“O público em nossa casa tem que ser o 12º jogador”

  Na conferência de imprensa que sucedeu a partida com o Vitória de Setúbal, o técnico pediu “mais compreensão” aos adeptos e, numa entrevista recente, afirmou que “o público em casa tem que ser o 12º jogador”.

 

Tulipa já teve melhores dias com os adeptos do Trofense. Os últimos resultados da equipa e algumas opções desagradaram os simpatizantes do emblema que, sensibilizados com a posição frágil na tabela classificativa, fizeram-se ouvir com algumas críticas no jogo em casa com o Vitória de Setúbal.

Tulipa referiu que “a contestação a alguma opção terá que ser feita ao treinador e não em cada acção mal desenvolvida por um dos nossos atletas”.

O técnico considera que a equipa joga melhor fora de casa, já que “a obrigatoriedade em assumir o controlo e risco de jogo consiste à equipa que joga em casa, o que permite ao Trofense ganhar espaço para poder jogar em ataque rápido, que é o que se enquadra mais no contexto estrutural da equipa”.

E é por causa da “irregularidade” dos jogos em casa, que Tulipa considera a prestação da equipa no campeonato “intermitente”. Nos últimos quatro jogos perante o seu público, contra Paços de Ferreira, Naval, Estrela da Amadora e Vitória de Setúbal, o emblema apenas somou dois dos 12 pontos possíveis. Nessas partidas faltou “ser mais forte e mais feliz”. Os jogos contra o Paços e o Setúbal foram “os menos conseguidos” e “penalizantes em termos classificativos”.

Para rectificar o comportamento da equipa, Tulipa considera que é necessário “mais agressividade, concentração e qualidade no controlo do jogo”, rejeitando uma possível má utilização do sistema táctico. “Não concordo que o nosso problema advenha do sistema de jogo, já que isto define a disposição base da equipa e o conjunto de linhas orientadoras e não a dinâmica inerente ao jogo de futebol”, afirmou.

O treinador considera ainda que o número de pontos alcançados não reflecte o “potencial da equipa”, que “merecia uma melhor classificação”.

“Nesta fase deveríamos ter mais pontos para obtermos uma margem de erro mais ampla”, afirmou Tulipa que não deixou de recordar que na chegada à Trofa “tentou-se corrigir e reforçar que seria possível cumprir o objectivo delineado, que é a manutenção”.

Com uma assistência de cerca de cinco mil pessoas no último jogo em casa, Tulipa reforçou a necessidade do apoio dos adeptos: “Gostamos que os nossos adeptos compareçam, quer em casa quer fora, porque nas oito jornadas que faltam necessitamos também do seu estimulo e força para superar alguma adversidade que vamos ter de enfrentar”, sublinhou.

O técnico não prometeu a manutenção, mas sim “dedicação e trabalho no sentido de conquistar esse objectivo que se torna importante para o crescimento do clube ,da cidade, dos adeptos e simpatizantes”.

A equipa atravessa um período de interregno do campeonato e no reatamento tem uma viagem difícil à Madeira, onde vai defrontar o Marítimo, sétimo classificado da Liga Sagres.