quant
Fique ligado

Edição 694

60 anos: Rancho Folclórico em festa o ano inteiro

Publicado

em

Ao longo do ano, o Rancho Folclórico da Trofa promove várias atividades para assinalar o 60.º aniversário.

A 2 de março, o Rancho Folclórico da Trofa assinalou 60 anos de existência. Esta é uma das associações culturais mais antigas do concelho e uma das que leva mais longe os usos e costumes de outrora das gentes trofenses.

A presidir a coletividade desde novembro de 2018, André Fernandes, apoiado pela equipa que o acompanha na direção, decidiu que as comemorações não se deviam limitar ao dia de aniversário, mas estenderem-se ao longo de todo o ano, com uma atividade mensal.

Depois da cerimónia eucarística que assinalou o aniversário, em março, da abertura do museu do Rancho, em abril, e de uma aula de zumba solidária, em maio, o Rancho prepara uma homenagem, no sábado, 1 de junho. A celebração eucarística de ação de graças pelos 60 anos da coletividade terá lugar na Capela Nossa Senhora das Dores, às 17.45 horas, seguindo-se uma romagem ao cemitério para um tributo aos componentes e dirigentes falecidos.

No dia 9 de junho, integrado nas festas em honra do Divino Espírito Santo, o Rancho Folclórico da Trofa promove um festival, no Parque Nossa Senhora das Dores, que contará com a atuação do Rancho Folclórico “As Lavradeiras de Arcozelo” e do Rancho Folclórico S. Miguel-o-Anjo.

Para 21 de julho, às 16 horas, está marcada uma recriação das antigas lavadeiras, no Rio Ave, junto à Urbanização da Barca. A 3 de agosto, realiza-se o Folc.Trofa, festival anual da coletividade.

Atualmente com 57 componentes, o Rancho Folclórico da Trofa tem cerca de 30 saídas previstas para 2019.

Publicidade

Reabilitação do museu foi um dos compromissos

A 28 de abril, com a abertura do museu do Rancho, André Fernandes cumpriu um dos objetivos do mandato, que assumiu após “vários pedidos” para apresentar lista. A base do trabalho que iniciou em outubro de 2018 é “dar mais visibilidade ao grupo” e “fazer com que tenha mais atuações”. “Isso está conseguido. Queríamos também aumentar o número de jovens e também conseguimos. Agora, falta preparar os eventos que temos e começar a estudar uma ida até à Madeira”, revelou, em entrevista ao NT.

Relativamente ao museu, localizado na sede do Rancho, na Urbanização da Barca, foi alvo de uma profunda reabilitação, com vista “ao tratamento das madeiras e do espólio”, incluindo “lenços e trajes”.

A recriação de uma cozinha é uma das peças mais queridas da coletividade, pelo realismo da caracterização.

O espaço está aberto ao sábado e há possibilidade de abrir noutros horários, mediante marcação prévia. O Rancho Folclórico da Trofa pode ser contactado através do Facebook, rede social que começou a explorar com mais frequência, para chegar mais perto da comunidade.

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Edição 694

Chico Buarque tem ascendência de Guidões

Publicado

em

Por

Recentemente, Chico Buarque pintou páginas da secção de cultura dos jornais por ter recebido o Prémio Camões. Mas, caro leitor, sabia que o cantor e escritor brasileiro tem ascendência trofense? Maria Antónia Serra, maestrina dos Meninos Cantores do Município da Trofa descobriu “há anos”, numa viagem a Terras de Vera Cruz, por um “amigo”, que lhe mostrou a “árvore geneológica” do artista.

Nela, constava como heptavó (sétima avó) Maria Gonçalves, nascida na freguesia de Guidões, concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, Portugal. A mesma árvore genealógica foi descoberta pelo NT e dá indicações que esta guidoense deverá ter vivido entre a segunda metade do século XVII e inícios do século XVIII.

Nascido a 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro, Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido por Chico Buarque, tem uma ligação estreita a Portugal, não só pelos laços familiares que atravessam os séculos, mas também nas aparições para concertos e em ações políticas. Uma delas resultou numa música, “Tanto Mar”, que dedicou ao Portugal livre e democrático, após a Revolução de 1974, tendo sido, por isso, com o tempo, conotado ao comunismo, coincidentemente uma ideologia com forte presença em Guidões.

Chico Buarque venceu o Prémio Camões 2019, o prémio literário mais importante da língua portuguesa, após reunião do júri, na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro.

Além de autor de discos musicais que marcaram a segunda metade do século XX, Chico Buarque assinou oito livros e cinco peças de teatro.

Continuar a ler...

Edição 694

Guidões desceu a Lisboa para lutar pela freguesia

Publicado

em

Por

A população de Guidões, que foi a primeira freguesia do concelho da Trofa a lutar e a dizer não à agregação, luta agora para conseguir ver a sua freguesia ser desagregada de Alvarelhos.

Esta quarta-feira a Comissão de luta pela Reposição da freguesia de Guidões, representada por oito elementos, que agrega pessoas com e sem filiação partidária, de vários quadrantes políticos rumou a Lisboa onde foram recebidos pelos deputados do PS Joana Lima e Renato Sampaio, do PSD foram ouvidos por Germana Rocha, do PCP o deputado Jorge Machado e o trofense Agostinho Lopes ouviram as pretensões dos Guidoenses.

Já por parte do partido Ecologista Os Verdes coube a Joaquim Machado e Mariana Silva receber a comissão e ouvir os seus anseios e do Bloco de Esquerda Joao Vasconcelos recebeu o grupo de guidoenses e associar-se às suas pretensões.

Nuno Moreira da Comissão, adiantou ao NT que “todos os grupos parlamentares, com exceção do CDS, que não respondeu ao pedido de audiência, nos receberam e se manifestaram a favor da nossa luta, que reconhecem ser justa”. Nesta viagem a Lisboa a comissão foi representada por Nuno Moreira, Rosária Carvalho, Manuel Araújo, Joaquim Ferreira, Gracinda Araújo, Ana Sousa e José Manuel Lopes.

Agora, e mais de cinco anos após a agregação, o Governo prepara-se para apresentar proposta de lei para permitir que parte das freguesias agregadas à força possam agora tornar-se, de novo, independentes. Para isso e logo à partida, as freguesias então extintas têm de ter pelo menos 1150 eleitores inscritos, mas nas localidades mais afastadas (a dez quilómetros em linha reta) da sede do município, o Governo baixa esse requisito populacional e admite que possam desagregar-se com 600 eleitores.

A Associação Nacional de Municípios (ANMP) deliberou esta terça-feira dar parecer negativo à proposta do Governo de alteração do regime jurídico de criação de freguesias, por considerar ser “prematuro” avançar sem a realização de estudos suficientes para fundamentar a alteração.

“O projeto que nos foi apresentado pelo Governo precisa de ser melhorado, dado que levaria, no prazo de 10 anos, à extinção ou fusão de freguesias, com base em parâmetros e critérios que nos parecem inadequados”, disse aos jornalistas o presidente da ANMP, Manuel Machado.

Segundo o dirigente e presidente do município de Coimbra, esta matéria “merece profunda reflexão, com o objetivo essencial de melhorar os serviços públicos e o poder local democrático junto das nossas comunidades, pelo que qualquer mexida precipitada pode criar danos as populações”.

Publicidade

O NT sabe que na proposta do Governo que foi já enviada à ANAFRE constam vários critérios, alguns dos quais considerados obrigatórios, mas ainda é aguardado parecer formal.

O mapa atual de 3092 freguesias poderá alterar-se nos próximos anos por vontade dos autarcas. No entanto, o diploma do Executivo do PS obrigará a novas fusões daqui a uma década. Os critérios definidos para a criação de novas freguesias também têm de ser cumpridos pelas juntas existentes.

O futuro regime jurídico permitirá o fim da fusão de algumas das 1168 freguesias agregadas em 2013. Além disso, autoriza a “agregação da totalidade ou de parte de duas ou mais freguesias” no mesmo concelho e de juntas que pertençam a municípios distintos se for essa a vontade da maioria dos autarcas eleitos.Para que a fusão ou a desagregação seja concretizável, cada freguesia terá de cumprir cumulativamente cinco critérios: prestação de serviços à população; eficácia e eficiência da gestão pública; população e território; história e identidade cultural; e representatividade e vontade política da população. Estes critérios subdividem-se em requisitos que a proposta de lei do Governo detalha.

Desde logo, as novas freguesias são obrigadas a ter 2% ou mais dos eleitores do respetivo município – nunca menos de 1150 eleitores. A única exceção é para localidades a mais de dez quilómetros da sede do concelho. Para essas, o número mínimo é 600.

O território da autarquia tem de ser contínuo, correspondendo entre 2 e 20 por cento da área municipal. Todas as juntas têm de dispor de uma sede adequada e, no mínimo, de dois trabalhadores no quadro.

Na prestação de serviços à população, só poderão ser autonomizadas as freguesias que disponham de cinco destas sete valências: cemitério, extensão de saúde, farmácia ou parafarmácia, equipamento desportivo, equipamento cultural, jardim público com parque infantil ou outro espaço lúdico infantojuvenil e mercado.

A proposta de lei determina ainda a existência de serviço de proteção social a idosos e de uma “coletividade que desenvolva atividades recreativas, culturais, desportivas ou sociais”. Neste lote de três requisitos, o diploma não esclarece se é obrigatório cumprir todos ou não.

Publicidade
Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);