No regresso de Rui Duarte, antigo técnico do Farense, ao São Luís, as duas equipas, ambas a jogar com esquemas de três centrais, proporcionaram um período inicial muito repartido e sem perigo.

Com o lateral Loide Augusto a assumir, em condução a partir da direita, a maioria das ações ofensivas algarvias, o Farense começou a assumir um ligeiro ascendente, com remates perigosos de Pedro Henrique (18) e Abner (23).

Na resposta, o futebol do Trofense, mais paciente, passava sempre pelos pés do médio-ofensivo Bruno Almeida, autor de um ‘tiro’ ao lado na ‘ressaca’ de um corte incompleto de Robson (26).

Aos 27, Pedro Henrique, em esforço, na pequena área, desviou levemente a bola para fora, mas até ao intervalo, foi a equipa de Rui Duarte que criou os melhores lances de perigo, novamente pelos pés do seu número ’10’, Bruno Almeida, testando duas vezes os reflexos de Ricardo Velho (41 e 43).

O Farense começou a segunda parte completamente ‘por cima’ do adversário, somando várias ocasiões no espaço de 15 minutos: Mancha viu o seu cabeceamento ser cortado sobre a linha de baliza por Keffel (49) e Pedro Henrique falhou incrivelmente o desvio ao segundo poste, após canto, com a baliza à mercê (58).

Instalado no meio-campo adversário, o conjunto algarvio chegou finalmente à vantagem, à passagem dos 76 minutos, após jogada na direita de Loide Augusto, que assistiu Mica para um remate em jeito ao poste mais distante, sem hipóteses para Rogério Santos.