Um golo de Pinheiro, de grande penalidade, valeu ao Trofense a sexta vitória em casa e o primeiro lugar na Liga de Honra de futebol, ao derrotar o Portimonense por 1-0, em partida da 15ª jornada da prova.

     A formação da Trofa consegue assim chegar ao final da primeira volta à frente da Liga de Honra, mas teve de sofrer muito para levar de vencia o Portimonense, equipa que luta para fugir aos lugares de despromoção.

    Perante uma equipa que com o passar dos minutos foi se contentando com o nulo, o Trofense acabou por chegar ao golo já na recta final do encontro, através de Pinheiro, na conversão de uma grande penalidade.

    Depois de um fraco início de jogo, só aos 20 minutos é que a equipa da casa, que ainda não perdeu no seu estádio, criou o primeiro lance de perigo, por intermédio de André Barreto.

    Após este lance, os anfitriões despertaram e pressionaram mais a defesa contrária, enquanto o Portimonense, que continua sem vencer fora, só aos 30 minutos criou o seu primeiro lance de algum perigo.

    O melhor lance do encontro ocorreu aos 66 minutos, num lance individual de Pinheiro, mas o seu remate cruzado foi travado pelo guarda-redes contrário.

O treinador do Portimonense, Vítor Pontes, lançou, hoje, críticas ao futebol português, após o encontro entre os algarvios e o Trofense, no qual foi marcada uma grande penalidade que sentenciou o resultado (1-0).

    "Viemos à Trofa tentar a vitória, respeitando o valor do Trofense, porque também queremos ser respeitados. O Portimonense não merece estar onde está (último lugar da tabela com 9 pontos), é indigna e injusta a forma como perdemos, mas há pessoas no futebol português que não nos deixam sair de lá de baixo", disse Vítor Pontes, que preferiu não referir nomes, justificando: "Não quero ser castigado".

    O Portimonense perdeu na casa do Trofense, que alcançou a vitória através de um golo marcado de grande penalidade, por Pinheiro, aos 85 minutos, a castigar mão na pequena área de Miguel Ângelo.

    Mas a leitura do lance feita pelo árbitro da partida, João Ferreira, não convence o técnico visitante, que revelou: "Os meus jogadores estão a chorar no balneário. Somos profissionais dignos, mas há pessoas que estão a mais no futebol".

    A consternação de Vítor Pontes contrastava com o sorriso nos lábios do treinador do Trofense, António Conceição, para quem a "vitória justa" não deve retirar "mérito ao adversário", porque o técnico acredita: "O Portimonense não merece estar nesta situação e provou hoje que tem hipóteses de lutar".

    Apesar de ser líder, o treinador do Trofense mantém o discurso cauteloso: "Ainda não somos campeões de nada. Definimos uma meta no início do campeonato, que era fazer um jogo após outro e garantir a manutenção, e a nossa filosofia continua a ser essa, sem euforias".

    A equipa de António Conceição segue para a segunda volta do campeonato em primeiro lugar na tabela. O golo do Feirense, que jogava ao mesmo tempo que Trofense e Portimonense, no terreno do Rio Ave, adversário directo da equipa da Trofa, foi festejado no balneário por técnico e dirigentes trofenses como se de um golo da casa se tratasse.

Ficha do Jogo

    Jogo disputado no estádio do Clube Desportivo Trofense, na Trofa.

    Trofense – Portimonense, 1-0.

    Ao intervalo: 0-0.

    Marcador:

    1-0, Pinheiro, 85 minutos.

   

    Equipas:

    – Trofense: Paulo Pontes, Zamorano, Valdomiro, Milton do Ó, Nuno Pinto, Pinheiro (Edu, 89), André Barreto, Paim, Edu Souza, Rui Borges I (Reguila, 54) e Paulo Sérgio (Kazeem, 63).

    (Suplentes: Vítor, Edu, Reguila, Ribeiro, Bessa, Kazeem e Idalécio).

    – Portimonense: Mário Felgueiras, Ricardo Pessoa, Nuno André, Miguel Ângelo, Emídio Rafael (Mamadou, 90), Nuno Coelho, Diogo, Tchomogo, Rafael Freitas (Gonzalo, 86), Tarantini e Paulo Sérgio (Maxi Bevacqua, 75).

    (Suplentes: Nuno Ricardo, Mamadou, Gonzalo, Pimenta, Maxi Bevacqua, Codó e Carlitos).

   

    Árbitro: João Ferreira (Setúbal).

    Acção disciplinar: Cartão amarelo para Paulo Sérgio (20), Emídio Rafael (31), Kazeem (69), Rafael Freitas (80) e Miguel Ângelo (84).

    Assistência: cerca de 1.600 espectadores.