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Ano 2011

Trofense não subiu de divisão

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O Trofense venceu o Santa Clara em Ponta Delgada por 1-0, na 30ª e última jornada da Liga de Honra de futebol, mas falhou a subida à Liga principal, porque o Gil Vicente ganhou ao CD Fátima por 2-1.

Uma semana depois de o Feirense ter garantido a promoção, o campeonato acabou com o Gil Vicente como campeão, com os mesmos 55 pontos da equipa de Santa Maria da Feira, e o Trofense no “maldito” terceiro lugar, com 54.

O primeiro remate do jogo de Ponta Delgada pertenceu ao Trofense, logo no primeiro minuto, com Chico a atirar em posição frontal para a baliza de Filipe Mendes, que só à segunda conseguiu agarrar a bola e evitar que o marcador fosse inaugurado.

Ainda antes dos 10 minutos de jogo, Zé Manel também tentou a sorte: sozinho, pela esquerda, rematou rasteiro para o lado direito da baliza de Filipe Mendes, mas a bola passou por pouco ao lado do poste.

A resposta do Santa Clara surgiu aos 24 minutos, através de Platini, que rematou forte da direita, valendo aos visitantes a intervenção de Marco, que desviou a bola com a mão, fazendo-a ainda tocar na trave da baliza.

O único golo do jogo surgiu aos 32 minutos, fruto de uma desatenção do guardião do Santa Clara, que, depois de Vítor Alves lhe atrasar a bola, deixou-a escapar por cima do pé e, apesar do esforço realizado, já não conseguiu evitar que ela entrasse na sua baliza.

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Ainda antes do intervalo, a melhor oportunidade para o Santa Clara surgiu na sequência de um cruzamento da direita de Monteiro, que Moreira, sozinho na área, concluiu com um remate de cabeça por cima da baliza de Marco.

As equipas reentraram para a segunda parte sem grande vivacidade e o primeiro lance de perigo surgiu aos 67 minutos, para os locais, através do suplente Pacheco, que fez a bola passar por cima da baliza adversária na marcação de um livre da direita.

Aos 75 minutos, Vítor Alves falhou uma interceção de cabeça na área e Chico, só com Filipe Mendes na frente, rematou por cima da trave da baliza local.

O jogo da 30ª e última jornada terminou com a vitória do Trofense sobre o Santa Clara por 1-0, mas o triunfo teve sabor amargo, pois a equipa da Trofa, que estava dependente do resultado do Gil Vicente, falhou a subida à primeira Liga.

Jogo no Estádio de São Miguel.

Santa Clara – Trofense, 0-1.

Ao intervalo: 0-1.

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0-1, Filipe Mendes, 32 minutos (na própria baliza).

Equipas:

– Santa Clara: Filipe Mendes, Diogo Silva, Vítor Alves, Edgar, Nélson, Platini (Brigues, 75), Ricardo Dias, Renato (Pacheco, 54), Gabi, Monteiro e Moreira (Fajardo, 54).

(Suplentes: Ney, Brigues, Pacheco, Fabeta, Tó Miguel, Fajardo e Ilic).

– Trofense: Marco, Gêgê, Varela, Pedro Ribeiro, Igor, Moreilândia, Tiago, Licá (Filipe Gonçalves, 86), Zé Manel, Nildo (Ricardo Nunes, 90+2) e Chico (Reguila, 84).

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(Suplentes: Alex Alves, Caicó, Filipe Gonçalves, Moustapha, Reguila, Santos e RicardoNunes).

Árbitro: Paulo Batista (Portalegre).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Monteiro (51), Nildo (57), Diogo Silva (62), Ricardo Dias (70 e 71). Cartão vermelho para Ricardo Dias (71), por acumulação de advertências com o amarelo.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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