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Edição 722

4 milhões para construir corredor ciclável e pedonal no Coronado

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A nova ligação ciclável e pedonal na vila do Coronado, cujas obras arrancaram esta semana, terá uma extensão de 2,5 quilómetros e custará aos cofres do município da Trofa cerca de quatro milhões de euros.

Tem o prazo de 14 meses, por isso, deverá nestar concluído em meados de setembro de 2021. O novo Corredor Ciclável e Pedonal dos Coronados, projeto da Câmara Municipal da Trofa, vai ser construído pela ABB, empresa vencedora do concurso público, ao qual se candidataram mais nove empresas.
A empresa de Barcelos assinou o contrato de empreitada, no valor de quase 2,750 milhões de euros, para construir uma ciclovia e corredor pedonal entre o Largo da Feira de S. Mamede do Coronado e a estação ferroviária de S. Romão do Coronado, numa extensão de 2,5 quilómetros.

Inicialmente, a intenção da Câmara Municipal da Trofa, plasmada no Programa Estratégico de Reabilitação Urbana de S. Romão do Coronado – datado de dezembro de 2017 – era desenvolver um projeto “destinado a viabilizar deslocações de natureza quotidiana dentro da zona central do aglomerado de S. Romão do Coronado (com destaque para as ligações à Escola Básica e Secundária do Coronado e Castro e à Estação Ferroviária) e, no futuro, ao aglomerado de S. Mamede do Coronado”, com um custo associado de “321.750 euros”. No entanto, o projeto final acaba por ser muito maior a nível financeiro, incluindo, além das vias ciclável e pedonal, “um parque infantil, dois parques de estacionamento e uma zona desportiva”, assim como “alargamento e retificação da rede viária local”.

Uma das zonas alvo de beneficiação será a da Escola Básica e Secundária do Coronado e Castro, onde será construída uma rotunda, no atual entroncamento da rua de acesso ao pavilhão desportivo e a via paralela à via férrea. Nessa área, será ainda construída uma zona de estacionamento, que implicará a ampliação da passagem pedonal sobre a linha de caminho de ferro.

Já na zona junto à Rua D. Afonso Henriques, já perto da estação de S. Romão do Coronado, nascerá o parque infantil, zonas de repouso e atividade física.

O valor total do projeto supera os 3,8 milhões de euros, considerando a empreitada e as indemnizações relativas às expropriações de terrenos.
Candidatado a fundos comunitários, o projeto receberá da União Europeia uma comparticipação de 85 por cento, ou seja, em 2,32 milhões de euros de um valor elegível de 2,62 milhões de euros, a que se juntam 394 mil euros de financiamento público nacional.

“A Vila do Coronado ficará com uma infraestrutura moderna e requalificada, que funcionará para aproximar as duas freguesias potenciando a circulação, a pé e em bicicleta, a prática desportiva, o lazer em família, a vivência ao ar livre. É um legado e uma herança de modernidade e desenvolvimento às próximas gerações”, explicou Sérgio Humberto, presidente da Câmara Municipal da Trofa.

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A obra já começou e salta à vista, pelo menos no Largo de Feira Nova, em S. Mamede do Coronado, onde já foram abatidas diversas árvores. Esta intervenção em concreto tem sido debatida nas redes sociais, com dezenas de pessoas a criticar o abate.

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Edição 722

Desistir da Vida

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“Saber envelhecer!”. Esta frase, que esconde um conceito ou um estilo de vida, que supõe, penso eu, saber passar pelo tempo sem desistirmos de nós próprios, aplica-se como uma luva na minha pessoa.

Quando fiz trinta anos, da minha mãe ouvi, de forma desprendida e objectiva, “Parece que ainda estás nos vintes, meu filho”, quando cheguei aos quarenta, disse-me que parecia que ainda estava nos trintas.

Na semana passada, eu, com quarenta e seis anos, encontrei um amigo da minha geração, que já não via há muito tempo. Quando ele chamou por mim, não o reconheci de imediato, parecia-me um estranho com cinquenta e seis. Para me lembrar quem ele era, de forma discreta, fiz-lhe uma pergunta-chave, “Então tudo bem? Quem são os teus pais?”. E respondeu-me, “São o Tone e a Nela.”

Identificado o João, trocámos uma palavras e como tudo o que se pensa não se deve dizer, para o animar, sem que ele me tivesse pedido, digo-lhe, “Se não estivesses careca, gordo e cara envelhecida, parecias ter a minha idade!”. De forma fraterna nos despedimos, ele virou-me as costas e eu respondi-lhe, “Até breve!”.

Mas este “saber envelhecer”, não tem a ver apenas com um belo aspecto físico, há que aparentar maturidade. Po exemplo, continuo a abrir a porta às senhoras, a dar-lhes prioridade,…, e nunca ninguém me viu a estender roupa (aparentemente).

Esta actividade exerço-a durante a madrugada, entre as três e as cinco horas, inicialmente de segunda a domingo, começando a fazê-lo desde há sete meses atrás apenas de segunda a quinta, porque num sábado de madrugada ia sendo apanhado a estender toalhas pelo meu vizinho, ainda jovem e que sai ao fim de semana!

E como tenho a ideia que exercer qualquer actividade que termine em “er”, dá muito estilo, tornei-me, primeiro, “Blogger”, depois “Youtuber” e desde há dois anos sou “Crossfiter”, demonstrando nesta última actividade algum amadorismo, visto que ainda não sou depilado nem tatuado!
Em suma, a vida corria-me bem, sem eu compreender como há gente com depressões e que reagem ao bom e ao mau, sem expressão… até ontem.
Sábado, 18 de Agosto de 2020, Box “Crossfit Vale de Ave”, 12h55m. No intervalo de um exercício vejo um amigo (com cinquenta e seis anos, mesmo) na recepção e aproximo-me dele, momentos a seguir aproxima-se uma jovem, que estava a fazer a aula comigo, e virada para o meu amigo e apontando para mim, diz:

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– Olá pai! Eu não te disse que aqui no ginásio andava um senhor da tua idade.

Deste amigo, que já não via há meses, a última vez que outros amigos me falaram dele foi para dizerem o quanto ele estava acabado!

A aula para mim acabou, tomei banho, vesti-me, almocei sem sentir o sabor da comida, nem prazer na bebida, fui estender duas máquinas de roupa em plena luz do dia, desobedeci duas vezes à minha esposa, sem querer saber das consequências, e este texto foi “postado” como saiu, sem fazer nenhuma revisão,…

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Memórias e Histórias da Trofa: Requalificação do Santuário de Santa Eufémia

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Decorria o ano de 1900 e os meses iam correndo a sabor do tempo, aproximava-se setembro que era um importante mês para a cultura popular, atendendo que se iria realizar mais uma edição das festividades em honra a Santa Eufémia.

A romaria de Santa Eufémia era aguardada com grande ansiedade pelos populares, não só da Trofa, como também, de outras localidades aqui da zona que desforravam o seu ano, na última grande romaria.

No ano de 1900, havia uma mudança profunda nestas festividades, porque segundo o cronista do Jornal de Santo Tirso, não era a velha capela que o próprio descreve como arruinada que aguardava pelos romeiros, mas sim, um novo e modesto tempo, com a novidade também da imagem da mártir ser completamente novo e em tamanho natural.

Uma obra profunda que é apontado como principal impulsionador das mesas, o padre que prestava serviço na Paróquia, concretamente o Padre Manuel da Sila Moreira que era considerado um dos párocos mais dignos do concelho.

A melhoria das instalações, não era só na capela, conforme foi referido no parágrafo anterior, mas, as melhorias ocorriam também na área envolvente do templo religioso, gastando 2 contos, um valor fastigioso para aquele período da história, para trazer mais dignidade e qualidade para o desenrolar das atividades festivas.

As festividades duravam três dias, sendo o tradicional fim de semana, com o último dia de festa a ser na segunda feira, com a realização de um mercado em que se esperava, contudo, que as atividades comerciais fossem fracas, escrevendo que havia mais feirantes que romeiros como era tradicional.

Uma importante festividade na história do concelho que conhecia uma nova alavanca para o seu desenvolvimento, uma nova capela, uma nova imagem e arranjos da área envolvente ao santuário para dar mais dignidade as festividades que eram um marco da região.

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