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Edição 768

🎥 Muro de Abrigo inaugurou novas instalações

As novas instalações da Muro de Abrigo, situadas num terreno cedido pela Junta de Freguesia, permitirão receber 30 utentes no centro de dia e continuar a garantir o apoio domiciliário a 40 pessoas.

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Depois de um longo processo judicial, que a opôs à empresa responsável pela construção da nova sede, a Muro de Abrigo inaugurou aquele que será o novo centro de dia e de posto logístico para o apoio domiciliário que a associação presta diariamente.

Onze de junho de 2022 foi o dia que devia ter acontecido no outono de 2017, prazo previsto para a conclusão da empreitada da nova sede da Muro de Abrigo, orçada inicialmente em cerca de 200 mil euros. A alegria estampada nos rostos da presidente da instituição, Fátima Neves, e de todos os funcionários e colaboradores supera as dores de cabeça que o processo de construção ainda dá, devido a um diferendo com a empresa de construção modular, a quem foi adjudicado o projeto.

“Em 2016, assinamos o contrato com esta empresa, para ser mais barato e rápido. Achávamos que seria a melhor maneira de conseguirmos as nossas instalações de centro de dia. Em julho de 2017, instalaram aqui os módulos e não apareceram cá mais”, contou Fátima Neves, que recordou as palavras de “um funcionário da empresa”, que lhe garantiu que “a empresa não tinha intenções de acabar a obra”.
Perante o longo atraso da empreitada, a Muro de Abrigo acionou um processo judicial, que ainda corre no tribunal.
Mal foi decretada a resolução do contrato, foi possível assumir os trabalhos e, aí, surgiram os “santos da casa” que ajudaram na concretização do sonho. “Começamos a fazer a obra com as dádivas que nos chegaram, através da boa-vontade de muitas pessoas. Um deu a carpintaria, o outro deu a pichelaria, o outro deu a eletricidade. Realmente, aconteceu aqui um milagre”, desabafou Fátima Neves.

As novas instalações da Muro de Abrigo, situadas num terreno cedido pela Junta de Freguesia, permitirão receber 30 utentes no centro de dia e continuar a garantir o apoio domiciliário a 40 pessoas. A abertura desta valência está para breve, uma vez que o acordo com a Segurança Social já foi firmado. “Uma vez que concorremos ao Programa PARES, através do qual conseguimos ir buscar uma pequena quantia para suportar os custos da obra, temos a vantagem de conseguir o acordo automático com a Segurança Social”, explicou.
A instituição também conseguiu uma carrinha elétrica através dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e aguarda outro veículo, oriundo de uma candidatura ao Norte 2020.

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Memórias e Histórias da Trofa: Guintino de Sousa e Silva

Guintino (possivelmente Quintino, todavia é este o nome que consta no seu assento militar) tinha uma vida já bastante dura, perdera os seus pais ainda jovem, residia em S. Mamede do Coronado, mantendo apenas o apoio da irmã.

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Dizem os grandes nomes da arte de fazer história que a história não se repete e que tudo são meros atos isolados que surgem da vontade dos homens ou até mesmo da conjugação dos acontecimentos que encaminham para essa situação.Neste momento, na Europa de Leste trava-se uma guerra que parece…

 

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📷 Participação em novela reacende sonho de Pedro em representar

Ao fazer uma participação na mais recente novela da SIC, Pedro Xavier Sousa decidiu apostar na representação. Este trofense já tem um passado ligado ao mundo artístico, tendo participado em grandes produções de Filipe La Féria.

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Ao fazer uma participação na mais recente novela da SIC, Pedro Xavier Sousa decidiu apostar na representação. Este trofense já tem um passado ligado ao mundo artístico, tendo participado em grandes produções de Filipe La Féria.

Nos últimos dias, a nova novela da SIC contou com uma participação trofense. Pedro Xavier Sousa foi Jorge Santos, um dos guardas de serviço em “Lua de Mel”, participando ainda num momento de figuração no casamento das personagens Sandy e Zé Pedro e com direito a aparecer todas as semanas nas ruas de Penafiel e à porta do restaurante “Petisca-me”.
Já com vários anos de experiência, nos quais fez algumas participações em séries, filmes e publicidade, a maioria para produções internacionais, Pedro Xavier Sousa alimenta-se da paixão pelo entretenimento. Na Trofa, a maioria do público deve desconhecer que este artista, que em 2013 venceu um festival da canção na cidade, já fez parte de grandes produções de teatro, com a chancela de Filipe La Féria, como “Jesus Cristo Superstar”. Somaram-se quatro anos de trabalho artístico como cantor, bailarino e ator, no Teatro Rivoli. “Com Filipe La Féria participei em ‘Música no Coração’, ‘O Principezinho’, ‘Um Violino no Telhado’, ‘A Gaiola das Loucas’, ‘Alice no País das Maravilhas’, ‘O Feiticeiro de Oz’ e ‘Annie’”, enumerou, em entrevista ao NT.

O gosto pelo entretenimento, diz o trofense, “é hereditário”, associando-o ao pai, que “sempre gostou de cantar e dançar em ranchos folclóricos”. Pedro chegou também a integrar o Rancho das Lavradeiras da Trofa. “Com cinco anos comecei a dançar e aproveitava sempre para acompanhar com o canto. Na escola, participava em todos os eventos culturais e mesmo quando era olhado de lado, importei-me mais com a minha satisfação, que era entreter as pessoas. Dancei com vários cantores e trabalhei na Quinta da Malafaia, também como bailarino, até que, terminado o 12.º ano no curso tecnológico de administração, optei por voltar ao 10.º ano, mas no Balleteatro, num curso de dança. Nas audições, acabei por fazer também a de teatro e passei nas duas”, recordou.
Passaram-se dois anos e meio até ao salto para uma produção de Filipe La Féria, que deu início aos quatro anos que ditaram o melhor período da carreira de Pedro Xavier Sousa. “Todos os dias me sentia estimulado para dar o meu melhor. Tínhamos acesso e apoio técnico e pessoal do mais profissional que há em Portugal. E é claro que tínhamos o apoio de uma produção que trabalha como nunca vi. São verdadeiras máquinas no backstage e na preparação do melhor para o público”, confidenciou.
Antes, em 2003, tinha participado no lançamento da série A da Mercedes, no Mercado do Bolhão, e, mais atrás, em 1997, integrou a produção do filme “Fátima”.

Atualmente dedicado à animação de eventos, Pedro Xavier Sousa reacendeu o desejo de vingar na representação, com a participação na novela da SIC, e é nessa área que pretende “apostar”.
“Sei que é no palco que quero contar histórias, seja como Pedro Xavier, como ator, cantor ou bailarino. Fazer companhia, contar histórias… seja através de que meio for, se puder transmitir algo de bom, perfeito”, admitiu.
Pela frente, terá um longo caminho pela frente, já que, apesar de ser agenciado, perde por residir no Norte. “Basta perguntarmos nas escolas da Trofa quantas vezes os alunos vão ao teatro por ano ou até mesmo ao cinema. O que se faz na Trofa para promover a cultura? Em relação a mim próprio, aqui no Norte não há castings, não se fazem produções aqui, há muitas escola e a formação é muito boa, mas não há mercado. Concentra-se tudo, que é pouco, em Lisboa”, exprimiu.

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