Lisboa acolheu a 2ª edição da corrida mais louca do mundo da Red Bull que contou com a participação de três equipas trofenses. Love Boat, Wildcats e Barca Louka desfilaram no Parque Eduardo VII com muita originalidade.

Os olhares curiosos dos 60 mil espectadores que estavam no Parque Eduardo VII, em Lisboa, no dia 4 de setembro, faziam antever um dia com muita diversão. Era o dia da corrida mais louca do mundo, patrocinada pela Red Bull.

A Trofa não podia deixar de estar presente nesta iniciativa e fez-se representar por três equipas para mostrar a originalidade trofense: Love Boat, Wildcats e Barca Louka.

“Isto é o barco do amor e vamos construi-lo com muito amor. Vai ser um amor de corrida”. Foi desta forma que os criadores do Love Boat (Barco do Amor, em português) se apresentaram ao O notícias da Trofa. São aproximadamente dez os elementos envolvidos na construção deste protótipo, uns de S. Romão do Coronado e outros do Muro e de Guidões.

Esta é a segunda vez que esta equipa participa na corrida da Red Bull. Já participaram em 2004 no Flugtag, dia de voo, com uma abelha, e desta vez vão participar com o barco do amor. “Sempre que aparecem eventos da Red Bull, nós gostamos de participar e desta vez não foi exceção. Como não vamos saltar para a água, decidimos levar um barco”, adiantou um dos elementos da equipa.

A menos de 48 horas da prova, o Love Boat parecia longe de estar concluído. Havia ainda muito trabalho pela frente, mas os criadores do protótipo não estavam minimamente preocupados. Acreditavam, piamente, que no “domingo (dia da prova) por volta das 12 horas”, o barco estaria pronto.

O objetivo da equipa não era ganhar a prova, mas “divertirem-se muito”. “Tencionamos ter o melhor acidente do dia. Vamos levar connosco não uma mala de primeiros socorros mas um bombeiro”, afirmou, referindo-se a um dos elementos do grupo.

Desengane-se quem julga que estas atividades são coisas de homens. As meninas pertencentes a este grupo de amigos decidiram também elas participar na corrida com o carro das Wildcats. “Este é o carro da Penélope da Wacky Races, das Wildcats, que somos nós. Temos a Vânia Louro, a copiloto, Sofia Costa, as mecânicas Vera e Ana Maia e eu que sou a piloto”, afirmou Diana Costa.

Inspiraram-se nas Wacky Races, desenhos animados que marcaram as suas infâncias, e decidiram criar este carro em homenagem à Penélope. Este é um carro mais feminino, mas igualmente divertido. Apresenta-se sob a forma de lábios, em tons de cor de rosa e vermelho.

Duas semanas foi o tempo necessário para a construção deste protótipo que foi realizado essencialmente com “materiais reciclados”. “Fomos buscar ferro e esponja para moldar o carro”, relembrou a piloto.

Medo é coisa que não assiste a este grupo de jovens. “Eu estou confiante. O meu pai diz que eu não vou passar da primeira curva, mas espero chegar ao fim e trazer o carro para andar com ele nos montes”, garantiu Diana, com uma ponta de ironia por entre as gargalhadas.

Para completar o leque de equipas trofenses na corrida mais louca do mundo, a Barca Louka juntou-se ao Love Boat e às Wildcats e “navegou” até Lisboa. “A ideia surgiu entre um grupo de amigos, que normalmente se junta para falar de vários assuntos, até de carros de rolamentos, e foi aí que surgiu a ideia de participar neste concurso da Red Bull. Inicialmente, pensámos fazer o carro dos Flinstones, mas depois amadurecemos a ideia e decidimos fazer a caravela portuguesa à qual demos o nome de Barca Louca”, adiantou Augusto Ferreira um dos elementos da equipa.

A construção deste “carro-barco” obedeceu a três materiais: “Madeira, ferro e plástico”. Mas tal como nas outras equipas, nesta também não faltou diversão. A decoração do barco levou “manchas negras pela caravela toda” para dar a ideia de “vaca louca”.

A equipa feminina terminou na 11ª posição e foi a melhor classificada das três. Já os marinheiros da Barca Louka ficaram no 25º lugar. O Barco do Amor cortou a meta no 42º posto, num total de 62 finalistas.

 

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