Um golo de Reguila foi suficiente para o Trofense somar o primeiro triunfo na Liga Intercalar. Num jogo bem disputado, principalmente na etapa inicial, venceu a equipa que teve mais sorte.

 O Boavista continua a não se dar bem com os ares caseiros nesta Liga Intercalar. Depois de na primeira jornada terem sido derrotados na recepção ao Leixões (1-2), os axadrezados voltaram a vacilar e não deram seguimento à vitória da jornada passada.
Os primeiros 45 minutos de jogo foram disputados a bom ritmo. Apesar de estarem encaixadas tacticamente (os dois técnico jogaram em 4-3-3), os dois conjuntos conseguiam criar desequilíbrios e levar o perigo a ambas as balizas. Aos dez minutos de jogo, o Trofense já tinha desperdiçado duas oportunidades para inaugurar o marcador. Primeiro Carlos evitou o golo de Rui Borges e depois Milton do Ó não acertou na baliza, após cruzamento do lado direito.
Superados estes dois sustos, foi a vez do Boavista incomodar o «guardião» contrário, mas não foi mais feliz que o seu adversário. Depois de Olufemi ter avisado, o extremo-direito Laionel dispôs de duas boas oportunidades para marcar, uma delas soberana, onde não conseguiu emendar, à boca da baliza, um excelente cruzamento de Edgar. A saga das oportunidades desperdiçadas continuou, depois, na área contrária, com Rui Borges, novamente, cara a cara com Carlos, a rematar ao lado.
O único golo do jogo surgiu aos 52 minutos, com o recém-entrado Reguila a aproveitar a passividade da defensiva axadrezada, principalmente do lateral-esquerdo Gajic, para corresponder da melhor maneira a um cruzamento de Bessa. Embalada pelo golo, a equipa de Toni esteve muito perto de dilatar a vantagem, mas o guarda-redes Ricardo Neves (substituiu Carlos, ao intervalo) evitou o golo a Valdomiro.
A partir daqui, o Trofense baixou as suas linhas e deu a iniciativa de jogo ao Boavista, deixando (quase) todas as despesas atacantes para Fábio Paím.
Por seu turno, os boavisteiros lutaram muito para alterarem o rumo dos acontecimentos, mas, tirando um ou outro lance, nunca estiveram perto de chegar à igualdade.

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TREINADORES
JOVENS TÊM QUE TER ATITUDE DIFERENTE
No final do encontro, Jaime Pacheco estava algo desapontado com a postura em campo de alguns jovens jogadores do Boavista. O técnico axadrezado lançou alguns recados a estes atletas, salientando que "é preciso ter uma atitude diferente para se jogar no Boavista".
"Há aqui jogadores jovens que têm muita qualidade, mas que deixam algo a desejar quanto à sua postura no jogo. Os mais jovens não estão a dar o devido valor a estes jogos", afirmou Jaime Pacheco, realçando que "muitos outros jogadores davam tudo para estarem aqui".
"É neste tipo de jogos que se vê quem tem carácter para jogar com a camisola do Boavista. È preciso abordar estes jogos de forma séria, porque é aqui que eles podem ganhar o seu espaço na equipa", completou o líder da equipa boavisteira.
Relativamente ao jogo, que terminou com a derrota da sua equipa, Jaime Pacheco entende que "o resultado não foi justo". "Por aquilo que fizemos, não merecíamos a derrota. Pagamos alguma falta de experiência e de entrosamento", explicou o técnico axadrezado.
Do lado do Trofense, o técnico Toni estava satisfeito com a vitória, mas esse não foi o facto mais importante do jogo. "Demos oportunidade a alguns jovens do clube que estão a mostrar qualidades e nesse sentido, penso que cumprimos todos os objectivos para este jogo", referiu o líder da equipa da Trofa, para quem a importância da Liga Intercalar é clara: "É importante para os jogadores rodarem e serve para os jovens ganharem ritmo competitivo e impedir que os jogadores que estão impedidos de jogar para o campeonato não percam o ritmo", explicou Toni.

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FICHA

Boavista
Carlos (Ricardo Neves, aos 45 minutos); Ivo Pinto, Bruno Pinheiro, Rui Raínho e Gajic; Olufemi (Pedro Moreira, 45), Essame (Jaime, 45) e Ivan (João Reis, 68); Laionel (Djibril, 60), Hugo Monteiro e Edgar.
Treinador: Jaime Pacheco

Trofense
Vítor; Bessa, Milton do Ó (Marco, 79), Valdomiro e Fernando Dinis; Edú (Ribeiro, 64), Kazeem e Kika (Amândio, 60); Cascavel (Reguila, 45), Rui Borges e Vítor Hugo (Fábio Paím, 45).
Treinador: Toni

Árbitro: António Nogueira. Jogo disputado no Estádio do Pasteleira, no Porto. Ao intervalo: 0-0. Marcador: Reguila (52). Cartão Amarelo: Fábio Paím (55). reportagem Vasco Samouco/Norte desportivo