O auditório da AEBA foi o local escolhido para o lançamento do Conselho Consultivo Pro Economia da Trofa, que tem como principal objetivo aconselhar o presidente da autarquia sobre as políticas públicas locais

Conselho Consultivo Pro Economia da Trofa – COPRE – é um “órgão consultivo” do presidente da Câmara Municipal da Trofa constituído pelos “principais empresários exportadores do concelho” para “o aconselhamento sobre políticas públicas locais, no âmbito da economia e do investimento, assim como no tocante às principais obras a lançar e a estudar para o desenvolvimento do concelho e a atração de investimento”.

A localização da nova ponte sobre o Rio Ave, a reivindicação da variante à EN 14, os investimentos 2014-2020, a localização dos Paços do Concelho ou a vinda do Metro para a Trofa são, segundo a autarquia, alguns dos assuntos a estudar por este grupo.

O COPRE é constituído pelos empresários José Manuel Fernandes (Frezite), Daniel Figueiredo (Mecanarte), Manuel Pontes (presidente da AEBA), Helena Maia (Sanimaia), Filipe Vilanova (Salsa), Luís Portela (Bial), Eurico Ferreira (Eurico Ferreira) e Adelino Silva (Metalogalva) e que foram escolhidos pelo presidente do COPRE, José Manuel Fernandes.

Na cerimónia de apresentação do Conselho Consultivo, que realizou-se nesta quarta-feira, 5 de fevereiro, no auditório da AEBA, Sérgio Humberto, presidente da Câmara Municipal da Trofa, afirmou que o COPRE é “constituído por um conjunto de empresários que tem provas dadas a nível pessoal e profissional”, com “experiência e o know-how”.

A apadrinhar a criação deste Conselho Consultivo esteve o presidente da CCDRN, Emídio Gomes, que tem “uma opinião muito positiva” sobre este órgão, uma vez que isto significa “a mudança do paradigma dos municípios e o seu direcionamento para a interação com aquilo que é a atividade produtiva dos concelhos”. “Parabéns ao Município da Trofa na criação deste COPRE, porque claramente é por aqui que os municípios serão avaliados no futuro pela sua capacidade de interagir com o tecido económico e a sua capacidade de ajudar a criar riqueza. Quando o país se direciona cada vez mais por imperativo para as questões da competitividade da internacionalização, este é um sinal muito positivo que seguramente será seguido por muitos outros municípios”, parabenizou.

Quanto ao “futuro Quadro Comunitário de Apoio”, Emídio Gomes declarou que este está “muito dirigido” para as questões de “competitividade, internacionalização e inovação”, sendo que “a Trofa e as indústrias aqui sediadas” vão beneficiar “muito dos apoios” deste Quadro. Já quanto às infraestruturas, o presidente da CCDRN tem “esperança que se encontre uma solução” para “a questão da variante”, que “preocupa este concelho”.

Conselho Pro Economia vai ajudar autarquia

O Conselho Consultivo vai reunir-se “periodicamente com o objetivo de traçar processos e projetos fundamentais para a Trofa”. “Perdemos um conjunto de oportunidades que não podemos voltar a perde-las no futuro. Houve tempo que foi perdido e nós temos que ter essa consciência, e nenhum concelho se consegue desenvolver de costas voltadas com os seus empresários. Os empresários trofenses já nos deram exemplo de fazer grandes coisas e de lançar-se à conquista nacional e internacional e é isso que o concelho da Trofa tem que fazer enquanto Município e autarquia”, acrescentou.

O edil trofense salientou que quer “os empresários envolvidos” e “pessoas com este know-how e com esta capacidade a ajudarem a Câmara Municipal a obter grandes vitórias no futuro”. Sérgio Humberto avançou que os membros do COPRE “não o vão surpreender”, devido à “capacidade com que identificam os problemas e aquilo que são as necessidades do concelho”.

Já o presidente do COPRE, José Manuel Fernandes, referiu que o Conselho vai contribuir com a sua “experiência, capacidade de informação em torno da economia global, muitas vezes até de lobby, que temos possibilidade de fazer pelo concelho”. O COPRE, segundo José Manuel Fernandes, vai “coordenar muita informação, visão estratégica e ajudar a presidência a ter a informação logo a partir da base da economia real, fazendo-a chegar o mais atempada possível a quem decide e a quem promove a gestão do concelho”.