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Edição 536

Trofenses na Volta a Portugal

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A correr, a massajar ou a vestir os campeões de cada etapa, o concelho da Trofa esteve representado na 77.ª Volta a Portugal em Bicicleta, que terminou a 9 de agosto com a consagração do bicampeão Gustavo Veloso.

“Não é uma classificação que me deixa satisfeito”. O ciclista trofense Daniel Silva, da Rádio Popular Boavista, não ficou satisfeito com o 8.º lugar da geral individual que obteve na 77.ª Volta a Portugal em Bicicleta, que terminou no domingo, 9 de agosto, com a consagração de Gustavo Veloso como bicampeão. O ciclista trofense ambicionava um lugar mais alto no pódio, por ser uma participação em que se sentia “mais forte”.

Ao ficar “doente” no dia de descanso, para Daniel foi “difícil ambicionar um lugar melhor no top10”. “Os últimos três dias da Volta foram um martírio para mim. Estava com tantas dores musculares que impediam-me de realizar as tarefas mais simples como vestir-me ou calçar-me”, enumerou.
Esta situação refletiu-se no contrarrelógio, que na sua opinião foi “mediano” – ficando em 24.º lugar a 2:14 minutos de Gustavo Veloso -, pois “esperava subir alguns lugares na classificação e isso não aconteceu”. “Para piorar ainda sofro uma queda na última etapa a três voltas do fim”, denotou.
Para Daniel Silva foi “totalmente legítimo” a equipa ter escolhido Rui Sousa como chefe de fila, uma vez que foi 2.º classificado no ano passado.

Celestino Pinho “trata das pernas”do bicampeão Gustavo Veloso

A 15 de dezembro de 2012, Celestino Pinho, morador em S. Mamede do Coronado, anunciou o fim da sua carreira de ciclista profissional, após se ter sagrado bicampeão nacional e vencedor da primeira Taça de Portugal de ciclocrosse, deixando no ar a hipótese de continuar ligado à modalidade. “Dois anos” depois de estar afastado da modalidade, o trofense foi convidado para fazer parte da equipa técnica da então OFM-Quinta da Lixa, agora W52/Quinta da Lixa, sendo responsável por “massajar” o espanhol Gustavo Veloso, Delio Fernández e Samuel Caldeira. Mas antes, Celestino Pinho tinha sido convidado para fazer parte de “uma equipa estrangeira”, sendo que “à última da hora o projeto acabou por não arrancar”. “Aceitei por ser uma equipa que já tinha ganho a Volta a Portugal e por continuar a ser a melhor equipa nacional. Estou muito contente, porque acima de tudo é uma família”, afirmou.

O ex-ciclista profissional asseverou que a “experiência tem corrido muito bem” e o facto de “ter corrido muitos anos e de ter feito algumas Voltas a Portugal, tornou tudo mais fácil”, desde o “trabalho e a ligação com os ciclistas”, com quem correu e tem “amizade de anos anteriores”.

Afonso Azevedo “veste” os vencedores da Volta


Foi protagonista da Volta a Portugal em Bicicleta enquanto ciclista e agora é um dos responsáveis por vestir os vencedores de cada categoria. Afonso Azevedo, natural de Santiago de Bougado, fez parte da equipa vencedora da Volta a Portugal em 2007 e no ano seguinte optou por “deixar de competir”. “Em 2010”, o também ex-ciclista Pedro Cardoso, responsável pela empresa, convidou-o “a ingressar nesta aventura que é a Pacto”. “Em 2010, 2011 e 2012, as coisas foram correndo bastante bem e entretanto entramos na Volta a Portugal a convite do diretor Joaquim Gomes”, contou, referindo que, “há três anos”, que são os responsáveis por confecionarem as camisolas que os vencedores de cada categoria recebem nas cerimónias protocolares no final de cada etapa e que usam no dia seguinte.
Afonso Azevedo contou que a aventura está “a correr bastante bem”, sendo que a Volta a Portugal em Bicicleta é “aproveitada ao máximo”, por ser “a monta e o que lhes dá mais visibilidade por causa dos media”, tendo tido “bastante aceitação” desde que começaram a colaborar com a prova e notado “um acréscimo na nossa empresa”.
A Pacto é responsável por fornecer três das seis equipas portuguesas profissionais: W52/Quinta da Lixa, Louletano-Ray Justa Energy e Team Tavira. Por essa razão, é com “um pouco mais de orgulho” que equipam a “equipa vencedora da Volta a Portugal e a mais forte”.
O bougadense assegura que o facto de terem estado “ligados ao ciclismo há vários anos” e de terem sido “ciclistas profissionais” deu-lhes “alguma sensibilidade nas questões de compreender aquilo que o atleta necessita”. Como exemplo apontou “os calções” que têm que ser uma peça “confortável e de ter uma boa proteção”, uma vez que “está muitas horas em contacto com o selim da bicicleta”. A escolha de “tecidos mais frescos” também é fundamental, uma vez que “em agosto estão 30º e muitos graus” e quando a “época começa em fevereiro estão 10º graus”.
Os responsáveis acompanham as partidas e chegadas da Volta a Portugal, levando consigo “sempre à volta de 150 a 200 camisolas”. Como “não sabem quem são os atletas que vão vestir as camisolas no final de cada etapa”, têm de reserva “sensivelmente 11 camisolas dos tamanhos XS, M e L”, sendo que “dificilmente algum atleta gaste o L ou até o M, porque nesta altura estão muito magros”. A final da etapa é a de “mais stress”, porque “após os atletas cortarem a meta, o colégio do comissário informa-os automaticamente quem são os respetivos líderes” e, até à cerimónia protocolar, têm “cerca de cinco minutos, dependendo do tempo televisivo, para fazer a estampagem imediata do nome da equipa”. “Não sabemos que equipa ganha, mas temos que ter tudo preparado para que quando o colégio de comissários nos informar dos respetivos líderes fazermos a estampagem no momento para estar tudo pronto para a cerimónia protocolar”, salientou.
Afonso recordou uma situação que ocorreu, este ano, durante a Volta a Portugal, quando “a um minuto da cerimónia protocolar tiveram que retificar” a camisola do líder da juventude, uma vez que o colégio de comissários tinha-os informado de que era “um ciclista italiano”, mas ao “confirmar pelas câmaras constaram que afinal não foi esse atleta” que ganhou. “A camisola já estava pronta para a cerimónia protocolar, mas tivemos que fazer tudo de novo outra vez. Deu para emendar”, recordou.

 

 

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Edição 536

Campeões de outrora aceleram no Coronado

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É apaixonado pelos carros, acompanha o desporto motorizado há muitos anos e tem saudades de ver antigas máquinas que fizeram campeões nas décadas de 70, 80 e 90? Então prepare-se para as voltar a ver a acelerar nas serras de Vilar de Luz, no Coronado, e de Covelas, a 31 de outubro. Pela primeira vez em Portugal, realiza-se um rali que reunirá os carros e pilotos mais emblemáticos da história do automobilismo dos últimos 40 anos. Deste tipo realizam-se por toda a Europa competições do tipo, como o RallyLegend e o Eifel Rally Festival.
A organização é da Xicane – organiza provas como o Motorshow Porto – e conta com a parceria da Junta de Freguesia do Coronado e do Clube Automóvel de Santo Tirso (CAST). A prova está já calendarizada pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting e tem carácter de exclusividade, uma vez que as inscrições serão feitas por convite e por candidatura (sujeita a aprovação), até um máximo de 50 equipas.
Terá como centro nevrálgico a estação ferroviária de S. Romão do Coronado e contará com seis provas especiais ou duas classificativas – S. Romão do Coronado (8,20 quilómetros) e Serra (6,65 quilómetros) – que se repetirão por três vezes, perfazendo perto de 50 quilómetros disputados ao cronómetro, a que correspondem cerca de 80 quilómetros de percurso total.
José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado, afirmou que “este rally está a despertar muita curiosidade pela ousadia e pelo facto de ser um acontecimento inédito no desporto automóvel nacional”. “Enquanto Junta de Freguesia, estamos empenhados na realização desta prova para que, mais uma vez, estejam reunidas condições para atrairmos turistas à Vila do Coronado. Estou convencido que assim será e que iremos receber muita gente de fora”, sublinhou o autarca.
Recorde-se que, em 2014, as ruas do Coronado foram palco do Rali dos Patrocinadores. Desta vez, a prova tem outros moldes e será afastada do centro urbano, privilegiando a montanha.

“Que seja a primeira de muitas edições”
A Xicane tinha intenção de avançar com uma iniciativa deste tipo “há sete anos”, mas só agora se reuniram condições para a realizar. “Tal como apoiou o último rali que recebeu o ano passado, a Junta de Freguesia dispôs meios logísticos e angariação de parceiros que apoiarão financeiramente a prova”, explicou Pedro Ortigão, responsável pela Xicane, a propósito da parceria com o executivo do Coronado. E por ter “assumido o risco” de “avançar com a primeira edição” do RallySpirit, a freguesia merece o “compromisso ético” da entidade promotora de que “a prova estará sempre centralizada no Coronado nos próximos anos”. “Nunca abandonaremos quem nos apoiou no início”, sublinhou Pedro Ortigão.
O responsável admitiu a dificuldade de se promover uma competição com estas características, uma vez que envolve a participação de carros “que é difícil trazer à rua”, pelo “valor patrimonial e sentimental que têm para os colecionadores e proprietários”.
Mesmo assim, já há confirmações (ver caixa) da participação de máquinas que fizeram furor noutros tempos e até “há já contactos com o estrangeiro”, divulgou Carlos Guimarães, presidente do CAST. “Acho que é a primeira vez que um rali começa a ser falado tão cedo. Está a movimentar muitas pessoas, inclusive pilotos”, afiançou.
A organização quer que o rali “seja idêntico aos que se realizavam nas últimas décadas” e por isso o troço também foi a pensar nisso, “tendo diferenças de piso”.
O RallySpirit terá ainda um espaço especial para que o público contacte com os pilotos e está a ser estudada a possibilidade de “deslocá-lo de autocarro do centro nevrálgico ao local das provas especiais”.

“Máquinas” já confirmadas


Passou pelo Campeonato Mundial de Ralis de Grupo N, em 1992, e um ano antes tinha acelerado no Campeonato Nacional de Ralis. O Ford Sierra RS Cosworth 4-4 foi uma das presenças confirmadas pela organização do RallySpirit.
O mesmo se pode dizer da “Qatrelle”, um Renaul 4GTL, que participou em dez ralis do WRC. Será pilotado por Pinto dos Santos.
Já Hélder e Filipe Oliveira vão levar um Lancia Delta Integrale 16 V, que pertenceu à equipa italiana Martini Racing e que, no passado, foi guiado pelo tetracampeão do Mundo de Ralis, Juha Kankkunen.
O RallySpirit vai ainda ter nos trilhos do Coronado o Ford Escort MK II de Gonçalo Figueiroa.

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Edição 536

Cidai prepara-se para receber Festa de S. Gens

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A tradição da festa religiosa, que se prolonga há mais de 60 anos, e que inclui a peregrinação e missa de S. Gens. No domingo, 6 de agosto, a manhã começa com uma missa, seguindo-se a peregrinação do facho até ao santuário e como o dia é dedicado a S. Gens, pelas 11.30 horas decorre a missa solene. É também durante a tarde de domingo, que se realiza o Festival de Folclore Bougado 2015, promovido pelo Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado e que, além do anfitrião, conta com a atuação do Grupo Folclórico e Etnográfico da Associação Recreativa e Cultural de Cova do Ouro e Serra da Rocha, de Coimbra, do Grupo Folclórico de Santa Cruz de Vila Meã, de Amarante, do Rancho Folclórico Recreativo e Cultural “As Florinhas de Rio Meão”, de Santa Maria da Feira, e do Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa Conde, de Guimarães. Já há alguns anos que o festival se realiza durante as festas de S. Gens, fruto da parceria estabelecida entre a comissão de festas e o Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado, para “encurtar as despesas” e animar todos os presentes, esclareceu Manuel Ramalho, responsável pela organização das festas.

Mas antes, o dia 5 de setembro é dedicado a Nossa Senhora da Alegria, celebrando-se uma missa solenizada.

No dia 21, Dia da Gente do Mar, são esperados muitos peregrinos e cerca de “30 a 40 autocarros, cheios de pessoas de várias zonas do País que se mobilizam até ao Monte de S. Gens, quer seja para cumprir promessa ou simplesmente por fé”, adiantou o responsável.

Manuel Ramalho realçou o facto de a comissão de festas não ter praticamente despesas a organizar o certame, sendo que as únicas verbas gastas são canalizadas nas obras de requalificação do espaço para receber cada vez melhor os romeiros e peregrinos.

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