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Ano 2011

250 quilos de alimento para animais abandonados

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Sorgal doou 250 quilos de alimentos para animais, associando-se a trabalho de Área de Projeto de três turmas do 6º ano da EB 2/3 de S. Romão do Coronado.

As grandes embalagens de comida, os brinquedos e alguns tapetes velhos representavam apenas uma pequena parte do trabalho desenvolvido por três turmas do 6º ano da Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado. Estes bens foram doados pelos próprios alunos que escolheram como tema de Área de Projeto a problemática do abandono dos animais domésticos.

Depois de um trabalho que começou aquando do arranque do ano letivo, com pesquisas e elaboração de panfletos de sensibilização, a “cereja no topo do bolo” surgiu quando a empresa Sorgal tomou conhecimento do projeto. “Sensibilizados” com o tema, e por terem uma área de negócio ligada aos animais de estimação, os responsáveis da empresa resolveram associar-se aos alunos e doaram 250 quilogramas de alimento, que serão doados ao Centro de Recolha Oficial da Trofa (canil municipal).

Esta colaboração deixou os jovens “muito contentes”, pois viram “o seu trabalho reconhecido”, afirmou Ana Bazan, professora da disciplina de Área de Projeto. A satisfação alargou-se aos responsáveis da escola, como Rui Magalhães, adjunto do diretor. “O Grupo Soja Portugal, através da Sorgal e da Savinor, tem apoiado várias iniciativas que temos realizado. A escola é dinâmica e esta é só mais uma atividade que está inserida no Plano Anual”, explicou.

Para o administrador da Sorgal, João Pedro Azevedo, este trabalho “está dentro do ADN da empresa”, pelo que “não podia, de maneira nenhuma, ficar de fora”. “Quando tivemos conhecimento que havia um projeto ligado ao apadrinhamento de animais, ficámos muito sensibilizados, porque é uma área muito importante, ainda mais em época de crise, pois o abandono pode acentuar-se”, frisou.

Este apoio não é inédito na Sorgal, já que a empresa já “patrocina, dentro das suas possibilidades, alguns canis públicos, que não têm dinheiro”.

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Relativamente ao apoio que o Grupo Soja Portugal tem empregado na EB 2/3 de S. Romão do Coronado, o responsável justificou-o com “os trabalhos interessantes dos alunos”. “Como há canais de comunicação abertos, tomamos conhecimento e sentimos esta obrigação de ajudar, o que nos deixa muito satisfeitos”, asseverou.

Depois das atividades teóricas, os alunos empenham-se agora na venda de trabalhos práticos. Os fundos angariados vão reverter a favor do Centro de Recolha Oficial da Trofa e será utilizado “em esterilizações e tratamentos veterinários”, adiantou Ana Bazan.

Depois da apresentação do trabalho, os meninos não saíram de mãos a abanar. A Sorgal fez questão de oferecer brindes que premeiam o empenho demonstrado em prol da defesa dos animais domésticos.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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