulos”. “Este é já um patamar de exigência máxima e a dimensão do desafio vai fazer com que fiquemos certamente melhores treinadores no final da época. Neste sentido, entrar no campeonato que é tido como o mais competitivo da Europa, onde jogam alguns dos melhores jogadores do mundo, onde o impacto mundial do campeonato é enorme, onde cada jogo é um espetáculo de futebol fabuloso, e viver o desafio semanal de preparar jogos com grau de dificuldade elevado, é certamente um sonho realizado, mas também um sonho preparado”, atestou.

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CRB aventura-se nos campeonatos federados

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Centro Recreativo de Bougado inscreveu uma equipa de infantis nos campeonatos federados esta temporada. Próximo objetivo é colocar piso no pavilhão para aumentar quantidade de atletas e escalões.

No domingo, antes das 11 da manhã, no pavilhão desportivo de S. Romão do Coronado, os jogadores do Centro Recreativo de Bougado (CRB) preparavam-se psicologicamente no balneário para mais um jogo na série 2 da 2ª Divisão de infantis da Associação de Futebol do Porto. Sem um dos pilares do plantel – o capitão Serra estava a contas com uma lesão – os atletas previam um jogo difícil diante do CRD Santa Cruz, 3º classificado.

As suspeitas confirmaram-se e o CRB acabou por averbar uma derrota por 0-3 que, no entanto, não influenciou na classificação. A formação bougadense ocupa o 15º lugar, com sete pontos, mais dois que o último, onde já esteve.

O projeto de ter equipas de formação nos campeonatos federados é um sonho antigo dos responsáveis da associação que só esta temporada tiveram coragem para avançar. “Para tudo tem que haver um princípio, por isso decidimos avançar. Tínhamos um grupo de miúdos que achávamos razoáveis e construímos a equipa. A ideia é continuar com o projeto e, se possível, aumentá-lo com outros escalões”, referiu o presidente Luís Neves, em declarações ao NT.

Com “o apoio da autarquia nas inscrições”, a coletividade tem-se “aguentado” na gestão da temporada, até porque “os jogadores portam-se bem e em questões de multas não há nada”.

Luís Neves faz um balanço “positivo” da campanha da equipa no campeonato, até porque “a ideia não é que seja campeã”. “Para nós, o importante era participar, fazendo o melhor possível. Claro que depois há um erro que se comete, um golo que se falha, uma substituição mal feita, mas temos trabalhado para evoluir”, explicou.

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