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Ano 2011

23 anos depois Cenfim tem novo diretor

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 Na despedida depois de 23 anos de trabalho no Cenfim da Trofa, o diretor cessante Branco Rodrigues assiste à entrega de certificados do CNO da escola profissional.

Delfina Inês já ultrapassou o meio século de vida, mas a sua vontade de ultrapassar desafios dá-lhe um ar jovem e sonhador. A viver em S. Romão do Coronado, Delfina aceitou o desafio de voltar a estudar no Centro Novas Oportunidades (CNO) do núcleo da Trofa do Cenfim. Se noutros tempos a vida a obrigou a parar na 4ª classe, hoje, com o 9º ano concluído, Delfina Inês não fecha portas à possibilidade de expandir as suas competências ao nível do 12º. O desafio foi-lhe lançado por Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, e depois de um “acho que vou parar por aqui”, a formanda mudou de ideias: “Talvez. Se tiver oportunidade, porque não?”

Delfina foi uma das cerca de 50 pessoas que receberam o diploma de certificação no CNO do Cenfim da Trofa, no sábado.

O facto de ser de Viana do Castelo não impediu Miguel Lomba de concluir o 12º ano e agarrar a “oportunidade para melhorar” as suas qualificações. Este certificado vai contribuir para que Miguel evolua em termos de carreira e assim possa estar “mais bem preparado para encarar o mundo do trabalho”.

Joana Lima participou na entrega dos diplomas e falou da sua experiência pessoal – tirou o curso superior em horário pós-laboral – para incentivar os formandos a não desistirem de se qualificar, de ver certificadas as suas competências e a prosseguirem para a formação académica.

Já Branco Rodrigues aproveitou a ocasião para oficializar a sua saída do mundo do trabalho. Depois de 23 anos a trabalhar ao serviço do Cenfim, o ex-diretor da escola sente-se “um trofense honorário”, já que deu mais de 30 anos da sua vida à cidade, pois também trabalhou na já extinta Feruni.

A indústria “foi uma boa experiência” e a que serviu para abrir o núcleo da Trofa do Cenfim em 1988, que iria “dar formação profissional no setor da metalomecânica, que tinha desaparecido em 1975 com o ensino unificado”.

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Branco Rodrigues considerou que o Cenfim “evoluiu, atualizou-se e respondeu sempre às necessidades que as empresas lhe foram colocando”.

Apesar de sair com “o sentimento de dever cumprido”, o ex-diretor do Cenfim acredita que “tinha mais para dar”. “Mas, agora, a formação não pára. As pessoas vão ter que saber cada vez mais, porque o conhecimento evolui e as necessidades das pessoas com qualificação são maiores”, postulou.

Mesmo aposentado, Branco Rodrigues promete “estar em contacto com o mundo da formação”.

 

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António Luís é o sucessor de Branco Rodrigues e promete “dar continuidade ao trabalho” desenvolvido pelo ex-diretor, colocando “o formando em primeiro lugar”.

Depois de liderar as direções dos núcleos de Ermesinde e Amarante do Cenfim, António Luís vai tentar manter o padrão de qualidade atingido pela escola profissional na Trofa: “Pôr os valores da cidadania à frente, contribuir para a competitividade das empresas e a realização pessoal dos formandos”.

O primeiro projeto como diretor do Cenfim da Trofa é “reorganizar o espírito de grupo, no sentido de o conhecer e de tirar partido de cada especificidade de carácter que apresenta, para que, no futuro, dê o seu melhor”.

A premissa defendida será a de que “o formando deve sair com competência, atitude, vontade de vencer e com projetos de realização a prazo, porque, normalmente, a dificuldade de vencer na empresa passa, acima de tudo, pela atitude com que as pessoas têm”.

Licenciado em Engenharia Mecânica e natural de Penafiel, António Luís vai dirigir os núcleos do Cenfim da Trofa e Arcos de Valdevez.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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