quant
Fique ligado

Edição 437

Trofa Solidária é um “projeto inovador” no País

Publicado

em

 

Apresentação da plataforma digital e a assinatura de protocolos entre a Câmara Municipal da Trofa e quatro instituições de solidariedade marcam o pontapé de saída do projeto “inovador” Trofa Solidária.

Já imaginou uma plataforma digital, onde pode consultar os pedidos de ajudas de famílias e as carências das instituições de solidariedade social de forma a poder ajudá-las com donativos ou trabalho voluntário? A partir de segunda-feira, 2 de setembro, esta plataforma é uma realidade para o concelho da Trofa.

A Câmara Municipal, a Muro de Abrigo, ASAS (Associação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso), a delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa e a Santa Casa da Misericórdia da Trofa assinaram um protocolo para o início de um projeto “inovador” no País. Trofa Solidária, nome atribuído ao projeto, é uma “base digital” que permite que todos os parceiros trabalhem em “uníssono”, evitando assim que haja “duplicações de auxílios”. Através desta plataforma, a comunidade vai ficar a saber o que existe em cada instituição e o que esta necessita para continuar a desenvolver a sua missão, bem como consultar apelos de famílias para determinada ajuda que necessita. Além disso, haverá uma parte destinada aos munícipes, onde estes podem contribuir com qualquer bem, quer seja alimentar, roupa e calçado, livros, entre outros. “No fundo trata-se de todos porem em comum aquilo que têm, de nós sabermos em termos imediatos e online aquilo que cada um tem e poder distribuí-los por quem deles necessitem da melhor maneira, com os técnicos a trabalhar as situações e a verificarem as necessidades que existem”, explicou Magalhães Moreira, vice-presidente e vereador do Pelouro da Ação Social da Câmara Municipal Trofa.

Para Magalhães Moreira, a plataforma vai pôr “todas as Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) do concelho e todos os trofenses que queiram colaborar na área social a fazê-lo de uma maneira transparente, clara e que permita saber a quem estão a dar” as dádivas.

Antes do arranque do projeto houve um “trabalho prévio”, onde foram abordadas “todas as comissões sociais de freguesia, todas as conferências vicentinas, todas as IPSS, Lions Clube e Rotary Club da Trofa, que, apesar de terem “gostado do projeto”, não quiseram aderir por “não ser a melhor altura”. No futuro, o vice-presidente espera que o projeto seja alargado a “todas as instituições”.

Magalhães Moreira denotou que o projeto é “inovador” em “muitos aspetos” e, os “mais importantes” são a “transparência” e a “possibilidade de qualquer pessoa, mesmo individualmente, poder interferir e ajudar”. A privacidade das pessoas está “ressalvada”, uma vez que o acesso à informação +e “livre até determinado ponto”. Devido às várias ferramentas desta plataforma, Magalhães Moreira está convicto de que “seja quem for que ganhe as eleições tem a melhor ferramenta que existe no País para fazer solidariedade a sério num concelho”. “Se conseguirmos pormos todas as instituições e a generalidade da população da Trofa a ir a esta plataforma e a trabalhar com ela, acho que será minorada e a única maneira de resolver os problemas sociais que existem neste momento e que cada vez tendem a agudizar-se no nosso concelho. Porque a Câmara e o Governo por si só não conseguem dar vazão aos pedidos que lhes são feitos e às carências que existem. Tem que ser a sociedade civil assim unida, de uma forma clara em que todos possam ver o que é posto à disposição e como é dado”, concluiu.

Para Helena Oliveira, presidente da ASAS, este projeto tem “grande importância”, pois as instituições estão “todas interligadas com os próprios cidadãos”, sendo possível verificar “àquilo que podemos fazer uns pelos outros: os que têm para dar e os que necessitam de receber”. “Nós, por exemplo, temos um projeto na área da toxicodependência, de ex-toxicodependentes. Será bom, por exemplo, a nível de reinserção social, que estejamos em contacto com os munícipes e que tenham visibilidade do projeto, vejam que essas pessoas podem vir a ser úteis em qualquer campo”, referiu.

Publicidade

Já Fátima Silva, presidente da Muro de Abrigo, contou que a ideia principal do projeto “já está a funcionar um bocadinho” em parceria com a Loja Social, onde também são parceiros, mas “sem esta solidez que se está a dar” agora com a criação deste projeto e a assinatura de protocolos. Fátima Silva contou que neste momento a associação está a “comprar alimentos para poder distribuir”, uma vez que os “pedidos são muitos e as necessidades cada vez vão aumentando mais” e a Muro de Abrigo não tem essa capacidade. “Se calhar se tivermos isto online, as pessoas percebem que é preciso arroz, massa ou uma botija de gás e mandam, sabendo para quem é que estão a dar as coisas”, exemplificou. 

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Edição 437

ADAPTA é um exercício de Cidadania

Publicado

em

Por

 Uma comunidade que revela a sua cultura e prosperidade na expressão paisagística da extensão do seu território, que se abrange com um lance de vista é uma comunidade que se preocupa com a sua qualidade de vida. Um território bem tratado, paisagisticamente expressivo e acolhedor é um valor, não só pela felicidade que proporciona a quem nele vive ou visita, mas também pela racionalidade subjacente à utilização dos espaços, funcionalmente organizada e esteticamente perfeita.

A paisagem é uma interação entre o mundo e o sujeito e dá lugar ao belo natural, que se traduz na relação de harmonia entre a comunidade e o seu território. É o fenómeno espacial no tempo do individuo, que dá alma a uma comunidade através da imagem frondosa das matas, das sebes e cortinas arbóreas nas margens dos caminhos, das orlas dos maciços arbóreos dos cursos de água regularizados e despoluídos, do enquadramento dos aglomerados urbanos e do equilíbrio compósito das suas silhuetas.

Quando se abre uma janela à banalidade de um quotidiano de uma cidade sitiada por cimento, há gestos bem simples, aqueles que se aprendem no tempo imemorial da natureza, pois para preservar a felicidade da memória de uma comunidade é preciso deslumbrar uma estética paisagística no sentido pleno. É pouco provável que uma comunidade seja feliz sem ter o deslumbramento duma bela paisagem constituída por vários elementos que formem um conjunto com sentido útil e com expressão estética.

A preservação do ambiente e do património significa um compromisso com a vida das pessoas. É um desafio constante a procura da harmonia entre a planificação territorial e a iniciativa individual de proprietários e empresários para usufruírem do melhor rendimento da sua propriedade, respeitando os princípios do urbanismo. O planeamento do território, nas suas vertentes rústica e urbana é o alicerce de toda a prática municipal e está na sua razão de ser. A imagem do município é o resultado de conceitos e ideias aplicadas à construção do espaço edificado e da paisagem.

Para a defesa desta harmonia, e não só, nasceu em dezembro de 2000 a ADAPTA – Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa, que no artigo 2.º dos seus Estatutos está gravada a sua missão: “… para defesa, conservação e melhoria do ambiente e do património natural e construído na região da Trofa, numa perspetiva do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida das populações, segundo as vertentes da educação, informação, formação e intervenção…”. A ADAPTA defende o património construído enquanto memória de um passado, mas também a preservação do património natural nas suas diversas vertentes.

O que fazemos pelo ambiente e pelo património é apenas um reflexo do que fazemos, a nós e aos outros, por isso é que o ato de Cidadania não é só dizer que o caminho, o lugar, o rio estão sujos é também ajudar a limpá-los. As ações desenvolvidas pela ADAPTA ao longo dos tempos são muitas e bem conhecidas das pessoas atentas a estas temáticas, como é o caso da transformação de um terreno com cerca de dois mil metros quadrados de área, situado em Lantemil, Santiago de Bougado, numa horta biológica ou a iniciativa “Conversa com”, que decorre esta semana nas suas instalações, em que os candidatos à presidência da Câmara Municipal da Trofa apresentam as suas propostas para a defesa do ambiente e do património. A ADAPTA é um exercício de Cidadania como condição indispensável à formação de uma verdadeira consciência ambiental e o seu historial fala por si. Em janeiro de 2002 foi reconhecida como ONGA – Organização Não Governamental do Ambiente, pelo Instituto de Promoção Ambiental.

Proteger o ambiente e o património é proteger o ser humano. A preservação do ambiente e a defesa do património é um dever de todos. Os associados da ADAPTA têm uma dupla responsabilidade e aqueles associados que exercem cargos de governação, local ou nacional, têm uma tripla responsabilidade. É seu dever defenderem o ambiente e o património, mas também defenderem a ADAPTA, em qualquer lugar ou cargo que exerçam e em qualquer circunstância. Assim deve ser!

José Maria Moreira da Silva

Publicidade

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

Continuar a ler...

Edição 437

Entrevista a Carlos Martins, candidato independente ao Muro

Publicado

em

Por

 

“A terceira fase de requalificação do recinto de S. Pantaleão é a prioridade”

O Noticias da Trofa: O que o leva a candidatar-se à Assembleia de Freguesia?

Carlos Martins: É uma dívida que eu tenho para com a freguesia. Foi aqui que adquiri praticamente toda a minha formação, social, espiritual, académica, cultural e profissional. Sinto-me na obrigação de me recandidatar, aquele que deverá ser o meu último mandato, para que possa retribuir o que de bom o Muro me deu durante todos estes anos.

Gostava que nesta freguesia não se perdessem os principais valores que a têm caracterizado ao longo de largas gerações.

 

NT: Quais são os projetos que vai apresentar para o mandato?

CM: Apesar da conjuntura económica e financeira da nossa Câmara não ser favorável, gostaria de propor algumas obras que fossem exequíveis, nomeadamente, a execução da terceira fase do recinto de S. Pantaleão, com a construção do anfiteatro e a ligação à EN318; continuação da rua de Camões com a ligação de Gueidãos à Serra, bem como a pavimentação das poucas ruas que ainda estão em terra.
Com a repavimentação efetuada na EN 14, a colocação de sinalização luminosa e controladores de velocidade é de elevada importância junto ao Padrão e na Serra. Também o alargamento e requalificação do cemitério serão prioridades.

Publicidade

 

NT: Qual é o projeto/área prioritário(a) caso seja eleito?

CM: Claramente, a obra do recinto de S. Pantaleão. O local estava a ser mal frequentado e o espaço não tinha a dignidade merecida. O recinto tem de estar aprazível para que todos possam usufruir dele, em todas as suas atividades. É a nossa grande aposta, juntamente com as forças vivas da freguesia, a requalificação total do espaço tornando-o num local ainda mais emblemático.

 

NT: Considera mais fácil governar sendo a Câmara e a junta do mesmo partido? Porquê?

CM: Não. Para mim, mais importante que os partidos são as pessoas e os seus valores. O importante é o respeito que se deve ter com as instituições e logicamente com as pessoas que as dirigem. Eu, nestes dois mandatos, tive sempre executivos da câmara eleitos por partidos diferentes do meu. Até 2009, liderei um executivo, que foi muito discriminado, bem como toda a freguesia, pela Câmara Municipal de então. Ficou bem na minha memória, na do executivo da junta, na dos elementos da Assembleia de Freguesia e na de todos os murenses, a constante discriminação que tivemos nessa altura.

No mandato que agora termina, sendo novamente a Câmara Municipal eleita por um partido diferente do da junta de freguesia, com grande défice financeiro e praticamente falida, foi possível um bom diálogo institucional e receber apoio financeiro para algumas obras, nomeadamente numa delas, o apoio na primeira e segunda fase de requalificação do S. Pantaleão. Fui eleito, com muito orgulho, em dois mandatos pelo CDS/PP, mas em memória do tratamento que o Muro recebeu até 2009, e também por ser imposta a coligação para o Muro, sem que ninguém da freguesia fosse “tida nem achada”, seria da minha parte incorreto, de uma grande falta de respeito e deslealdade com os murenses ser candidato por essa coligação.

Publicidade

Por isso é que nós decidimos criar o IPM – Independentes pelo Muro, porque temos valores e projetos dos quais não abdicamos e que achamos que são os melhores para a nossa freguesia.

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também