Foi em agosto deste ano que o Rancho Folclórico de S. Romão do Coronado comemorou 42 anos de existência. O Rancho, fundado em 1973, conta atualmente com cerca de 44 pessoas entre a tocata, dançarinos e coro. Com altos e baixos, a coletividade manteve-se ao longo de mais de quatro décadas sem interrupções e leva o nome da terra “pelo país e até pelo estrangeiro”.

Em entrevista ao NT, José Paredes, presidente da coletividade, afirmou que este ano “ não foi um dos melhores”, devido às eleições de novembro de 2014, que desmembraram o grupo, tendo este que “começar do zero”, e às dificuldades económicas que afetam várias coletividades a nível nacional.
“Tivemos que fazer um trabalho muito sério, mas neste momento temos condições para que num futuro a coletividade ocupe o lugar que lhe é devido”, apontou o responsável. José Paredes esclareceu que o Rancho de S. Romão tem condições próprias que lhes permite organizar festas e eventos e dessa forma obter “uma fonte de rendimento” para “ajudar” nas despesas. Nesse sentido, o Rancho já está a pensar em organizar uma festa de S. Martinho, como “é já tradição”. O responsável apontou ainda a vontade de criar uma escola de música para todos os que queiram aprender a tocar conertina, viola e cavaquinho, num futuro próximo.