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Edição 613

Um bom candidato autárquico

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Vamos ser chamados, muito brevemente, a emprestar o nosso voto aos autarcas de freguesia (assembleia de freguesia) e municipais (câmara e assembleia), pois aproxima-se a passos largos a data das eleições autárquicas 2017, que se vão realizar ainda este ano. No decorrer do próximo mês de outubro, os portugueses vão ser chamados a exercer, mais uma vez, o seu direito de voto.
Para melhor exercermos esse direito precisamos de conhecer minimamente os candidatos, precisamos de saber o que os faz mover, quais as suas ideias para a autarquia e as suas batalhas, o seu envolvimento na sociedade e na família, o seu nível de pensamento livre, o seu grau de distanciamento em relação aos outros poderes (principalmente ao poder económico e financeiro), o seu nível de cidadania e cultura democrática, a sua personalidade, o seu conhecimento técnico e político. E também a sua visão para o território.
É nas autarquias que o cidadão comum mais se revê e, mais espera e anseia, que os seus problemas do dia-a-dia sejam minimizados ou mesmo resolvidos. O autarca tem de ter sempre bem presente uma finalidade no pensamento e na ação, para poder ter sempre como primeira prioridade o ser humano. Por tudo isto é que o poder local é considerado o poder de proximidade.
Um bom candidato autárquico também tem de ser um cidadão exemplar e um político modelo. Para isso precisa de estar munido de instrumentos que o possam ajudar no seu dia-a-dia, para poder levar a cabo as tarefas que lhe são incumbidas, quer por lei, quer pela moral. Ou pelas exigências dos tempo atuais.
Um autarca depois de eleito fica vinculado ao cumprimento das suas promessas eleitorais, assim como ao cumprimento de determinados princípios, cuja violação poderá acarretar responsabilidade, seguramente política, mas também administrativa, penal e civil. De entre esses princípios destacam-se a defesa da legalidade e dos direitos dos cidadãos, a prossecução do interesse público, o correto funcionamento dos órgãos e o cumprimento dos deveres inerentes aos cargos de que sejam titulares, sem ser maquiavélico, nem sarcástico, nem prepotente. Os eleitores merecem o melhor!
É verdade que ao longo dos últimos anos de poder local, as suas competências e as exigências têm aumentado. Por isso, seja qual for o órgão para que se candidata, todos os lugares são importantes e exigem pessoas rigorosas, honestas, que tenham diversos saberes, sejam simpáticas e com boa capacidade de criar empatia, assim como um bom relacionamento interpessoal, com a sociedade civil, os apoiantes, os opositores e as entidades oficiais. Que aceitem e saibam lidar com as críticas!
Um bom candidato deve ter paixão pelo serviço público, deve considerar que a sua missão é servir e não servir-se. Não deve olhar para o lugar para que se candidata, como alternativa a nada. Também é importante que saiba estar no poder ou na oposição (em democracia é tão importante uma como outra), o que exige ter uma mente aberta e uma cultura democrática forte. Isto aprende-se e pratica-se!
Um candidato autárquico também precisa de ser um bom comunicador e, acima de tudo, um bom ouvinte, para entender o que os cidadãos desejam. Também tem de saber trabalhar em equipa e, no caso de gerir (pessoas, territórios e bens), a sua gestão tem de ser transparente, democrata, rigorosa e dialogante. Só assim é que um autarca pode ser pró-ativo e não reativo.
Parecem questões menores, mas não o são, pois vamos eleger candidatos que se propõem gerir a coisa pública (junta de freguesia ou câmara municipal) ou que nos vão representar nos órgãos fiscalizadores (assembleia de freguesia ou assembleia municipal). Que sejam eleitos os melhores!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Edição 613

Escolinha de Rugby promoveu convívio de mulheres

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Desengane-se quem pensa que o rugby é um desporto de homens. Para o provar a Escolinha de Rugby da Trofa organizou um convívio só com atletas femininas e convidou algumas mulheres para partilharem experiências, na noite de 7 de março, no Parque de Jogos da Ribeira, em Santiago de Bougado.
A ideia surgiu com o Dia Internacional da Mulher, mas o objetivo principal não era festejar a data. Daniela Vieira, da Escolinha de Rugby da Trofa, revela que a iniciativa de juntar atletas de todas as idades serviu para as “mais crescidas verem o testemunho que têm de dar às mais pequenas e as mais pequenas sentirem que têm a proteção e o apoio das mais crescidas”.
Para melhorar o convívio, a organização decidiu convidar várias mulheres que pertencem a empresas, instituições e organizações sociais que têm ajudado a Escolinha. “Serviu para as nossas atletas perceberem que, apesar da vida profissional e familiar, são mulheres que dedicam tempo a estas causas, ou seja, estão aqui para ajudar os outros”, salientou.

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Edição 613

“Cada treino e cada jogo é uma oportunidade de evoluir para todos”

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Com um pleno de vitórias na 1.ª Fase, as expectativas estão muito elevadas para o que a equipa de Sub-11 A do Clube Desportivo Trofense poderá fazer no apuramento de Campeão. O NT falou com o técnico António Bento para perceber que trabalho se desenvolve junto dos jovens que integram este escalão.

O Notícias da Trofa (NT): Como está a correr a temporada?
António Bento (AB): A temporada tem corrido muitíssimo bem, uma vez que levamos por vitórias os 13 jogos disputados, estando neste momento a iniciar a 2.ª fase para o apuramento de campeão. De realçar que nos classificamos em 1.º lugar, com mais de cem golos marcados e com apenas dez golos consentidos.

NT: Quais os objetivos na competição?
AB: Os objetivos vão para além da competição. Competimos para ser os melhores, mas competimos sobretudo connosco próprios. Cada treino e cada jogo é uma oportunidade de evoluir para todos. Queremos formar jovens ambiciosos e incentivamos a treinar com afinco, uma vez que o sucesso é uma consequência natural do trabalho.

NT: Quais as principais dificuldades neste escalão/competição?
AB: Neste escalão defrontamos equipas com um desenvolvimento maturacional mais avançado e por isso tornam o jogo mais físico do que técnico ou tático e isso não favorece o desenvolvimento harmonioso de um talento. No entanto, mais do que nos lamentarmos, transformamos as dificuldades em oportunidades e assentamos a nossa solução num jogar coletivo que se sobreponha a qualquer evidência individual.

NT: Com que aptidões os atletas se capacitam neste escalão?
AB: Neste escalão damos uma grande ênfase ao trabalho técnico, nomeadamente com Desafios Técnicos para os nossos atletas treinarem e colocarem em prática nos treinos e jogos. Para além do trabalho técnico referenciado, trabalhamos as noções de jogo coletivo que servem como pilares orientadores dos comportamentos a adotar em jogo. Assim, temos um lado técnico individual a trabalhar para um todo, entenda-se equipa. Também “treinamos”, com a Caderneta do Jogador CDT, a capacidade dos nossos atletas conciliarem o futebol e a escola. E neste longo processo formativo, começamos a semear o nosso ADN nos nossos atletas de forma a que, independentemente do escalão que observemos, identificamos o mesmo padrão de jogo e o mesmo padrão comportamental.

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