Sorgal doou 250 quilos de alimentos para animais, associando-se a trabalho de Área de Projeto de três turmas do 6º ano da EB 2/3 de S. Romão do Coronado.

As grandes embalagens de comida, os brinquedos e alguns tapetes velhos representavam apenas uma pequena parte do trabalho desenvolvido por três turmas do 6º ano da Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado. Estes bens foram doados pelos próprios alunos que escolheram como tema de Área de Projeto a problemática do abandono dos animais domésticos.

Depois de um trabalho que começou aquando do arranque do ano letivo, com pesquisas e elaboração de panfletos de sensibilização, a “cereja no topo do bolo” surgiu quando a empresa Sorgal tomou conhecimento do projeto. “Sensibilizados” com o tema, e por terem uma área de negócio ligada aos animais de estimação, os responsáveis da empresa resolveram associar-se aos alunos e doaram 250 quilogramas de alimento, que serão doados ao Centro de Recolha Oficial da Trofa (canil municipal).

Esta colaboração deixou os jovens “muito contentes”, pois viram “o seu trabalho reconhecido”, afirmou Ana Bazan, professora da disciplina de Área de Projeto. A satisfação alargou-se aos responsáveis da escola, como Rui Magalhães, adjunto do diretor. “O Grupo Soja Portugal, através da Sorgal e da Savinor, tem apoiado várias iniciativas que temos realizado. A escola é dinâmica e esta é só mais uma atividade que está inserida no Plano Anual”, explicou.

Para o administrador da Sorgal, João Pedro Azevedo, este trabalho “está dentro do ADN da empresa”, pelo que “não podia, de maneira nenhuma, ficar de fora”. “Quando tivemos conhecimento que havia um projeto ligado ao apadrinhamento de animais, ficámos muito sensibilizados, porque é uma área muito importante, ainda mais em época de crise, pois o abandono pode acentuar-se”, frisou.

Este apoio não é inédito na Sorgal, já que a empresa já “patrocina, dentro das suas possibilidades, alguns canis públicos, que não têm dinheiro”.

Relativamente ao apoio que o Grupo Soja Portugal tem empregado na EB 2/3 de S. Romão do Coronado, o responsável justificou-o com “os trabalhos interessantes dos alunos”. “Como há canais de comunicação abertos, tomamos conhecimento e sentimos esta obrigação de ajudar, o que nos deixa muito satisfeitos”, asseverou.

Depois das atividades teóricas, os alunos empenham-se agora na venda de trabalhos práticos. Os fundos angariados vão reverter a favor do Centro de Recolha Oficial da Trofa e será utilizado “em esterilizações e tratamentos veterinários”, adiantou Ana Bazan.

Depois da apresentação do trabalho, os meninos não saíram de mãos a abanar. A Sorgal fez questão de oferecer brindes que premeiam o empenho demonstrado em prol da defesa dos animais domésticos.