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Edição 427

A campanha eleitoral autárquica já está no terreno

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Na democracia representativa em que vivemos, o poder soberano, que reside no Povo, é delegado em cidadãos que o representam na tomada de decisões, interpretando o sentir da população e respondendo às suas aspirações. É assim, deveria ser assim! O meio encontrado para escolher os governantes, nacionais ou locais é a eleição. As eleições autárquicas portuguesas de 2013 ocorrerão obrigatoriamente entre 22 de setembro e 14 de outubro.

Nas próximas eleições estarão em disputa a eleição dos presidentes e vereadores de câmaras municipais, dos presidentes e deputados das assembleias municipais, bem como dos presidentes de juntas de freguesias e dos membros das assembleias de freguesia. Devido à reforma da administração local empreendida pelo atual Governo Constitucional, houve uma redução do número de juntas de freguesia e, consequentemente dos respetivos cargos dirigentes. Foram extintas mais de mil juntas de freguesia, mais de um quarto das atualmente existentes. A Região Centro perdeu mais de 300, o Alto Minho 80 e os 11 Concelhos do Grande Porto perderam mais de 80 juntas de freguesia.

O Ministério da Administração Interna (MAI) vai notificar os eleitores cujas freguesias foram alteradas no âmbito da reforma administrativa, num processo faseado, que deverá terminar em Agosto. De acordo com o MAI, os cidadãos devem conservar o documento recebido, que lhes permitirá, no dia da eleição, a fácil identificação da sua assembleia de voto, a qual será, na maioria dos casos, a mesma e no mesmo local das anteriores eleições. O valor destinado a estas eleições locais está abaixo dos 50 milhões de euros. Comparativamente a 2009, estas eleições vão ficar 9,3 milhões de euros mais baratas.

O mandato dos titulares dos órgãos das autarquias locais é de 4 anos, tendo sido legalmente estabelecida, desde 2005, uma limitação de 3 mandatos consecutivos para os presidentes dos órgãos executivos (presidentes das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia). O processo de candidaturas a estas eleições autárquicas ficou marcado pelas divergências na interpretação da lei da limitação de mandatos. A polémica reside no facto de a lei não referir explicitamente se são apenas proibidas recandidaturas ao mesmo município ou freguesia, ou se, pelo contrário, é impedida a recandidatura dos autarcas ao mesmo cargo, independentemente do concelho ou da freguesia.

É verdade que as eleições autárquicas ainda não foram marcadas e, consequentemente, ainda não foi aberta a campanha eleitoral, mas basta um olhar pelos cantos da nossa terra e ver a grande quantidade de outdoors a anunciar os candidatos a presidentes das câmaras municipais e das juntas de freguesia. É a pré-campanha eleitoral a anunciar uma campanha bem quente.

Na atual situação económica e financeira em que o país vive é exigido aos candidatos, nestas eleições autárquicas, que tenham contenção, sobriedade e respeito: contenção nas promessas, sobriedade nos gastos e respeito, em especial, por aqueles que estão a passar mal. A bem da democracia!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

 

 

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Memória da Casa da Cultura da Trofa reunida em exposição

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Exposição sobre a “Memória da Casa da Cultura da Trofa” está patente até ao dia 31 de julho.

 O percurso do edifício da Casa da Cultura da Trofa, desde a sua construção na cidade do Porto até à atualidade, os vários episódios vividos pela família de Manuel Ferreira da Silva, que habitou a Casa, e as memórias guardadas no edifício municipal. Estes são os ingredientes da exposição “Memória da Casa da Cultura da Trofa” inaugurada no sábado, 8 de junho, e que está patente na sala de exposições da Casa da Cultura durante os meses de junho e julho.

Esta exposição baseia-se em “fontes documentais e testemunhos da família que viveu no edifício”, onde funciona na atualidade a Casa da Cultura da Trofa, bem como de uma “investigação conduzida pelos técnicos da Câmara Municipal da Trofa, nos últimos meses”.

Na inauguração, onde além de estarem presentes várias entidades locais estiveram familiares dos antigos proprietários da Casa, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, referiu que “esta viagem pela memória da Casa da Cultura da Trofa, assinala no concelho, o Dia Internacional dos Arquivos, festejado a 9 de junho, chamando a atenção para a importância dos arquivos e dos repositórios de memórias para a reedificação do passado e a compreensão do presente e, principalmente, para a preservação da nossa história e da nossa identidade coletiva”.

A “exposição histórica” pode ser visitada até 31 de julho, de segunda-feira a sábado, das 10 às 18 horas.

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“Trofa dá Voz ao Fado”

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Concurso de Fado Amador destina-se a fadistas amadores e cidadãos maiores de 16 anos. As inscrições decorrem até ao dia 29 de junho.

 “Trofa dá voz ao Fado” é nome do primeiro Concurso de Fado Amador a decorrer na Trofa, que surgiu numa parceria entre a Câmara Municipal, através do pelouro da Cultura, e a Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores 2013.

O concurso destina-se exclusivamente a fadistas amadores e cidadãos maiores de 16 anos, nascidos até 30 de junho de 1997, que devem inscrever-se até 29 de junho, entregando o impresso próprio, disponível no sítio do município, no Bar da Comissão de Festas, situado na antiga estação da CP, nos cafés ou na Casa da Cultura. O impresso deve ser acompanhado pela cópia do Bilhete de identidade ou Cartão de Cidadão, bem como o nome de dois Fados, indicando os autores da letra e música dos mesmos.

Como o limite de concorrentes é de 30 participantes, a inscrição será aceite pela ordem de entrada nos serviços da Casa da Cultura até à data limite. Depois são sorteados pelas 11 horas do dia 5 de julho, na Casa da Cultura, para participar nas eliminatórias, onde vão prestar provas.

As eliminatórias realizam-se nos dias 15, 17, 21, 23 e 24 de julho e a Grande Final no dia 28 de julho. Todas as eliminatórias, bem como a final, têm início pelas 21.30 horas no Bar da Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores.

Em cada uma das eliminatórias passam à final dois concorrentes e são entregues diplomas e troféus de participação a todos os concorrentes. Os três primeiros classificados na final, além do diploma, recebem como 1º prémio 100 euros e um fim de semana em hotel para duas pessoas, patrocinado pela Halcon Viagens Trofa, o 2º prémio 100 euros e o 3º prémio será no valor de 50 euros.

O 1º Concurso do Fado Amador procura “trazer à Trofa a festa do fado, da cultura e das tradições portuguesas”, tendo como principal objetivo a “divulgação do fado, Património Imaterial da Humanidade”, dando a conhecer ao grande público as vozes que, quase anonimamente, vão divulgando este género musical.

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