Foi durante a presidência aberta na freguesia do Coronado, na manhã de quarta-feira, que Sérgio Humberto fez o anúncio: investimento de “cerca de 140 mil euros” para reparar a Estrada Nacional 318.

O presidente da Câmara Municipal afirmou, ao NT e à TrofaTv, que o executivo vai aproveitar o momento em que a Indaqua está a fazer uma intervenção junto ao cruzamento da Carriça para iniciar “uma obra paralela”, que resolva o problema do piso degradado “para os próximos 10 ou 15 anos”.

“Queremos aproveitar o facto de eles (Indaqua) terem que fazer a reposição do betão betuminoso para fazer uma obra desde o limite do concelho, perto do Parque de Avioso, até à Urbanização Industrial da Carriça. E ainda vamos ver se conseguimos alargar até à zona industrial do Soeiro. É uma obra que vai envolver águas pluviais, valetas, sarjetas, passeios, colocação de um piso de desgaste e do normal, com betão betuminoso”, afirmou o autarca, que salientou que a intervenção “ficará mais barata” por coincidir com a que a Indaqua está a fazer.

Mas o problema da EN 318 não se esgota naquele troço. Pelo menos no entender de José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado que, aproveitando a visita do executivo, fez saber que “é preocupação” o estado da via na zona de S. Romão e de algumas “ruas secundárias”, que “se degradam de dia para dia” e que necessitam de uma “intervenção rápida” para que se possa garantir uma “circulação com segurança”.

À questão dos maus cheiros provocados pela atividade da empresa Savinor, Sérgio Humberto informou o executivo do Coronado, que o processo para a resolução do problema “ainda não está fechado” e que sofreu algumas alterações desde a reunião de 13 de dezembro, em que sentou à mesa os responsáveis da empresa, da Águas do Noroeste e da Administração da Região Hidrográfica do Norte. Recorde-se que, nessa ocasião, a autarquia apontou “o primeiro trimestre de 2015” para o fim dos cheiros, com a diminuição da área das lagoas a céu aberto, de 3000 para 800 metros quadrados e pelo sistema “biológico” de tratamento de águas, num investimento de um milhão de euros por parte da Savinor. Sérgio Humberto referiu que, agora, a Savinor está disposta a aumentar o valor de investimento para um milhão e meio de euros com a “erradicação das lagoas”. No entanto, a “pedra no sapato” é o facto de a Águas do Noroeste não aceitar incumprimento no valor de substâncias emitidas para o ar, durante a descarga das águas residuais. “Reuni com o ministro do Ambiente e secretário de Estado para os sensibilizar para que haja um tratamento de exceção, relativamente aos pequenos valores que vão acima do permitido”, afirmou.

Durante a visita do executivo camarário, a Junta de Freguesia do Coronado aproveitou para a abertura da Praceta Agostinho Moreira da Silva, um espaço contíguo à Rua Vale do Coronado, perto da sede da Junta, em S. Mamede, que foi requalificado. “Conferimos outra dignidade ao espaço que se torna uma mais-valia para a população. Estamos só à espera do parecer da Comissão de Toponímia”, informou José Ferreira.

O autarca do Coronado também chamou a atenção do executivo camarário para “a necessidade de requalificar espaços degradados e de algumas obras que se iniciaram e ainda não foram concluídas”.

Autarquia quer “entregar” estradas nacionais
À margem da iniciativa, Sérgio Humberto revelou intenção de “entregar” a gestão das estradas nacionais 14, 104 e 318, que passaram para a jurisdição da Câmara Municipal, à Estradas de Portugal (EP). “A EP não está a cumprir aquilo que ficou assumido no contrato-programa, apesar de eu achar que este não era benéfico para qualquer município, concretamente a Trofa. Não foi uma boa desclassificação, com todos os requisitos que tinha, por isso queremos desclassificá-las e entregá-las para que a EP as requalifique porque nós não temos dinheiro”, adiantou o edil trofense, que adiantou que um estudo revelou que eram necessários “cinco milhões de euros” para reabilitar as vias.