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Ano 2008

Vidro separador divide taxistas

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As opiniões dos motoristas divergem quanto à colocação de um vidro separador entre o condutor e os lugares de passageiros. A Associação de Defesa e Segurança dos Motoristas de Táxi do Porto defende que este é o único sistema capaz de garantir a segurança dos taxistas. O NT foi ouvir a opinião de alguns taxistas trofenses.

 

taxistas.jpgMuitas são as histórias vividas pelos taxistas e que espelham a insegurança desta profissão. Assaltos à mão armada, sequestros, roubos e até situações de passageiros que chegam ao destino e não pagam, fazem parte do dia-a-dia destes homens e mulheres que se arriscam a transportar qualquer desconhecido para destinos incertos. De noite ou de dia, o perigo está em cada passageiro diferente que transportam e o final da história só é conhecido quando chegam ao destino. "Temos de desconfiar de toda a gente, tanto vale ser bem, como mal vestido", afirmou Américo Azevedo, um taxista trofense.

A Associação de Defesa e Segurança dos Motoristas de Táxi do Porto defende a colocação de um vidro separador entre o condutor e os lugares de passageiros e dizem que este é o único sistema capaz de garantir a segurança dos taxistas. Contudo as opiniões dos motoristas divergem. O NT foi ouvir alguns taxistas trofenses e se uns concordam e fazem "de tudo para ter mais segurança", outros afirmam que o vidro separador, ou os aparelhos de vigilância "não vão evitar um assalto".

Américo Azevedo, acredita que todas estas medidas sejam "uma segurança", mas "depois de já estarmos mortos não adianta", afirmou.

Para este taxista trofense "o mais seguro era as pessoas entregarem-nos um documento de identificação, porque se for um malandro eles não querem fazer isso", explicou. Apesar das várias estratégias para evitar este tipo de assaltos, "a vida de taxista é sempre um risco". "Eu agora quando são distâncias grandes eu peço um determinado valor, antes, para pelo menos garantir o dinheiro para o gasóleo, porque nós não podemos confiar em ninguém, mas às vezes não tenho muita coragem para fazer isso. Isto é muito complicado" reiterou.

Já Paulo Pereira, acredita mais nos sistemas de segurança do que o colega de profissão e diz estar "sempre a favor destas medidas". "Se o Governo e a Câmara Municipal nos ajudassem a pagar, porque o vidro custa cerca de dois mil euros, eu colocaria no meu carro". No entanto aponta um problema: "Este carro é um mercedes e não dá para colocar o vidro, porque entre o condutor e o passageiro não há muito espaço. Mas se arranjar maneira de colocar o vidro, eu coloco", porque entre levar menos pessoas na viatura, e estar mais seguro, Paulo prefere a segurança. "Eu prefiro levar apenas três pessoas e ter mais segurança, porque hoje não sabemos quem metemos dentro do carro e como há tanto desemprego e falta de dinheiro, as pessoas desesperadas são capazes de fazer qualquer coisa", acrescentou.

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Apesar de ter o sistema Táxi Seguro, "o vidro é a melhor opção", considerou. "Com o sistema Taxi Seguro temos um botão de fácil acesso e podemos accionar sempre que estamos em perigo. Ao accionar o botão, através de satélite a PSP do Porto é alertada e localizam de imediato o meu carro e podem ajudar-me", explicou, mas "tudo o que seja para a minha segurança e a segurança dos meus clientes, o meu carro irá ser sempre um dos primeiros da Trofa a ter esse sistema".

Taxistas da Trofa reclamam falta de condições

A falta de espaços onde parar um taxi preocupa os taxistas trofenses. Junto estação de comboios, ao Hospital, ou mesmo junto ao mercado da feira, "nunca existe um taxi", afirmou Paulo Pereira, um taxista.

Depois da situação já ter sido comunicada "várias vezes à Câmara Municipal da Trofa", o assunto continua por resolver. Os taxistas reclamam lugares marcados junto aos principais pontos do concelho, onde as pessoas necessitam de uma viatura, porque "muitas pessoas até dizem que a Trofa nem parece uma cidade, quando querem um táxi, eles só existem na praça de táxis mesmo", afirmou o taxista.

O mesmo não podem dizer de um pedido feito à Junta de freguesia de S. Martinho de Bougado, que construiu junto à Praça de taxis, uma casa de banho para os motoristas. "E nós agradecemos, porque eramos obrigados a fazer as necessidades em qualquer sítio e no verão, com o calor, o cheiro aqui não se aguentava", explicou Paulo Pereira.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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