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Urgência do Hospital Tirsense não vai fechar

Urgência do Hospital Tirsense não vai fechar

O Ministro da Saúde, Correia de Campos assinou este sábado um protocolo, com seis Camaras Municipais, entre as quais se destaca Santo Tirso, para garantir a continuidade dos serviços de Urgência naquelas unidades.

Castro Fernandes em declarações ao NT mostrou-se visivelmente satisfeito com a solução encontrada

  O acordo entre a Câmara Municipal de Santo Tirso e o Ministério da Saúde, surge depois de ter sido dado como certo o encerramento dos serviços de Urgência hospitalar do concelho, no contexto da reorganização dos serviços de urgência e da requalificação de serviços e equipamentos de saúde. Na cerimónia de assinatura dos protocolos – presidida pelo Ministro da Saúde, Correia de Campos, e que se fazia acompanhar pelo Secretário de Estado da Saúde, pelos Presidentes das Administrações Regionais de Saúde e por outros altos quadros do ministério – assinaram também protocolos específicos os presidentes das Câmaras Municipais de Fafe, Espinho, Cantanhede, Macedo de Cavaleiros e Montijo.

No que se refere ao protocolo agora assinado entre o Município de Santo Tirso e o Ministério da Saúde resultou, segundo uma nota enviada à comunicação social pela autarquia Tirsense, "de um trabalho negocial de largos meses e desenvolvido ao mais alto nível entre o presidente da Câmara Municipal, Castro Fernandes, e o Ministério da Saúde, tendo como objectivo essencial melhorar a política de saúde no Concelho de Santo Tirso".

Em declarações ao NT, à margem da reunião da AMAVE, que decorreu esta segunda-feira na Câmara Municipal da Trofa, o edil tirsense "diz-se satisfeito com esta assinatura", "vamos ter um serviço de urgências básico que é muito importantes para este Hospital", ressalvou.

No documento assinado por Castro Fernandes, presidente da Camara Tirsense, pode ler-se que " a partir do dia 25 de Abril de 2007 será criado um Serviço de Urgência Básico, em Santo Tirso, "vinte e quatro horas por dia, no âmbito da Rede de Serviço de Urgências de Portugal e nos termos do Despacho Ministerial respectivo".

O protocolo diz também que a partir do dia 1 de Outubro de 2007 será colocada na Unidade Hospitalar de Santo Tirso uma ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) com tripulação profissionalizada de enfermeiro e técnico de ambulância de emergência".

Ficou ainda formalizada "a constituição de Unidades de Saúde Familiares (USF) em todos os Centros de Saúde do concelho, proporcionando à população as vantagens que lhes estão associadas, designadamente a melhoria no acesso aos cuidados de Saúde pela inter-substituição dos profissionais e pelos compromissos de melhores cuidados de saúde negociados e contidos nos respectivos contratos-programa".

Já os Centros de Saúde de Santo Tirso e Negrelos na área de influência da Unidade Hospitalar de Santo Tirso asseguram a sua actividade, designadamente em "consulta aberta" para dar resposta aos casos agudos não programáveis todos os dias úteis e aos fins-de-semana em horário que poderá ser alargado em função da procura e dos períodos sazonais.

O Ministro anunciou ainda no o âmbito da Rede de Cuidados Continuados, que o Distrito do Porto, terá maior oferta de cuidados continuados a partir de 2008.

A Câmara Municipal de Santo Tirso relembrou que "o encerramento da Urgência não fazia sentido tanto mais que, recorda, no passado dia 11 de Janeiro de 2007 o Governo aprovou o Decreto-Lei para a Criação do Centro Hospitalar do Médio Ave, agrupando os hospitais de Santo Tirso e Famalicão, sendo que a nova sede passará a funcionar no Hospital Conde de S. Bento, em Santo Tirso. Logo que o Decreto-Lei seja promulgado por Sua Excelência O Presidente da República, o novo Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Ave tomará posse".

Obras no Serviço de Cirurgia de Ambulatório

Em paralelo ao que ficou formalizado em protocolo, a Câmara Municipal de Santo Tirso informa que estão já a ser executadas obras no serviço de Cirurgia Ambulatória do Hospital Conde de S. Bento (Santo Tirso) "de mais de 1, 5 milhões de euros, depois de durante todo o período do Governo anterior não ter sido executada nenhuma obra no nosso hospital. Importa ainda referir que está previsto a assinatura, em data oportuna, de outros protocolos com vista à resolução dos problemas de Saúde no Concelho de Santo Tirso", afirmou a autarquia em comunicado.

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